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8 de jan. de 2019

Satellite-7


Muitos dos títulos da primeira leva de jogos do Famicom e do Sega Mark III no Japão não conseguiram fazer o caminho até o ocidente e serem oficialmente lançados para suas contrapartes ocidentais, NES e Master System, e isso por várias razões.
Alguns foram considerados "estrangeiros demais" para o público ocidental da época, enquanto outros foram considerados crús demais, ou sem graça e pouco atraentes ou simplesmente muito ruins para serem levados para outras regiões. Lançado ainda em 1985 no Japão pela própria Sega, "Satellite-7" foi um desses títulos que, por alguma razão ou outra, não alcançou o outro hemisfério.

História e Roteiro


Tudo bem que os jogos da época, em especial os shooters, tinham como foco a ação e alcançar um score alto, mas "Satellite-7" chega ao cúmulo de ter menos do que um fiapo de história! Chega a ser difícil achar qualquer informação sobre o enredo desse jogo na internet!
Basicamente o planeta está sob ataque de pragas como estrelas do mar e cavalos marinhos voadores, sob o comando de algo que parece um caranguejo ermitão, e o dispositivo de defesa conhecido como Satellite-7 ("satélite-7 em tradução livre e bem óbvia) é a única chance de salvação. É isso.
Ah... e tem umas mariposas verdes e uns bichos que parecem uns trilobitas albinos também!
Interessante, hein?

Gráficos


Gráficos fracos e sem graça. "Satellite-7" talvez seja o SHMUP cuja nave que o jogador controla tenha o pior design de todos! O que era para ser um satélite de defesa mais parece um tanque voador esquisito e mal feito! Na capa do jogo os satélites aparentam ter a forma de besouros, mas no jogo não são nem de perto parecidos com algo assim.
Os cenários são simplistas e mortos. Muito sem graça no geral e conseguindo ainda piorar em alguns pedaços, como o trecho em que o solo tem cor de vômito.
Falando de forma bem geral, o que o jogo tem de melhor em termos de gráficos são os inimigos. Não que sejam grande coisa (são no máximo passáveis) mas, pelo menos, você consegue identificar o que são (a maioria deles, pelo menos). Mesmo o chefão do jogo não foge disso. Seu visual é passável e nada mais.
Mesmo para um jogo de primeira fornada, os gráficos de "Satellite-7" são decepcionantes, bem abaixo da capacidade do console de 8 bits.

Música e Efeitos Sonoros

Assim como os gráficos, tanto as músicas quanto os efeitos sonoros do jogo são fracos. Os efeitos sonoros, em especial, são inexpressivos, e isso a tal ponto que não se tem mais o que dizer sobre eles.
O jogo possui apenas três músicas, a da tela de abertura, a música do jogo em si e a de Game Over. A música de abertura é muito ruim, sendo estridente, curta e repetitiva, enquanto a música de Game Over simplesmente passa batida, sem chamar nenhuma atenção. A (única) música de fase até que não é ruim, mas cansa o ouvido bem rápido.

Controles e Jogabilidade


Os controles são bem simples e responsivos, lembrando o estilo de "Xevious" ou de "TwinBee", com um botão para disparar e outro para atirar bombas no solo. Os tiros da nave são OK, mas prepare-se para aprender a ter uma precisão quase cirúrgica quando tiver que usar as bombas terrestres. Outra coisa... também prepare-se para controlar a coisa mais lenta dentre todas da tela de jogo.
O satélite é lerdo, movendo-se devagar e com uma dirigibilidade pouco ágil que torna difícil esquivar de disparos a curta distância ou de inimigos metidos a kamikaze que descem tela abaixo a toda velocidade.
O pior de tudo, entretanto, é voltar ao jogo após perder uma vida! Tanto a tela quanto os inimigos continuam se movendo a todo vapor, mas você não controla o satélite logo de cara quando ele retorna! O satélite surge a borda inferior da tela e sobe verticalmente uns cinco centímetros sozinho e mesmo depois que ele para ainda demora um momento para obedecer aos seus comandos! Simplesmente perfeito para um inimigo se jogar contra você ou levar um tiro a queima roupa.

