• Jewel Master

    Para quem curte o estilo de jogo, ainda mais se for ambientado em cenários de fantasia que parecem saídos de um livro de RPG ou anime do início dos anos 90, uma boa pedida é "Jewel Master"

  • Coisas que aprendi jogando Video Game

    Anos atrás li um texto muito ilustrativo em que eram citadas 50 coisas que você aprende ao jogar videogame(*). Ao ver o quanto tais informações podem ser úteis para a vida e a formação das gerações mais jovens, resolvi dar continuidade a uma iniciativa tão nobre.

  • Back to The Future - NES

    Descrito pelo próprio co-roteirista do filme, como o "um dos piores jogos já feitos".

"The Demon Crystal", clássico do MSX, chega dia 28/3 na loja Steam


Graças a internet, as lojas virtuais e ao revival de jogos antigos, nós aqui do Brasil estamos tendo a oportunidade de conhecer jogos oldschool até cláasicos lá fora, mas que nas bandas de cá eram ilustres desconhecidos. Dia 28 está programado para chegar na loja virtual Steam um belo exemplo desses casos: o action RPG "The Demon Crystal", lançado originalmente para MSX e outros sistemas como PC-8000 no longínqu ano de 1984!
No jogo um demônio chamado surge na terra de Fairys após uma tempestade e monta sua fortaleza no interior de uma montanha. Sharud também sequestra a princesa de Fairys, Chris, e a leva para seu reduto, como forma de garantir que ninguém mais se oponha contra ele. Agora um jovem cavaleiro, Ares, deve invadir os domínios de Sharud e, armado com suas bombas de fogo, derrotar os asseclas do invasor demoníaco enquanto coleta as chaves que permitem que ele prossiga fortaleza adentro.
Na época o jogo foi um grande sucesso (a ponto de ser chamado de "legendário") e deu origem a uma franquia com três títulos lançados, mas aqui no Brasil sempre foi obscuro. 
Embora pareça um jogo bem simples (em especial no que toca a história), eu fiquei bem interessado e, pelos vídeos que assisti, parece ser um joguinho divertido, mesmo que um tanto datado. 
Até o momento não há na loja Steam indicação do preço, mas o jogo está programado para ser disponibilizado para compra a partir do dia 28 desse mês. Só espero que não aloprem no preço, cobrando R$ 40,00 ou R$ 50,00 por um jogo com mais de 30 anos de idade!
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Monkey King: Master of the Clouds/ Chuka Taisen


Com o interesse por jogos antigos crescendo, alguns títulos que originalmente não cruzaram o oceano Pacífico para chegar nesse lado do globo estão chegando por aqui, sendo o shooter "Monkey King: Master of the Clouds", relançado pela Retroism, um dos exemplos mais recentes dessas estreias tardias.
Originalmente chamado "Chuka Tansen", o jogo foi originalmente lançado para os arcades no Japão em 1988. Essa versão, infelizmente, não chegou até aqui, mas quebrou-se um galho com um port de 1989 para Master System, "Cloud Master", embora lançado sem alarde e com sucesso limitado. Somente agora poderemos oficialmente jogar o game original, com alguns leves retoques feitos pela Retroism, como a possibilidade de ter um segundo jogador na partida simultaneamente.

História e Roteiro


"Monkey King: Master of the Clouds"/ "Chuka Taisen" é um shooter inspirado na mitologia e folclore chinês, mas com um tom leve e bem-humorado- com direito até a um par de óculos escuros para um de seus seres lendários!
Sim, é sério.
O jogo segue a busca do Rei Macaco Micheal Chang (Mike Chen na versão do Master) para desvendar os segredos e enfrentar os perigos das Cinco Terras e assim tornar-se um mágico poderoso, contando com a ajuda de sua nuvem voadora e sua habilidade de disparar bolas de ki.
Sim, bem simplista, eu sei... é um shooter dos anos 80 voltado para comer moedas nos arcades... o foco é a ação e a aventura... o enredo é um mero pretexto para colocar o Rei Macaco para esvoaçar pela tela, atirando em tigelas de lamen voadoras, porcos com canhões e versões fofinhas ou cartunescas de criaturas míticas da China antiga. 
E até que funciona.

