10 jogos mais bizarros e tétricos do NES

O NES teve uma quantidade de títulos bastante considerável em sua biblioteca. Se somarmos isso ao fato de ser um console dos anos 80/90, não é de se admirar que alguns dos jogos do console sejam, ou no mínimo tenha alguns elementos, um tanto insólitos. Nós o OSD separamos dez desses jogos para aqueles jogadores que acham que uma certa dose de esquisitice é um atrativo a mais em um bom jogo oldschool. Poucos bits não significam pouca criatividade (ou seja lá o que for que essa gente tinha na cabeça) afinal!

P.S: Não incluímos na lista jogos não licenciados ordinários e malfeitos como os do cartucho "Action 52" ou aqueles lançados pela infame Color Dreams. Ter um quê de insólito é uma coisa, ser tosco é outra. Também não incluímos "Taboo: The Sixth Sense" por não o considerarmos especificamente um jogo, e sim um programa de adivinhação com cartas de tarô que vinha em cartucho.

10- Kabuki Quantum Fighter


O sistema do principal computador de defesa da Terra foi invadido por um vírus misterioso? Simples... transforme sua mente em um sistema de código binário e transfira-a para dentro do computador, onde você tomará a forma de um ator de teatro kabuki e enfrentará as defesas do vírus em um cenário que parece saído de um OVA de anime de ficção científica dos anos 80 usando seu cabelo como arma. Simples, como dito antes.
E o porque um ator de kabuki? Inicialmente pensei que teria sido por não ter nenhum ninja disponível no momento, mas o jogo explica que foi porque um dos ancestrais do protagonista havia sido um ator de teatro kabuki e quando sua mente foi transferida para o computador, a inteligência artificial reconheceu nele seu ancestral e deu essa forma ao corpo virtual do herói. Como? Transfira sua mente para um computador e ganhe sua árvore genealógica de brinde? Inteligências humanas codificadas em binário vem com o DNA totalmente mapeado incluso? Ou seria o computador de defesa um grande fã da ancestral arte do teatro kabuki? São tantas possibilidades...

9- Princess Tomato in the Salad Kingdom


Um adventure estilo point-and-click onde você encarna Sir Cucumber, o valente pepino cavaleiro, que deve salvar a Princesa Tomato (tomate) do maléfico ministro Pumpkin (abóbora). Como fazer isso? Resolvendo puzzles e jogando pedra-papel-e-tesoura, obviamente.  

A capa lançada no ocidente. A original japonesa não é lá muito melhor...
Apesar de ter se tornado um cult, a bizarrice de "Princess Tomato in the Salad Kingdom" já começa na versão da capa do jogo lançado no ocidente, uma das mais estranhas (talvez A mais estranha) do NES, e a coisa só vai de mal a pior... os personagens do jogo  são legumes e frutas antropomórficos que parecem saídos de algum daqueles desenhos animados que ninguém assistia da antiga TVE e o jogo, apesar da aparência fofa e cartunesca dos personagens, está recheado com o maís típico humor bizarro japonês, como por exemplo Sir Cucumber podendo ser chamado de pervertido em um determinado momento do jogo.
Um pepino pervertido? Cara... É melhor não dizer mais nada e parar por aí...

Sir Cucumber... seu safadinho!
8- Might Bomb Jack


Você é um incrível super- herói sem nenhuma habilidade digna de nota além de pular tão alto a ponto da cabeça bater no teto e se vestir com uma fantasia que parece uma mistura de Batman e Ultraman comprada em liquidação cujo grande objetivo na vida parece ser catar tesouros e itens bizarros, como balões e bombas, no interior de uma pirâmide enquanto é perseguido por papagaios e múmias. As bombas não explodem e não servem como arma, devendo apenas ser coletadas. Por que bombas e não moedas ou outra coisa qualquer, então? Porque sim.

7- Casino Kid




Um garotinho perambulando livremente por um cassino lotado de mulheres fantasiadas de coelhinha, jogando pôquer e blackjack contra adultos com uma quantidade de dinheiro que sabe-se lá como um moleque daquela idade conseguiu sem que ninguém no lugar se incomode por ele ser menor de idade.
Se esse não pode ser considerado um lúdico jogo família ideal para todas as idades eu não sei qual outro poderia ser.

6- Rampage



Na época o que mais chamou atenção no jogo foi jogar não com o herói que combate monstros destruidores e sim com o próprio monstro destruidor e botar prédios abaixo enquanto aniquila as forças armadas e tudo mais que um monstro de respeito faria. A coisa fica um pouco mais esquisita quando, já depois de ter devorado meia dúzia de cidadãos em pânico, o monstro leva bala o suficiente para voltar à sua forma original: um humano pelado correndo desembestadamente de um lado para o outro. Canibalismo!
P.S: Eu acho a versão do Master System melhor que a do NES...

5- Circus Caper




Com apenas um ingresso disponível, um irmão cede a entrada para o circo para sua irmãzinha. O show acaba, todo mundo saí e vai embora. Menos ela. E ainda por cima um mágico que parece a versão psicótica do Mandrake aparece do nada apenas para dizer que é melhor você desistir de ver sua irmã de novo.

"Olá, jovem. Quer um ingresso?"
Agora Tim deve se aventurar na nada alegre paisagem de um circo fechado e escuro  e enfrentar todo tipo de bizarrice se quiser ver a pequena Judy de volta.  Se você tem medo de palhaços ou simplesmente acha circo um troço assustador em qualquer circunstância, esse jogo foi pensado especialmente para você! Divirta-se!
PS: "Circus Caper" é uma versão, com história e gráficos alterados, de um jogo lançado apenas no Japão chamado "Moeru! Oniisan", baseado no mangá e anime do mesmo nome. Basicamente a mesma coisa que fizeram com "Super Mario Bros 2/ USA" e "Yo! Noid".