Dificuldade

"Satellite-7" é difícil, como era de praxe entre os SHMUPs dessa época, mas grande parte da dificuldade advém das limitações de mobilidade do satélite. Sim, existem enxames de inimigos atirando e se mexendo de forma errática pela tela, mas seu pior inimigo são mesmo a falta de velocidade e agilidade do satélite de defesa.
Mesmo os poucos power ups do jogo não ajudam muito... primeiro que para consegui-los é trabalhoso: deve-se juntar cinco estrelas, que aparecem pela tela, de uma mesma cor. São cinco cores diferentes de estrela, cada uma dando uma vantagem no combate ou uma vida (juntar cinco estrelas verdes confere invencibilidade por um curto espaço de tempo, por exemplo), mas, francamente? Consegui-las dá mais trabalho do que compensa. A cor das estrelas em cada lugar da tela varia a cada jogo e os power ups (com exceção da vida, obviamente) duram pouco ou são pouco úteis. Em muitos momentos simplesmente não vale a pena se arriscar para pegar uma estrela.
Uma diferença de "Satellite-7" para a maioria dos outros jogos é que só existe um único chefão, um caranguejo gigante cuja quantidade de tiros para ser derrotado varia bastante, no jogo todo, mas aparecendo várias vezes no correr da partida.
"Satellite-7" não possui um final específico, mas em um determinado momento, o chefão caranguejo gigante aparecerá em frente a um shiro /castelo japonês e, após ele ser derrotado, o jogo volta para o início, ciclicamente.

Comentário Final


"Satellite-7" é um jogo fraquíssimo, com pouco para chamar a atenção de alguém para jogá-lo, ou para prender o interesse de quem arriscou conhecê-lo. Mesmo se você for um viciado em shooters não há muito aqui de interessante e existem títulos muito melhores desse estilo no Master System para você gastar o seu tempo.
Uma das poucas atrações de "Satellite-7" é a possibilidade de dois jogadores poderem jogar simultaneamente, mas mesmo assim não vale muito a pena.
Também acho que será um tanto difícil achar alguém disposto a jogar esse jogo contigo...

NOTA: 3,0

Curiosidade 1: Apesar de nunca ter chegado oficialmente ou em mídia física ao ocidente, a Tectoy incluiu "Satellite-7" em algumas versões de seus Master Systens com jogos na memória e até em outros produtos seus como o Tectoy DVD Karaoke Game DVT-G100.
Ehhh... valeu, Tectoy...
Eu acho...

19 de dez. de 2018

Altered Beast- Master System


De bem parecida com o que aconteceu com "Golden Axe", "Altered Beast" foi  outro clássico dos arcades e do Mega Drive cuja adaptação para o Master System sofreu com as limitações do sistema, tendo os cortes e sacrifícios feitos para fazer o port rodar em um console de 8 bits comprometido seriamente a qualidade e a diversão do jogo.

História e Roteiro


Não há muito de diferente a se falar aqui, exceto que o enredo é o exatamente o mesmo das outras versões: Neff, o senhor do mundo subterrâneo dos mortos, sequestra Atena, filho de Zeus, e agora o maior dos deuses traz de volta a vida um bravo centurião romano, morto em batalha um século atrás, para resgatar sua filha das garras de Neff,
Enquanto isso, Zeus provavelmente continuará com a bunda sentada em seu trono no Olimpo, enchendo a pança de ambrosia servida por Ganimedes.