Gráficos


Os gráficos são bons, com um estilo cartunescos onde o bom humor é uma das regras, mas ao mesmo tempo alguns cenários de fundo são um pouco sombrios e monocromáticos, parecendo terem sido inspirados no estilo das antigas pinturas chinesas. O contraste entre os personagens coloridos com o cenário meio tétrico das montanhas enevoadas do primeiro estágio acaba dando um charme a mais ao jogo. 
No geral os gráficos agradam sem serem extraordinários. Os sprites dos personagens, como da vendedora da loja, são muito simpáticos e lembram  animes dos anos 80. Dos cenários do jogo, acho que meu favorito é o do primeiro estágio mesmo (sim, eu sou louco para ir na região das Cinco Montanhas Sagradas da China) mas outro que gosto bastante é o que tem os juncos (aquele típico barco oriental com as velas pregueadas) em um mar dourado. 
Dentre os personagens das fases o destaque vai mesmo para os chefes que se enfrenta no final de cada estágio- o kappa gigantesco armado com uma lança com lâmina em forma de meia lua é um dos meus favoritos! O sprite de Micheal Chang. por outro lado, decepciona um pouco e é apenas mediano- ele é o Rei Macaco, no fim das contas! Merecia um sprite mais elaborado!

Música e Efeitos Sonoros


A trilha sonora de "Monkey King: Master of the Clouds" é muito divertida! Dá gosto de escutar as músicas com tom oriental, meio filme de kung fu, enquanto se enfrenta homens-pássaro com rabinho de cavalo, cabeças de porco e tigelas voadoras pelos céus!
O maior defeito que pode ser apontado é que as músicas são um pouco parecidas, logo ficando um pouco repetitivas, mas não dá para negar o capricho de quem as compôs. A trilha sonora cai como uma luva no jogo e é difícil imaginar outras músicas em seu lugar.
Só tome cuidado... as músicas são daquelas que grudam dentro da cabeça pelo dia inteiro!

Controles e Jogabilidade





Controles simples, como a maioria dos arcades dos anos 80, e responsivos. Um botão para atirar, um botão para usar os poderes especiais comprados no shop e o direcional para movimentar o Rei Macaco em sua nuvem voadora. Não vi problemas de demora em responder aos comandos, nem na detecção de dano nem nada do gênero. O jogo flui sem problemas.

Dificuldade


O jogo é difícil e daquele tipo de dificuldade antiga, onde você tem que ir memorizando os padrões de movimentação e ataque dos inimigos, pois abatê-los logo que eles entram na tela é a melhor forma de progredir no jogo. Também é um jogo que exige bastante dos reflexos do jogador, pois haverá momentos com tiros vindo de tudo que é lado e os ataques de alguns chefes, como o pássaro gigante da primeira fase, podem ir e voltar, com um efeito bumerangue.
Existem dois tipos de power- ups no jogo, que se consegue após matar toda uma sequência de inimigos de tipo específico, um que aumenta a velocidade e outro que aumenta a potência dos disparos de Micheal Chang, além de ataques especiais que podem ser comprados nas lojas (que aparecem após determinados inimigos serem eliminados) e que podem ser bem úteis em alguns momentos.

Comentário Final



"Monkey King: Master of the Clouds"/ "Chuka Taisen" é um SHMUP à moda antiga, com uma dificuldade até árdua, mas ainda assim diverte. Seu visual, trilha sonora e boa jogabilidade são de qualidade acima da média e, mesmo sendo desafiante, guiar o Rei Macaco pela China Antiga lendária vai render algumas horas de boa diversão, em especial para os fãs de shooters.

