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27 de out. de 2020

Mappy

 


Policiais comumente protagonizam jogos de videogame. Raramente suas contrapartes do mundo dos jogos se parecem com os do mundo real, mas ainda assim protagonizam. E dentre os que guardam menos semelhanças, o herói de "Mappy" é talvez o caso mais flagrante!

Lançado em 1984 no Japão pela Namco, "Mappy" é um jogo de plataforma de primeira fornada do NES que chegou ao console após sua estréia nos arcades, sendo posteriormente relançado para sistemas mais contemporâneos, individualmente ou em coletâneas.

História e Roteiro


Em "Mappy" um simpático e pouco belicoso ratinho membro da força policial deve recuperar os itens roubados pelo gato rechonchudo Goro e sua gangue, os Meowkies. Os gatunos (não resisti a usar esse termo) roubaram de pinturas valiosas até rádios e esconderam tudo em sua mansão (aliás, mais de uma... o negócio deles deve ser bem lucrativo), e agora cabe ao valente Mappy pegar tudo de volta enquanto pula por trampolins e plataformas das mansões, perseguido por Goro e seus capangas felinos.
Aliás, quem foi o arquiteto desse lugar? O cara tinha uma ideias bem exóticas de como uma mansão deve ser...
Um roteiro simples para um jogo simples, Apenas para dar um pretexto para a correria toda, mas ainda assim... até que é legal.

Gráficos


Gráficos bem simples, mas agradáveis aos olhos. Os sprites de Mappy e Goro são o maior destaque, sendo engraçados até hoje, mas os Meowkies não são ruins. O cenário é OK, mas pouquíssimo variado, com pouca coisa mudando exceto um detalhe aqui ou lá, como a presença de sinos na
os cantos dos telhados ou a disposição das portas. 
Os gráficos até que envelheceram bem para um jogo de 1984, na minha opinião.

Música e Efeitos Sonoros

A música é até legal, e quando digo A música é literal mesmo. O jogo possui apenas uma única música tocada fase após fase, ad infinitum... apesar de não ser de modo algum uma música ruim, é compreensível que ouvi-la ininterruptamente possa dar nos nervos de alguns.
O jogo não tem muitos efeitos sonoros, e os que tem são ao mesmo tempo simples e funcionais. Nada que faça trincar os dentes de nervoso.


Controles e Jogabilidade

Os controles são simples. Você controla para onde Mappy vai pelos direcionais e os botões A e B abrem as portas. Apenas isso.
E isso é uma das razões do estranhamento que pode se ter de início...  Mappy é um dos protagonistas mais limitados dos 8/16 bits. Ele sequer pode pular! Você só consegue fazê-lo saltar usando as várias camas elásticas espalhadas pelas fazes. Mappy também não tem nenhum tipo de ataque próprio, apenas podendo usar sinos ou as "power doors" (umas portas piscantes que aparecem em cada estágio) para acertar os gatos e também não dá para fazê-lo correr mais rápido.
Sim, é difícil entender como alguém deixou Mappy usar aquele uniforme e ganhar um distintivo.
Essas limitações todas do herói fazem com que alguém que esteja jogando o título pela primeira vez tenha um pouco de dificuldade, mas os controles respondem bem e não é difícil se acostumar com as escolhas de gameplay feitas pelos programadores.

Dificuldade




Para um arcade daquela época "Mappy" não é dos mais difíceis, depois que se pega o jeito.  O jogo vai de fato se tornando mais difícil conforme as fases vão se sucedendo, com mais Meowkies se juntando à caçada ao ratinho policial, mas é uma curva bem-feita, sem subidas abruptas.
Algo a se ficar atento é quando, ao se gastar muito tempo na fase, aparece "Hurry Up" na tela. O pior dos capangas de Goro, Gosenzo, aparece depois do segundo aviso para perseguir Mappy, e ele é bem mais difícil lidar com ele que com os Meowkies (ele pode acertar Mappy enquanto o ratinho está pulando em uma cama elástica, por exemplo).
Um último aviso sobre o Goro! Ele volta e meia se esconde atrás de um dos itens roubados. Pode encostar sem medo. Você recupera o item e ainda ganha 1000 pontos extras por descobrir o esconderijo do gato larápio.
O jogo é cheio de outros detalhes. As portas que brilham quanso abertas libeetam uma onda de choque que varre da tela todos os felinos que encontra (vale lembrar que a onda sempre seguirá para o lado da porta que tem a maçaneta) e os sinos que aparecem em alguns estágios podem ser derrubados sobre os seus perseguidores. Cuidado quando os trampolins ficarem vermelho escuro. No próximo pulo vão arrebentar. Em alguns momentos isso pode ser útil, em outros é morte certa. O chão brilhante que desaparece após Mappy passar por ele também pode ajudar ou prejudicar. Fique atento.
E por último, fique atento ao lado que as portas abrem. Elas podem golpear os ladrõezinhos, tonteando-os, ou você, facilitando que eles te alcancem.
O jogo não possui Power-Ups e Mappy morre ao menor encostão ou queda que não seja em uma cama elástica, mas ganha-se vidas a cada 70000 pontos. A cada três fases comuns aparece uma fase-bônus onde se estoura balões, ótima para ganhar pontos.