Gráficos


É visível que os gráficos foram um dos aspectos onde mais se investiu na adaptação,  tentando manter os sprites dos personagens e os cenários o mais próximo possível dos originais, mas com resultados bastante insatisfatórios.
A primeira fase, o cemitério, é até passável, mas já sofre com a flagrante perda de detalhes dos cenários, com a palheta de cores esquisita e limitada e com a piora no traço tanto dos personagens quanto dos cenários, mas a partir da 2o fase, a floresta pantanosa, é que fica inegável o quanto os gráficos dessa versão são uma pálida e mortiça cópia daqueles do arcade ou do Mega Drive- essa fase, inclusive, é de doer os olhos!
Os sprites dos personagens são grandes mas essa é a melhor coisa que se pode dizer deles... são pessimamente animados e quando se destrói um inimigo, o sprite dele literalmente quebra em pedaços, que mais parecem os fragmentos de uma figura de papel cortadas por um aluno de pré- escola pouco habilidoso.
A transformação do centurião nas formas animais é, sem dúvida, o ponto alto dos gráficos, com cut scenes vistosas e bem feitas.

Música e Efeitos Sonoros


As músicas até que não sofreram tanto em sua formatação em sua adaptação para os 8 bits. Obviamente não tem a mesma qualidade das originais, mas são perfeitamente escutáveis.
O mesmo não pode ser dito dos efeitos sonoros, que são bem fracos e algumas vezes até sofrem um atraso, um delay, em relação a ação na tela, por exemplo na transformação ou a risada de Neff ao ser derrotado ao fim de cada fase.

Controles e Jogabilidade

Esse foi o aspecto mais sacrificado no jogo, sem dúvida alguma. Tanto os controles quanto a jogabilidade são sofríveis! Tudo é lento... a tela se move como se estivesse em câmera lenta... o mesmo vale para os inimigos e para o centurião em especial! 
A resposta aos comandos é ruim, lenta e errática, e é muito difícil retomar o controle depois de ser golpeado.
Resumindo... controles e jogabilidade péssimos! Outro ponto que atrapalha bastante é que para saltar deve-se apertar o botão 1 e o botão 2 simultaneamente, devido ao fato do controle do Master só ter dois botões, o que deixa tudo mais complicado, em especial quando se trata de lidar com inimigos voadores, como aquelas pragas de imps amarelos!

Dificuldade



Essa versão de "Altered Beast" é bastante difícil, em especial devido a horrível jogabilidade e controles o deixarem quase injogável! Jogar "Altered Beast" no Master System é uma experiência frustrante em grande parte porque seu maior desafio é lidar com controles que parecem quebrados de tão pouco responsivos! Passar da primeira fase já é um feito digno de nota. Chegar na terceira ou quarta é uma verdadeira proeza!

Considerações Finais


A versão para o Master System de "Altered Beast" é um péssimo port, quase injogável e nada divertido. A única razão que pode levar alguém  jogar esse jogo é curiosidade (mórbida?), e nada além disso.
Exceto, talvez, masoquismo...

NOTA: 2,0

12 de dez. de 2018

Bank Panic


Volta e meia se esbarra com um jogo que não prometia nada e acaba surpreendendo. Lançado para o público europeu do Master System em 1987 pela Sega, "Bank Panic" é um desses casos, com uma premissa pouco empolgante ou animadora, mas acaba divertindo mais do que se podia esperar.

História e Roteiro


Enredo simples para um jogo simples: É um típico dia em um típico banco do velho oeste norte- americano. Clientes vem depositar seu dinheiro. Bandidos tentam assaltá-lo. Bombas são plantadas em suas portas. 
O xerife da cidade, um típico cowboy honrado e corajoso de chapéu dourado, deve proteger o banco até o fim do expediente, quando toda a população da cidade se reúne em frente ao banco para comemorar tal acontecimento sacudindo os braços aleatoriamente.
Com certeza uma cena bem comum por aquelas bandas.

Gráficos


Os gráficos são bem legais. O cenário é simples e sempre o mesmo, mas os sprites dos personagens são grandes. bem desenhados e divertidos, com um traço cartunesco e bem-humorado e um visual que lembra tanto filmes de bang bang antigos quanto desenhos animados ou quadrinhos ambientados no velho oeste.

Música e Efeitos Sonoros


O jogo tem poucas músicas, e de qualidade mediana. A música que toca em todos os rounds lembra algo tocado no piano de um saloon, mas rapidamente se torna repetitiva.
Os efeitos sonoros são um pouco acima da média, merecendo destaque o som das armas atirando, bem razoável para um jogo de 8 bits.