NOTA: 6,5
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RPG "Brave Battle Saga" chega em março na loja Steam


Na segunda metade dos anos 90, muitos jogos não licenciados para Mega Drive foram produzidos na China e em Taiwan, dando uma sobrevida ao console, que já estava no fim de sua corrida original, naquelas bandas. 
Muitos desses jogos eram RPGs e com o tempo algumas empresas e estúdios ocidentais foram trazendo esses jogos para cá, após traduzi-los e refiná-los (consertar bugs e coisas do tipo). A Piko Interactive divulgou em sua página na loja Steam que um de seus jogos planejados para serem lançados em março na loja virtual é um desses RPGs não licenciados, mais especificamente um título lançado apenas em Taiwan em 1996, "Brave Battle Saga".


O jogo é um RPG com combate em turnos cujo enredo mistura fantasia com ficção científica- algo bem tradicional dos JRPGs dos anos 90.

Como pano de fundo de "Brave Battle Saga" temos a história de um mundo onde, no passado, magia e tecnologia trabalharam juntas, ,as com o tempo foram se separando e os partidários de cada um segregando-se mutuamente. O mundo foi partido em dois, os humanos, adeptos da tecnologia, e os demons/ demônios, adeptos da magia.
Como não podia deixar de ser o afastamento e desconfiança mútuos logo se transformou em guerra. Uma arma de alta tecnologia é desenvolvida, mas seu poder é tão grande que acaba destruindo ambos os lados.
Quase 1000 anos se passam e novas culturas e sociedades se formam, dividindo o mundo em quatro reinos. O equilíbrio é quebrado quando a arma ancestral é encontrada em uma escavação. 
A paz de longa data se foi quando, para horror da humanidade, demônios surgem de repente, causando grande destruição e um dos quatro reinos, o cruel e conquistador império Zak, decide que esse antigo artefato de destruição deve ser seu.
Agora um grupo de heróis corre contra o tempo para impedir o império Zak, consiga os quatro componentes necessários para ativar o antigo artefato de destruição e evitar que a humanidade cometa o mesmo erro pela segunda vez.

Interessante? Sim. Tem potencial para ser algo divertido e que prenda a atenção? Sim. Porém... nada muito original, a primeira vista. Obviamente que a partir desse ponto poderia-se laborar uma história profunda, cheia de detalhes, reviravoltas e segredos, mas francamente não sei se isso realmente acontece em "Brave Battle Saga"... acredito que será apenas uma "quest" em tom épico para salvar o mundo. Nada contra isso, não mesmo... apenas não é muito profundo.

Quanto aos gráficos e músicas... estão abaixo do potencial do Mega Drive, o que não chega a ser uma surpresa se tratando de um jogo não licenciado de uma pequena desenvolvedora de Taiwan, mas não são ruins também. Acho que "passável" é o termo.

Como sou um grande fã de JRPGs dos anos 80 e 90, já coloquei "Brave Battle Saga" na minha lista de desejos do Steam. Gostei da ideia geral do enredo e conjunto da obra não me desagradou, pelo menos à primeira vista, então é bem provável que eu adquira esse pseudo-JRPG ainda esse mês, juntamente com outro lançamento da Piko Interactive que estou contando os minutos para ver lançado, "Nightshade". Vou me surpreender ou vou me decepcionar com "Brave Battle Saga"? Veremos.. veremos...
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Final Fight


Todo gênero tem aqueles jogos essenciais, que, devido tanto a suas qualidades quanto ao seu sucesso, ajudaram a definir as características daquele tipo de jogo. "Final Fight", originalmente para os arcades lançado no Japão em 1989 com o nome de "Final Clash", é um desses casos, tendo deixado seu legado não só através da franquia que iniciou quanto mas também através da influência que exerceu nas dezenas de beat'em ups que o seguiram na primeira metade dos anos 90. 