Comentário Final




"Mappy" ainda é um jogo que diverte, mesmo após tantos anos de seu lançamento. É um tanto datado, tem as características da sua época, mas de fato é divertido. Graças à sua simplicidade, "Mappy" é um daqueles jogos ideais para quando se quer jogar algo, mas se está sem cabeça ou vontade para algo mais complexo.
Seu maior defeito é a repetitividade, tanto de cenários quando do próprio jogo em si, o que vai fazer o jogador enjoar mais cedo ou mais tarde dessa infinita correria por pontos, já que "Mappy" não possuí um final propriamente dito e entra em looping após o level 15.

NOTA: 6,0

P.S: O nome do jogo vem de "mappu", um termo japonês levemente pejorativo usado para se referir a policiais.



29 de jul. de 2020

(Mais) 10 Jogos não-licenciados de NES que são legais

Já que andei falando tanto de jogos não licenciados, que tal uma lista com mais dez jogos que não tinham o selo Nintendo de Qualidade mas que valiam a pena serem jogados, ou eram pelo menos passáveis.

1- Tiles of Fate



Esse jogo causou frustração em muita gente no início dos anos 90, pois a capa super sinistra e o texto do verso falando sobre uma guerra de conquista e tomada de castelos acabava levando a se pensar que era um jogo de aventura ou ação, quando na verdade é um jogo de puzzle.
Isso éuma pena porque era um jogo bem legal (pelo menos se você gosta de puzzles),o único do NES de shusensho, um jogo que usa as pedras do mahjong e tem como objetivo eliminar as pedras, clicando em duas iguais que estejam disponíveis, até limpar a mesa- sendo que em "Tiles of Destiny" você ainda conta com a ajuda de três power-ups para ajudar a fazer os ladrilhos do destino sumirem.
O jogo tem gráficos legais e música até legais, com cutscenes que nem parecem de jogo não licenciado. Se você gosta de puzzles, recomendo bastante conhecer.

2- Impossible Mission II


Uma sequênci de um jogo originalmente lançado para o Commodore 64, "Impossible Mission II" é um jogo cult  que mistura plataforma, ação e puzzles. É daquele tipo de jogo "ame ou odeie", onde você procura por códigos para abrir portas por oito torres diferentes enquanto é perseguido por robôs do sistema de segurança.
Os gráficos são medíocres, mas a animaçao é até surpreeñdentemente boa. A jogabilidade é daquelas que precisa d eum tempo de treino até se pegar o jeito, o que só vai ser tentado por quem curtiu o jogo. Falando francamente, não é um jogo ruim, mas não é do tipo que agrada todo mundo.

Essa capa enganou muita gente! Independente disso é bonita;



3- Krazy Kreatures


Um jogo de puzzle do tipo "junte 3 iguais", só que em um ritmo acelerado, com os bichos sendo arremessados na tela cada vez mais rápido. É divertido, apesar dos gráficos e efeitos sonoros medíocres. A capa, por outro lado, era legal, com toda aquela estética "comecinho dos anos 90"!

Muito 1990, 1991 essa capa... essa combinação de cores, esse tipo de letra, essas carinhas que parecem adesivo que se colava no vidro do carro...
4- Mig-29 Soviet Fighter


Um simulador de avião de caça bastante interessante por vários motivos. Em temmos de gráficos "Mig-29 Soviet Fighter" tinha mais profundidade na média do que outros simuladores de caça da época; o jogo variava o estilo conforme a fase, tendo algumas com visão vista de cima e é um dos poucos jogos da época que os soviéticos não aparecem como vilões e sim como protagonistas.

5-CJ's Elephant Antics


Como é um jogo da Codemasters já se espera que tenha qualidade, mesmo não sendo licenciado. "C.J Elephant Antics" é um plataforma na média da época, com gráficos bonitos. É um jogo todo bem afinado, com bons  e responsivos comandos e música que se encaixa com o visual "fofinho" do título. Originalmente saiu para NES como um dos quatro jogos do cartucho "Quattro Arcade".
Se você é fã de jogos plataforma, vale a pena conhecer.

6- FireHawk


Um shooter de helicóptero, e dos bons!  Cortesia dos Oliver Twins e da Codemasters! O roteiro é em estilo daqueles filmes de ação furados do início dos anos 90 (Use um helicópto Apache para destruir as fábricas de drogas de narcotraficantes), mas o jogo é de fato um shooter acima da média.