Controles e Jogabilidade

O jogo inteiro se passa dentro de banco do velho oeste americano, o qual é um edifício aparentemente circular com doze portas e aparentemente apenas um ou dois caixas para atender os clientes- uma representação bastante fiel de como eram os bancos dali naquela época, acredito eu... pelo menos a parte de ter poucos caixas atendendo é perfeitamente realista até os dias de hoje!
Para circular pelo banco usa-se os direcionais para esquerda ou direita, sempre tendo três portas numeradas a sua frente. Para atirar usa-se três botões: o direcional para cima atira na porta da esquerda e os botões 1 e 2 nas portas da direita e do centro, respectivamente.
Demora-se um pouco para pegar o jeito, volta e meia se atirando na porta errada ou acertando um cliente por engano ( que reage furiosa e comicamente, gesticulando freneticamente todo chamuscado) e a única forma de evitar isso é treinar até pegar o jeito e reagir automaticamente. 
Pelo menos os comandos respondem com perfeição, o que facilita o trabalho.

Dificuldade


Não é nada difícil aprender a jogar "Bank Panic", mas para dominar o jogo é preciso bastante treino, até porque em cada nova fase a dificuldade aumenta consideravelmente, com as portas abrindo mais rápido e mais bandidos aparecendo.
Preste atenção em umas barras que parecem acima do número de cada porta. Elas mostram quando tem alguém em frente a porta, prestes a abri-la.
Quando uma porta se abre, pode aparecer qualquer uma das seguintes possibilidades:

A) Cliente: Pode ser um homem ou uma mulher. Eles depositam um saco de dinheiro e vão embora. é preciso recolher pelo menos um saco de grana em cada uma das doze portas antes de passar para o round seguinte.
E tome cuidado para nunca atirar equivocadamente em um cliente! Você perderá uma vida!
Mas até que é engraçado...
B) Cliente amarrado: Atire na corda e ele depositará três sacos de dinheiro. Demore e um bandido aparecerá.
C) Cliente rendido: Quando o cliente estiver com cara de assustado e as mãos para o alto, aguarde. Logo um bandido tomará seu lugar.
D) Garoto do Chapéu: Um fã mirim do cowboy herói do jogo, que carrega uma pilha de três ou mais chapéus para o herói demostrar seu talento no gatilho acertando-os no tempo certo. Faça isso e ganhe ou um saco de dinheiro ou tempo extra.
E) Bandidos mascarados: Eles querem roubar o banco e não vão hesitar em atirar no bravo xerife. Se você atirar neles antes deles sacarem a arma, será considerado "unfair" (injusto) e você ganhará apenas 100 pontos. Deixe o gatuno sacar a arma e assim ganhe uma pontuação bem maior.
ATENÇÃO! O bandido de botas brancas é o chefe do bando e precisa de DOIS tiros para ser eliminado.

Lembre-se! Pontos são importantes porque são a única forma de ganhar vidas nesse jogo.

Um outro detalhe importante é que volta e meia aparecerá uma bomba presa à alguma das portas. Se você não atirar nela, ela explodirá e perde-se uma vida. Pode parecer esquisito atirar em uma bomba para evitar que ela exploda, mas como é um jogo de faroeste, parto do pressuposto que o cowboy de branco atirou no pavio e o apagou.
O grande problema do jogo não é sua dificuldade e sim ser absurdamente repetitivo. Todas as fases são absolutamente a mesma coisa! Lá pelo Round 8 ou 9, já se está farto de tudo isso.

Comentário Final


"Bank Panic" é um joguinho casual legal, que diverte por um tempo até se tornar enjoativo devido a mesmice e repetitividade de suas fases. É o tipo de jogo para se jogar de vez em quando, sem compromisso.