"Sua irmã pertence ao circo agora"

4- Mother/ Earthbound Zero/ Earthbound Beginnings



Uma história que envolve psiquismo, pais desaparecidos, bisavôs com pesquisas misteriosas de parapsicologia, viagens a outras dimensões, e tudo isso em um mundo ao mesmo tempo aprazível e surreal. O grande herói da história é um menino chamado Ninten, que após ser atacado por móveis e objetos de uso doméstico em sua casa, é encarregado por seu pai de investigar uma crise paranormal em escala mundial. O mesmo pai que havia desaparecido anos atrás junto com a mãe, retornou sozinho e nunca falou o que houve com a esposa, aliás. "Mother" possui um dos melhores roteiros já vistos em um jogo de videogame, conseguindo mesclar fantasia e comédia com elementos mais sombrios e perturbadores de forma magistral.

3- Monster Party




Voltando para casa após um jogo de baseball, o jovem Mark é abordado por um estranho ser que parece  um gárgula de catedral francesa, o qual aparentemente chegou à Terra no estilo estrela cadente. O gárgula pede ajuda a Mark para salvar seu mundo, ameaçado por um exército de monstros. Por que justo para Mark? Talvez porque Mark estivesse carregando um taco de baseball... ou talvez por ser o único na rua naquele momento... vai saber...
Mark aceita, por alguma razão de difícil compreensão, e parte com a criatura para o planeta Dark World (ah, sim... o gárgula é um alienígena também. Legal, né?) onde vai precisar sentar a tacada em inimigos bizarros e grotescos em fases que parecem saídas dos pesadelos de uma criança e cheias de detalhes macabros, como pernas que afloram do chão e ficam balançando, ossos, rostos que vomitam sangue, crânios deformados, árvores com faces macabras, cães com rostos humanos, tudo colorido de forma bem sinistra. Ainda por cima Mark ganha o poder de se transformar no gárgula que havia pedido seu auxílio, ficando bem mais poderoso, o que nos leva a perguntar se o gárgula é tão poderoso, por que ele precisa da ajuda de um adolescente com um taco de madeira?
O jogo também possui o chefe de fase mais fácil de todos os tempos, que não precisa ser derrotado por já estar morto, com direito a mosquinha voando ao redor e tudo. E é educado o suficiente para avisar isso para você.
Morto sim, mal educado nunca!

2- A Boy and his Blob: Trouble on Blobolonia




Quem jogou somente o remake recente do jogo, com gráficos lindos, mas bastante fácil e infantil, teria dificuldade em reconhecer o jogo original de 1989. Não há nada de realmente estranho na dupla de protagonistas em si... o blob é até bem simpático. Quanto ao objetivo do jogo, salvar o mundo do blob de um ditador egocêntrico... nada que já não se tenha visto parecido antes nos games... o detalhe das jujubas que dão poderes é curioso, mas não mais do que cogumelos que fazem crescer ou flores que permitem lançar bolas de fogo... o lance aqui é a ambientação...
"A Boy and his Blob" tem um dos cenários mais tétricos que já vi, e o fato de terem poucos detalhes os tornam ainda mais sinistros... Inicialmente nada demais... a cidade noturna é até bonita, apenas ficando subentendido que o garoto saiu de casa escondido, sem avisar os pais (o que até faz sentido... ele diria o que? "Vou ajudar meu amigo boneco de massa que come jujubas a salvar o planeta dele de um ditador alienígena. Volto daqui a algumas horas, se não morrer"?). Quando se chega na estação de metrô (abandonada?) é que a coisa vai ficando estranha...

Se não estiver pichada, não é uma estação de metrô dos EUA!

A estação em si já tem um ar de decrepitude e ruína que incomoda, mas ela é apenas a porta de entrada para um complexo de cavernas subterrâneas escondido sob a cidade onde o garoto e a bolha alienígena devem procurar tesouros e sacos de jóias para assim terem dinheiro suficiente para comprar as vitaminas que blob precisa para voltar a seu planeta natal acompanhado do garoto (quanto custam vitaminas nessa cidade, afinal!? Para precisar achar tesouro enterrado para conseguir comprar então deve ser bem caro), tomando cuidado com teias de aranha, abismos e coisas assim.E como o garoto sabia dessas cavernas? Perguntas demais, respostas de menos...


O planeta Blobolonia não é lá muito mais tranquilizador... entre outras localidades o garoto e a bolha devem atravessar uma sinistra plantação de algo que parece milho...
Acho que não estou muito longe da verdade quando digo que se "A Boy and his Blob" tornou-se um jogo cult, boa parte disso deve-se aos cenários e ambiente.

1- Zombie Nation




Uma cabeça de samurai gigante voadora (na versão japonesa, uma máscara de Tengu gigante) luta contra um exército interminável de mortos-vivos e monstros, incluindo uma versão encapetada da Estátua da Liberdade, comandados por um alienígena que chegou à Terra de carona em um meteorito.
Preciso dizer mais alguma coisa?

Medusa da Liberdade

Então por hoje é isso. Lembramos que não estamos dizendo que os jogos da lista são ruins- alguns ali são exatamente o contrário disso- apenas que neles tem uma coisinha ou outra que podem te deixar com os olhos um pouco mais arregalados por uns minutos. Ou por alguns anos. Vai saber...






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