7-Big Nose the Caveman


Outro plataforma típico da época trazido pelas mãos da Codemasters. Parece uma versão um pouco menos caprochada de "Joe & Mac" ou "Chuck Rock", mas dá para se divertir. Um detalhe legal é que os osso que você cata pelo caminho são usados como dinheiro para comprar itens.

8- Big Nose freaks out


Um jogo de plataforma daquele tipo em movimento contíuo, pois agora Big Nose vem equipado com um skate pré-histórico! O jogo tem gráficos mais caprichados que seu predecessor, é bem feito mas de fato prefiro o primeiro...

9- Venice Beach Volleyball


Um campeonato de volei de praia razoável, com o diferencial que o jogo tem equipes mistas e os jogadores tem características diferenciadas uns dos outros. 
O jogo também tem a torcida mais mal feita que já vi... chega a ser hilário!

10- Linus Spacehead's Cosmic Crusade


Um jogo estilo adventure com momentos de plataforma. O jogo tem um estilo que lembra "Maniac Mansion", de ter que encontrar objetos e depois levá-los ao lugar correto. Tem uma versão remake que saiu para o Mega Drive que é bem legal também.
É uma sequência do jogo de ação "Linus Spacehead" (Um jogo bem mais ou menos, diga-se de passagem) e tem uma história divertida, onde Linus tenta convencer seus compatriotas que esteve no lendário planeta Terra e então decide voltar ao planeta perdido com uma câmera para bater fotos e provar de uma vez por todas que não era lorota. Só que para isso antes ele precisa de dinheiro para comprar uma câmera fotográfica...
É um  jogo bem leve e tem momentos engraçados, sendo uma hidden gem para os fãs de adventure!

Menções Honrosas
Tem mais alguns jogos que mereciam estar nessa lista, mas como já falei deles em outras postagens deixei-os de fora par não ser repetitivo.
São eles: "Gaiapolis"; "Puzzle"; "P'radikus Conflict"; "Pyramid"; "F-15 City War"; "Metal Fighter"; "Jovial Race"; "Galactic Crusader"; "Q- Boy" e "Hell Fighter".
Caramba... só as mençoes honrosas já deu mais uma lista com dez jogos!

OK, fechamos a lista, ou seriam as listas? De qualquer forma, fechamos e eu prometo que vou ficar um bom tempo sem falar de jogos não-licenciados. Por enquanto chega!
Prometo! 

7 de jul. de 2020

Legacy of the Wizard


A bilioteca do NES ainda tem muitas hidden gems a oferecer, em especial de jogos que na época receberam menos reconhecimento do que mereciam no ocidente ou simplesmente foram esquecidos com o correr dos tempo. Se você gosta de RPGs clássicos ou é fanático por JRPGs, "Legacy of the Wizard" é um jogo que merece sua atenção.
Originalmente lançado no Japão em 1987 como "Dragon Slayer IV: Drasle Family", "Legacy of the Wizard" foi um dos poucos títulos da fantástica série "Dragon Slayer" da Falcom a chegar deste lado do globo terrestre (traduzido apenas para o inglês). Mesmo que a série toda mereça ser conhecida, não se preocupe... o jogo é independente e pode ser jogado sem nunca você sequer saber que ele faz parte de uma franquia.

História e Roteiro


Uma história clássica, cujo maior diferencial é que no lugar de apresentar um único herói solitário ou um grupo de desconhecidos que vai se reunindo aos poucos dadas as circunstâncias, "Legacy of the Wizard" é protagonizado por toda uma família de heróis aventureiros- incluindo o bichinho de estimação!
É... família que mata dragão unida permanece unida.
Mas como tão simpática família se meteu nesse rolo? Bom... a muito, muito tempo atrás, o Rei Dragão (Dragon King no original) aterrorizava uma pacata floresta e ameaçava o resto do mundo, pois afinal ele era um dragão e é isso que os dragões (geralmente) fazem.
Um poderoso mago enfrentou o dragão e o aprisionou no subterrâneo (sim, embaixo da floresta tem uma dungeon imensa, com lojas e hospedarias, inclusive... legal, não?) e assim o tempo passou... 
Décadas depois, sinais (tipo o mascote da família entrar saltitante em casa com uma escama do bicho na boca) mostram que o Rei Dragão está prester a despertar e agora a famíla daquele que outrora o aprisionou deve derrotar o monstro novamente.
Mas que presente de grego, hein, vovô?
A única forma de deter o Rei Dragão é com a lendária espada Dragon Slayer. Encontrá-la é a primeira missão. Toda a família se une e parte para a aventura.
Menos os avôs que, na opinião dos programadores da época, já passaram da idade para esse tipo de estrepolia.
Eu, particularmente, fiquei decepcionado por não poder jogar com os dois...