NOTA: 5,5

9 de dez. de 2018

Transbot/ Astro Flash/ Nuclear Creature


Quando algo faz sucesso, não tardam a aparecer clones e cópias tentando caçar uns niqueis graças ao sucesso alheio. Algumas dessas cópias tem suas qualidades e até conseguem algum reconhecimento por seus próprios méritos, enquanto outras são simplesmente sofríveis.
Lançado pela Sega em 1985 no Japão como "Astro Flash", e no ano seguinte como "Transbot" nos EUA, foi uma tentativa de pegar carona no sucesso de "Transformers" e se encaixa nessa segunda categoria.

História e Roteiro


A história do jogo até que não é tão má assim: No ano 2000, a guerra nuclear terminou a pouco tempo e agora a humanidade tenta reerguer a civilização e recuperar tudo o que foi perdido no conflito.
Ao sair dos abrigos nucleares subterrâneos e iniciar o longo caminho da restauração, os sobreviventes descobrem da pior forma possível que estão sob uma grave ameaça, a qual vem na forma de DALAUS, um super computador com inteligência artificial a altura, também sobreviveu ao conflito e agora está decidido a criar seu próprio império, e, para tal, planeja eliminar de vez a raça humana.
Todas as esperanças da humanidade recaem agora sob um único piloto, o qual, a bordo da nave CA-214, capaz de alternar sua forma entre caça e robô, deve destruir DALAUS e suas forças.
O roteiro até tinha potencial para gerar um jogo legal, mas, infelizmente, não foi o que aconteceu.

Gráficos


Os gráficos são bem fracos. Os cenários são mortos, sem graça e os inimigos são em pouca variedade e com um design medíocre, sendo os chefes de fase apenas ligeiramente melhores. Sua nave é feia, com um escolhe de cores horrenda e mal animada, com movimentos duros. Tanto a forma de caça quanto a de robô voam com a graça e desenvoltura de uma tábua.
Tudo o que se refere a parte gráfica de "Transbot" é bem sem vida, a tela inicial inclusive.

Música e Efeitos Sonoros

Tanto a música da tela de abertura quanto as únicas duas músicas de fase (uma para a superfície, a outra para o subterrâneo) até que não ruins, mesmo sendo genéricas e repetitivas. Quanto aos efeitos sonoros, são indiscutivelmente medíocres.

Controles e Jogabilidade

Os controles respondem bem, mas a nave em si é lenta e a jogabilidade tem algumas coisas esquisitas, como ser muito mais lento se deslocar na vertical do que na horizontal, que atrapalham na hora de jogar.

Dificuldade


O jogo é difícil, com inimigos rodopiando e atirando de todos os lados enquanto você tenta irar sua nave (que não é nenhum prodígio de velocidade) do caminho.
A única forma de se conseguir power-ups é destruindo um veículo de carga terrestre, que aparece de tanto em tanto, e apanhar a esfera que é liberada. O jogador então tem que ser rápido para escolher uma letra de A até G, cada uma modificando a resistência, o tipo de tiro e, por vezes, também sua forma, podendo assumir a aparência de um robô que mais parece brinquedo chinês vendido em camelô. Esse, teoricamente, seria o grande atrativo do jogo, mas francamente... não é grande coisa.
"Transbot" também  é daqueles jogos que não tem final, o que diminui ainda mais o interesse em jogá-lo, caindo em looping após a 2o fase.
Sim... exatamente isso... "Transbot" só tem duas fases repetidas indefinidamente. Empolgante, não?

Comentário Final
Capa da versão norte-americana do jogo
"Transbot" é um jogo fraco, um shooter medíocre cujo único trunfo, a possibilidade de alterar a forma da nave, não consegue impedir o jogo de ser bastante genérico.
Mesmo para os aficcionados por SHMUPs, "Transbot" é pouco mais que uma curiosidade, sem nenhum atrativo em especial.