Gráficos


Os gráficos são indubitavelmente datados, mas para a época eram bons. Os heróis e a maioria dos montros são pequenos, mas até que bem detalhados. Alguns cenários são mais vistosos, outros mais sem graça, mas mesmo envelhecidos é visível o quanto os gráficos foram feitos com capricho.
Eu gosto em especial dos sprites dos dois filhos e alguns dos monstros, como os homens-porcos, ficaram bem legais também. Os chefes são maiores e mais detalhados, algo bem comum naqueles tempos de poucos bits.

Música e Efeitos Sonoros



A trilha sonora é um dos pontos altos dos jogos, Para quem curte videogame a mais tempo, basta dizer um nome: Yuzo Koshiro, o mesmo cara responsável pelas músicas de "The Revenge of Shinobi" e da trilogia "Streets of Rage", além de muitos outros. Acho que dispensa maiores comentários, pois mesmo se tratando de um trabalho de início de carreira, o talentp de Yuzo já se mostrava. Eu sempre que jogo paro um pouquinho na tela de abertura para ouvir o tema princial do jogo. É difícil dizer de qual eu gosto mais... até da a música dos shops/ lojas eu me amarro!
Os efeitos sonoros cumprem sua parte, mas sem nem metade do brilho da trilha sonora.

Controles e Jogabilidade


Essa é a parte mais problemática para os padrões de hoje em dia... "Legacy of the Wizard" possui váriosdos problemas comuns a jogos dos anos 80 o que toca a jogabilidade, como precisão insatisfatória em vários momentos ao se saltar de um lugar mais baixo para um mais alto e coisas simples, como subir uma escada, serem mais difíceis do que deveriam. É mais um problema da época, e das limitações técnicas de então, que um defeito específico do jogo, mas pode exasperar muitos jogadores que o forem jogar hoje em dia. Só posso dizer o seguinte: tenha paciêcia e pegue o jeito. Vai valer a pena.
Quanto aos controles, o único senão é que como o NES só tinha dois botões, usar os itens é meio chatinho- em especial mover os blocos de pedra com as luvas de super-força! Mais uma vez... é algo devido mais às limitações técnicas do período que um defeito específico do jogo. O segredo é treinar.

Dificuldade


É difícil. Bem difícil. Divertido? Sim, bastante, mas... difícil...
O jogo precisa de bastante paciência e exploração. Em muitos momentos você vai aprender o que fazer na base de tentativa e erro, testando diferentes membros do clã e vendo qual tem aquilo que é necessário para seguir adiante. Pelo menos é aquele tipo de dificuldade que é recompensadora e você vibra quando consegue resolver a situação e renova a vontade de seguir adiante.
Ah, sim... e se você era um adepto da nobre arte de desenhar mapas para os jogos os anos 90, é uma boa oportunidade para colocar suas habilidades esquecidas em prática. "Legacy of the Wizard" é um jogo de mundo aberto, e a dungeon é supreendentemente grande para um jogo de 1987, com cinco áreas prncipais, cheias de segredos. Não é difícil se perder e ficar dando voltas, então um mapa feito  por você, ou por algum amigo prestativo que saiba desenhar razoavelmente bem, será de grande valia!
Por fim, o jogo também possui muitos itens e armas, e é praticamente essencial saber o que cada um faz.

Comentário Final


"Legacy of the Wizard" é um grande jogo, com muita coisa inovadora para sua ´poca, como não ser linear e poder trocar de personagem no correr da partida. O tempofez valer seu efeito em alguns aspectos do jogo, mas isso não diminui sua qualidade. Alguns jogadores podem achá-lo cansativo, com a ecessidade de ir e voltar várias vezes para se trocar o membro da família, mas aqueles que derem uma chance vão achar um pequeno e valioso clássico. "Legend of the Wizard" é um jogo cult, mas merecia mais reconhecimento, ontem e hoje.

NOTA: 8,5

P.S: Apesar de, no ocidente, ser chamada de "Drasle Family", o nome original da família é Worzen. A confusão veio de ter "Drasle" no título original japonês, mas "Drasle" é originalmente uma abreviação para "Dragon Slayer", não um sobrenome.

P,S 2: A identidade de quem de fato prendeu o dragão é meio controversa... no manual norte-americano fala-se que é o avô, Douel, mas outras fontes falam que foi um ancestral da família e Douel então é apenas um velhinho boa-praça que gosta de ouvir as histórias dos parentes.

27 de jun. de 2020

10 jogos oldschool que todo mundo acha que eu não deveria gostar, mas eu gosto


Algumas vezes já ouvi que eu não tenho critério e que basta o jogo ser antigo, de 8 ou 16 bits, que eu vou gostar e dizer que é bom. De fato sou um entusiasta de jogos antigos e prefiro qualquer pack com clássicos a um dos jogos super badalados do momento, mas não significa que eu seja cego para toda uma série de limitações, problemas de época ou escolhas infelizes de programadores- como por que "Kid Chameleon" tinha que ser um jogo tão extenso, caramba? Conseguiram transformar o que seria um clássico muito legal em frustrante desafio de paciência!
Por outro lado, tais censuras que recebi são parcialmente compreensiveis e explicaveis por eu gostar de alguns jogos quase unanimamente execrados- embora me pareça que boa parte das pessoas que os odeiem sequer os tenha jogado uma única vez e sim apenas repetem a opinião geral!
Rascunhei uma lista com dez jogos odiados que eu gosto, para horror e revolta dos fanboys do Angry Videogame Nerd, e vou deixar os leitores aqui do blog tirarem suas próprias conclusões. 
Antes um aviso... não estou dizendo que são jogos excelentes, apenas que eu gosto deles, mesmo com seus defeitos e acho que não merecem toda a má fama que lhes foi destinada. Outra coisa... a ordem deles na lista é aleatória, e não do game que gosto mais para o que gosto menos, ou vice-versa. Dito isso, vamos lá:


1- Fester's Quest (NES)

O que gosto nele: O non sense da história; a exploração; as fases são meio labirínticas,; quantidade significativa de itens diferentes para coletar.
Porém... gráficos e música bem mais ou menos; dificuldade alta e frustrante, fases pouco variadas; inegavelmente um caça-níqueis para faturar em cima de uma franquia famosa.

2-Atena (NES)

O que gosto nele: A protagonista é carismática; tem quase todos os elementos clássicos dos jogos de aventura estilo plataforma.
Porém... a jogabilidade é meio truncada; é meio enjoado passar de alguns trechos; é difícil manter a arma que você quer por muito tempo.

3- Karate Kid (NES)

O que gosto nele: Um joguinho de plataforma bem movimentado; segue a história dos filmes  com fidelidade razoavel.

Porém... dificuldade dá saltos consideráveis entre uma fase e outra; pouca variedade nos cenários; possui um dos mini-jogos mais frustrantes de todos os tempos (o do tambor).

4- Hydlide (NES)

O que gosto nele: Um action RPG com uma história clássica, meio conto de fadas; os gráficos são legais; tem puzzles e exploração; até que o número de inimigos é variado; muitos itens e feitiços para usar.

Porém... o combate tem uma mecânica bem esquisita, e se demora para pegar o jeito; subir de nível demora uma eternidade, padrão "Haja paciência!"; grinding excessivamente necessário (de novo, haja paciência); alguns dos puzzles são um tanto criptográficos demais.

5- Super Pitfall (NES)

O que gosto nele: Um aventura estilo plataforma cheia de itens para se procurar; acho o balão que permite voar legal.

Porém... Mais difícil do que o necessário; jogabilidade questionável; excesso de tentativa-e-erro.

6- The Adventures of Bayou Billy (NES)

O que gosto nele: Jogo de ação e aventura com bons gráficos e músicas; a história de tão trash se torna divertida.

Porém... excessivamente difícil... é sério... difícil ao ponto de ser irritante; mesmo inimigos comuns de fase demoram para morrer.

7- Captain Comic (NES)

O que gosto nele: Um joguinho plataforma simples, porém bem clássico, com cenários variados para se explorar não linearmente e muitos itens para achar.

Porém... originalmente totalmente feito por uma pessoa só, logo tem cara de filme de baixo orçamento; excessivamente difícil no início, antes de se conseguir alguns itens específicos.

8- Batman Forever (Mega Drive)

O que gosto nele: Francamente não sei o que as pessoas odeiam tanto nesse jogo... achei um jogo de ação estilo plataforma mediano e, para mim, os gráficos, os quais todo mundo critica, deram um tom meio surreal/ meio bizarro ao jogo que achei diferente.

Porém... jogabilidade pouco fluida; controles meio confusos.

9- Wolverine (NES)

O que gosto nele: Um jogo de aventura e ação estilo plataforma na média da época; protagonizado pelo Wolverine; tipo de jogo ideal para uma quarta-feira chuvosa sem dever de casa.

Porém... gráficos abaixo da média; desenvolvedores colocaram algumas armadilhas bem ridículas, como uma garrafa, item que recupera energia, que se você pular e pegar, volta praticamente para o começo da fase. 

10- Teenage Mutant Ninja Turtles (NES)

O que gosto nele: Um jogo de aventura e ação estilo plataforma onde se vai de uma fase para outra dirigindo o furgão das Tartarugas Ninja, sendo menos linear  que a maioria dos jogos da época; quatro personagens com ataques diferentes que podem ser trocados durante a partida.

Porém...  VÁ SE FERRAR O DESGRAÇADO QUE INVENTOU AQUELAS MALDITAS ALGAS MARINHAS!

Desculpem... trauma de infância... de qualquer forma... fechada a lista. Você também gosta de algum jogo odiado por todos os outros? Que tal contar para a gente nos comentários?
Bom jogo a todos e até a próxima (seja lá quando for).