NOTA: 3,0

P.S: No Brasil "Transbot" foi rebatizado como "Nuclear Creature" quando lançado pela Tectoy. Abaixo a capa da versão brasileira do jogo:


28 de nov. de 2018

Great Soccer (1985)


Jogos com nomes parecidos, ou mesmo iguais, não são uma ocorrência tão rara assim no mundo dos games, e sempre geram confusão. O obscuro "Great Soccer", lançado pela Sega para o Master System em 1985 no Japão e no ano seguinte apenas para a Europa, é um desses casos, partilhando o nome com o "Great Soccer" mais conhecido, aquele que no Brasil foi chamado de "Super Futebol" e no Japão e Europa de "World Soccer". 
Isso ocorreu porque o "Great Soccer" de 1985 não foi lançado nos EUA, então acabaram utilizando esse nome para o "World Soccer" japonês, mas ainda assim alguma ambiguidade acabou surgindo, tanto que volta e meia o "Great Soccer"/ "World Soccer" é chamado de "Great Soccer 2"- só não foi pior devido a obscuridade do "Great Soccer" de 1985 nesse lado do globo terrestre!

História e Roteiro


Sabe aquela música do Skank que fala "Está rolando agora, é uma partida de futebol"? Pois é, é isso. O jogo é o cúmulo da frugalidade e se resume a UMA ÚNICA partida entre dois times, vermelho e azul. Acabando a partida, volta-se para a tela de abertura para se iniciar uma nova. 

Gráficos
Os gráficos de "Great Soccer" são muito simples, o que não podia ser diferente para um jogo de 1985. Os jogadores de ambos os times são todos iguais, só mudando a cor da camisa, e animação deles correndo, chutando ou saltando é bem dura. O campo é pequeno e simplesmente um retângulo verde pouquíssimo detalhado- apenas umas arquibancadas sem graça.
O melhor que pode ser dito dos gráficos de "Great Soccer" é que, apesar de rudimentares, não são de fazer doer os olhos.

Música e Efeitos Sonoros

Muito limitado em ambos os aspectos... o jogo possui uma única música, que toca durante a partida e realmente não é grande coisa, sendo bastante genérica- podia perfeitamente ser a música de uma fase de um joguinho plataforma passado em uma floresta, por exemplo. E quando digo "durante a partida", é só durante a partida mesmo! O jogo não tem mais nenhuma outra música! A tela de abertura é completamente muda! 
Os efeitos sonoros são fracos. O som dos chutes parece alguém dando uma topada e a vibração da torcida parece mais o som de uma nave explodindo de algum shooter antigo do que que a gritaria empolgada de torcedores. O mais aceitável é o som do apito que soa em alguns momentos do jogo, como no pontapé inicial.

Controles e Jogabilidade


Os controles são confusos e a jogabilidade bem ruim. É difícil passar a bola e os chutes saem fracos, nunca alcançando o ponto exato que você quer!
Outro ponto muito ruim é a inteligência artificial dos jogadores do seu time, que deixa muito a desejar... eles parecem ser incapazes de se colocarem no lugar certo para receber um passe!
O goleiro é um caso a parte... controlar o goleiro no início é confuso, mas depois dá para levar. Não que se possa dizer de forma alguma que seja algo satisfatório, mas não é tão ruim quanto parece a princípio.
Também é frustrante não existirem opções de time para o jogador escolher. Você sempre joga com o time de camisa vermelha e não existem diferenças entre os dois times, exceto pelo uniforme.
Obviamente que, com treino, se pega o jeito de lidar com as limitações dos controles e da jogabilidade, mas francamente... quem perderia tempo com isso? 

Dificuldade

"Great Soccer" tem três níveis de dificuldade (amador, semi-profissional e profissional) e é daqueles meio "8-ou-80"... no "amateur" o desafio é pífio, enquanto nos outros dois vira osso duro de roer, embora isso seja devido aos controles esquisitos e a jogabilidade truncada, que tornam tudo bem frustrante, e não uma forma de estímulo pensada pelos programadores do jogo.

Comentário Final

Capa de "Great Soccer" na versão europeia
"Great Soccer" é um jogo datado, limitado e sem atrativos. A única razão que pode ser apontada para alguém jogar esse jogo hoje em dia é por curiosidade, tendo pouca coisa em "Great Soccer" capaz de divertir.

NOTA: 2,0