25 de jun. de 2020

Análise do pack "Namco Museum Archives"- volume 2


Agora a análise do volume 2 da coletânea da Namco! 
Assim como o Volume 1, o Volume 2 também possui 11 títulos, sendo 10 clássicos e um inédito. Vamos dar uma breve olhada em cada um deles:



1- Galaga:  A sequência de "Galaxian", que manteve o que o precursor tinha de legal e acrescentou mais uns detalhes, como a habilidade de disparar mais de um tiro de cada vez e a possiilidade de jogar com duas naves ao mesmo tempo, após resgatar alguma que tenha sido sequestrada pelo raio trator do inimigo.
"Galaga" talvez seja, empatado com "Space Invaders", o maior clássico "shooter de tela parada".

2- Battle City: Um jogo de ação onde se controla um tanque e deve-se proteger sua base enquanto se combate um pelotão de tanques inimigos. É um jogo que consegue ao mesmo tempo ser muito simples e muito divertido- e pode ser jogado por dois jogadores ao mesmo tempo!

3- Pac-Land: Para mim, o pior jogo da coletânea. "Pac-Land" é um jogo que envelheceu muito mal... seus gráficos seguem a mesma linha de "Mappy" e "Mappy Land", com a diferença que não conseguem agradar nem um pouco aos olhos e as músicas e efeitos sonoras são francamente esquecíveis.
O jogo, em si, realmente não é grande coisa, sendo simplesmente um daqueles onde se deve correr em linha reta até o fim da fase, enquanto pula obstáculos e se esquiva dos fantasmas (que agora vem pilotando aviões, saltando em pula-pulas, etc) e tem poucos elementos do primeiro jogo, exceto o protagonista amarelo e os inimigos ectoplásmicos de várias cores. A pílula que permite devorar os fantasmas foi mantida, mas aparece poucas vezes (acho que apenas uma por fase). 
No geral, um jogo monótono e sem emoção.

4-  Dig-Dug II: A sequência menos famosa de "Dig-Dug", onde a pá para cavar suterrâneo adentro foi substituída por uma britadeira capaz de afundar pedaços inteiros das ilhas. A bomba de ar para inflar inimigos até eles explodirem continua firme e forte. É um jogo mais ou menos... gosto mais do primeiro título da franquia.
E atenção ao usar a britadeira... é mais difícil do que parece e um erro de cálculo fará você parar no fundo do mar junto com o terreno afundado.

5- Super Xevious: Basicamente um "Xevious" recauchutado. As poucas modificações feitas não  conseguem evitar a sensação de "mais-do-mesmo".

6- Mappy-Land: A sequência de "Mappy", protagonizada pelos filhos do ratinho policial. O jogo segue o mesmo princípio do anterior, pegar objetos (desta vez são fatias de queijo) enquanto se foge de gatos, mas com muito mais variedade de cenários, armadilhas para se livrar dos gatos (o canhãozinho da fase do velho oeste é um dos mais legais) e itens que podem ser recolhidos e usados depois para distrair os bichanos enquanto você pula fora. Os gráficos, apesar de antigos, são agradáveis e coloridos, com um tom bem lúdico.

7- Legacy of the Wizard: Primeiro de tudo, não se deixe levar pelos gráficos antigos e simples... esse jogo é mais do que parece ser. Um adventure com elementos de RPG (alguns o classificam como um action RPG), um mundo aberto e não linear (obviamente pequeno para os padrões de hoje) e vários personagens com habilidades únicas- e o que é mais legal é que todos são da mesma família. E o mascote da família parece um dinossauro em miniatura.



A história é bem clássica. A família deve se unir para destruir um dragão aprisionado em uma pintura, antes que ele se liberte, mas para isso precisam encontrar uma espada mágica, a "Dragon Slayer", mas para conseguí-la precisam primeiro se apossar de quatro coroas mágicas e derrotar Keela, antagonista maléfico à moda antiga.
O jogo é difícil e cheio de idas e vindas para trocar de personagem, mas acredite... é um jogo recompensador para quem se dedicar a ele.

8- Rolling Thunder: Um jogo originalmente lançado de forma não oficial no ocidente. É um jogo de ação e aventura muito legal, com uma trama de resgate que lembra filmes antigos de espionagem e detetive. Para quem gosta de jogos estilo plataforma é um prato cheio.
Já falamos desse jogo antes aqui no blog, nessa postagem:


9- Dragon Buster II: A sequência de "Dragon Buster", e bem melhor que seu predecessor. "Dragon Buster II" tem muitas diferenças do primeiro título da franquia, sendo um action RPG ao estilo de jogos como "The Legend of Zelda: A Link to the Past" (SNES), "Crystalis" (NES) e "Golvelius" (Master System) enquanto o primeiro jogo era um jogo de aventura e ação com elementos de plataforma. Uma ótima pedida para fãs de action RPGs!

10- Mendel Palace:  Um título bem diferente. Um rapaz tenta salvar a namorada sequestrada por um bando de malfeitores um tanto... exótico, e faz isso revirando placas do assoalho tentando arremessar os vilões contra a parede. É uma mistura de ação e puzzle que talvez não agrade a todos, mas vale a pena ser conhecida nem que apenas como uma curiosidade.

11- Gaplus: Sequência de "Galaga", fechando uma trilogia. "Gaplus" foi originalmente lançado para arcades em 1984 mas nunca havia recebido um port para NES até agora ( uma para Commodore 64 saiu em 1988), sedo portanto um lançamento exclusivo dessa coletânea.
O jogo é legal, mas... basicamente é uma versão recauchutada de "Galaga". Se você gosta de shooters oldschool, vai gostar de "Gaplus", mas não espere nada extraordinário.

Fechamos a lista. Esperamos que tenha ajudado aqueles em dúvida a se decidir. Vou saindo agora para jogar mais um pouco de "Legacy of the Wizard". Bom jogo a todos.

24 de jun. de 2020

Análise do pack "Namco Museum Archives"- volume 1"


Como o preço dos pack da Namco não nenhuma bagatela, vamos dar nossa opinião a respeito de cada um dos jogos dos pacotes e assim tentar ajudar os interessados a decidir se compram ou não. Para não ficar um texto muito grande dividiremos em duas postagens, uma para o volume 1 e a outra para o volume 2.

O volume 1 da "Namco Museum Archives" possui 11 jogos, sendo 10 clássicos e um jogo novo inspirados os jogos de 8 bits do NES.



1- Galaxian: O precursor de "Galaga" é um clássico por seus próprios méritos. É um SHMUP de tela fixa em que só se pode mover a nave para esquerda e direita. É um jogo desafiador, que exige reflexos, pensamento rápido e bons cálculos- até porque só se pode disparar um míssil de cada vez. É um jogo divertido mas jogadores mais novos podem se sentir frustrados pelo foco em marcar pontos e repetitividade do jogo.

2- Pac-Man: Sempre que alguém inventar de fazer uma lista dos "Dez jogos mais clássicos de todos os tempos", "Pac-Man" estará nela- e merecidamente! "Pac-Man" é um daqueles jogos que ajudou a consolidar uma indústria e, mesmo passadas décadas desde o lançamento dessa mistura de puzzle e ação, seus gráficos, sons e jogabilidade continuam atraentes. Talvez devido a sua premissa simples, ritmo bem cronometrado e desafio viciante "Pac-Man" é daqueles jogos que agradam gregos e troianos, jogadores casuais e hardcore, novos e veteranos. Seu maior defeito é mais uma característica de seu tempo do que algo próprio: repetitividade.

3- Xevious: Um SHMUP que não envelheceu muito bem. Tem quase todos os elementos clássicos dos SHMUPs, mas o tempo cobrou seu preço, em especial nos gráficos. Não deixa de ser desafiador e de proporcionar alguma diversão, mas é recomendado principalmente para os viciados em SHMUPs. Seu aspecto mais legal é poder atacar no solo e no ar com tipos diferentes de tiro.

4- Mappy: Um joguinho tipo arcade que mistura ação, plataforma e estratégia, com detalhes muito legais como usar os sinos para derrubar inimigos. É divertido e seus gráficos e música, apesar de simples, são agradáveis. O objetivo é ajudar um ratinho policial a recuperar objetos roubados, enquanto escapa de um bando de gatos.
"Mappy", entretanto, tem os defeitos da época, em especial ser bem repetitivo.

5- Dig Dug: Um clássico dos arcades e do non-sense... Controle um sujeito com roupa de astronauta (ou algo que o valha) enquanto ele cava pelo subsolo e destrói monstros com... uma bombinha de ar, tipo aquelas de bicicleta. O jogo mistura ação com aventura e é divertido, apesar de ser repetitivo e pouco variado- os cenários são muito parecidos e só existem dois tipos de inimigos.
Atenção à jogabilidade! Se não é ruim, em alguns momentos pode te deixar na mão, respondendo mais devagar do que o esperado.

6- The Tower of Druaga: Um jogo cult, que fez um sucesso absurdo no Japão e foi um fiasco no ocidente. É um jogo de labirinto onde se deve derrotar monstros enquanto se procura chaves e itens especiais. Até aí parece tudo bem, mas o combate é muito esquisito, o jogo é dífícil e criptográfico, sendo praticamente indispensável o uso de um detonado/ walkthrough, em especial para achar alguns itens. É aquele tipo de jogo que não tem meio termo- ou você gosta ou odeia!

7- Sky Kid: Um SHMUP acima da média. Difícil, porém recompensador. Tem como principais difenciais seus gráficos cartunescos e o comandoo para se fazer uma manobra com o avião que lembra uma pirueta e é essencial ser dominada para se progredir no jogo.

8- Dragon Buster: Um jogo de aventura, onde um espadachim luta contra monstros em castelos, cavernas e masmorras para resgatar sua amada das garras de um dragão; Alguns vão achá-lo cult, outros vão achá-lo datado e ultrapassado.

9- Dragon Spirit: Outro SHMUP acima d amédia, onde se controla um dragão em um cenário medieval. Tem um detalhe muito legal que o dragão vai se modificando conforme se pega power-ups, podendo desenvolver cabeças extras!
Acho "Dragon Spirit" menos difícil que a média dos SHMUPs de sua época, e além disso conta também com uma boa trilha sonora.

10- Splatterhouse: Wanpaka Graffiti: Uma das estrelas da coletânea, lançado oficialmente no ocidente pela primeira vez. O jogo ao mesmo tempo funciona como um prólogo e uma paródia do primeiro "Splatterhouse", sendo bem cartunesco, com estética "super deformed" e recheado de piadas, brincando com monstros icônicos do terror.
O jogo em si é um jogo de ação e aventura divertido sem ser espetacular e com gráficos que deixam a impressão que poderiam ser melhores.

11-"Pac-Man Championship Edition": O jogo inédito do volume 1. Uma versão recauchutada de "Pac Man", É razoável, mas prefiro o original. Particulatmente eu preferia que tivessem colocado "Ms. Pac Man" o lugar.

Fechamos o volume 1. Em breve faço a análise dos jgos do volume 2. Talvez amanhã, mas não prometo nada. Bom jogo a todos!


23 de jun. de 2020

Análise dos packs de jogos clássicos "Namco Museum Archives" volumes 1 e 2


O blog está em hiato e sem previsão de volta, porém... acabei comprando os packs com jogos da Namco lançados para NES e como grande fã dos 8 bits que sou, resolvi quebrar a pausa e fazer uma análise do pack e seus jogos, para, quem sabe, ajudar quem ainda está em dúvida se compra ou não a coletânea.

Como fiz com o pack da SNK, vou dividir a análise em duas partes, o trabalho da Namco no pack em si e b) a seleção dos jogos.



A) Sobre o pack

Os dois packs da Namco já merecem de cara uma crítica: são dois packs quando podia muito bem ser um só. O da SNK tem 24 títulos e os dois da Namco somados tem 22! E cada um sozinho é mais caro que o da SNK! É muita ganância da Namco e ficou na cara o espírito caça-níqueis da coisa.
Quanto aos packs em si ficaram bem feitos. Não tem extras como o da SNK, mas o layout e a funcionalidade ficaram legais. É bem fácil escolher os jogos e mexer nos menus, você pode personalisar o visual da tela, tem SAVE GAME (algo que originalmente não tinha nos jogos) e pode dar reset quando quiser, além de ter opção para repetir/ replay. O ponto mais criticável é que não tem uma opção selecionável para sair do pack (tem que apertar o ESC mesmo), mas isso não é realmente nada demais. 
Ah, sim... Até o momento não teve nenhum bug comigo, nem nos jogos nem nos menus. No pack da SNK vez ou outra rola uma pane.

B) A seleção de jogos do pack


Cada pack tem 11 jogos, sendo 10 jogos clássicos e um jogo novo, mas feito de forma retrô. A seleção é em geral mediana, com um ou outro momento de brilho, como lançar oficialmente "Splatterhouse: Wanpaku Graffiti" no ocidente pela primeira vez. 
Boa parte dos jogos tem aquele grande apelo a nostalgia da galera dos "trinta-e-tantos & quarenta-e-poucos", pois muitos deles estavam presentes nos multicartuchos que jogávamos em nossos Phanotm Systems. Tem desde clássicos que ainda divertem bem, como "Pac-Man", "Battle City" e "Galaga", até jogos que ficam melhor em nossas lembranças, como "Xevious".
Um ponto favorável é que tem boa variedade de estilos. Tem SHMUPS de tela fixa ou em movimento, tem jogos de plataforma, arcades de ação, um action RPG e um jogo de aventura com elementos de RPG. 
Por último, os jogos inéditos são divertidos, embora não sejam excepcionais.

E aí? Vale a pena? 

Pelo preço que estão cobrando só vale a pena se você for um grande fã de jogos antigos ou do NES. Tem títulos interessantes, como o pouco conhecido por aqui "Legacy of the Wizard" ou o originalmente não licenciado no ocidente "Rolling Thunder", mas a maioria dos jogos é de fato datada (em maior ou menor grau), muitos seguem a fórmula arcaica dos arcades dos anos 80, de priorizar altas pontuações em jogos que muitas vezes não tem um final verdadeiro e boa parte deles tem aquela cara de jogos de primeira fornada do NES.
Atenção! Não estou dizendo que são ruins! Eu gosto de praticamente todos os jogos dos packs (a exceção é o fraquíssimo "Pac-Land") mas o tempo cobrou seu preço da maioria deles e não pode-se fechar os olhos as suas limitações. 

Não sei se farei uma lista falando de cada jogo como fiz com o pack da SNK, pois é muito trabalhoso...