História e Roteiro


"Final Fight" foi lançado no finalzinho dos anos 80 e é visível a influência dos filmes de ação daqueles tempos. Seu enredo podia perfeitamente ter servido para alguma das produções cinematográficas cheias de pancadaria e diálogos memoravelmente toscos da época: Metro City, uma  metrópole violenta, decadente, suja e corrupta- basicamente uma típica metrópole norte-americana dos anos 80, segundo os filmes do período- tem seu submundo controlado pela gangue Mad Gear, a mais poderosa dentre todas da cidade. O novo prefeito de Metro City, o ex- lutador profissional Mike Haggar, pretende reverter esse quadro e trazer justiça à cidade caótica, mas tem sua filha, Jessica, sequestrada pela Mad Gear, como forma de chantageá-lo para interromper seus planos.
Decidido a salvar Jessica sem se dobrar à poderosa organização criminosa e a seu ardiloso líder, Belger, Mike Haggar parte para o resgate, mostrando que prefeito de verdade saí do gabinete e resolve a questão da segurança pública por conta própria- e sem nem mesmo estar vestindo uma camisa para isso! 
Devido a corrupção que impera na cidade, sendo que até mesmo membros da polícia figuram dentro das fileiras da Mad Gear, Haggar pode contar apenas com a ajuda de Cody, namorado de Jessica e especialista no uso de facas, e de Guy, lutador de artes marciais descendente de um antigo clã ninja e amigo em comum dos dois, para resgatar a belíssima Jessica, derrotar a famigerada Mad Gear e trazer a tão merecida paz para Metro City- não necessariamente nessa ordem.

Gráficos


Lembre-se... "Final Fight" é um jogo de 1989... seus gráficos, de ponta para a época, não ficaram imunes ao peso dos anos, mas, ainda assim continuam bons. Os cenários são muito legais, cheios de detalhes (pichações nas paredes, o barman lendo jornal, etc) e bastante variados no primeiro estágio, "Slums", fica muito bem marcado a diferença entre o bairro pobre e arruinado, separado com cercas e placas alertando para o perigo, para o centro da cidade cheio de arranha-céus ao fundo. É quase um exemplo gráfico daquele conceito sociológico de cidade partida!



Gosto bastante das partes passadas no metrô (uma clara representação de como o japonês médio imaginava o metrô de Nova York dos anos 80) e da Bay Area, com o mar noturno ao fundo- só estranho ter uma Estátua da Liberdade em um determinado ponto... talvez algum dos criadores do jogo achasse que cada cidade dos EUA tinha uma... vai saber...
As cut-scenes são, em geral, bem desenhadas e os sprites dos personagens variam de medianos (o rosto de Cody, por exemplo, parece meio esquisito) a muito bons (em especial os chefões Damnd/ Thrasher e Sodom/ Katana), já animação está um tanto envelhecida, com alguns personagens se movendo de forma bem dura, como Andore ou Abigail. Nada que comprometa muito a qualidade geral, no fim das contas.

Música e Efeitos Sonoros


A trilha sonoro do jogo é ótima e variada! Tem o equilíbrio certo entre agitação de uma luta e tensão de ver um ente querido sequestrado e não dá para imaginar nada melhor para se perambular pelas ruas enquanto se esmurra membros de gangue com gostos para roupa questionáveis. É difícil escolher uma para destacar, mas gosto bastante do tema da Bay Area e da música que toca quando se chega na última parte do jogo, a cobertura de Belger.
Os efeitos sonoros também são ótimos! Dá para ouvir o barulho da composição do metrô correndo sobre os trilhos e o som metálico dos latões sendo chutados contra os heróis. Os golpes realmente soam como tal e as risadas, assobios e gritos dos inimigos cumprem bem a sua parte. Realmente "Final Fight" estava bem acima da qualidade média da época nesse quesito.

Controles e Jogabilidade


Os controles são simples e no geral respondem bem- só o golpe especial, onde é preciso apertar o botão de pulo e o de ataque ao mesmo tempo, as vezes engasga e não sai no momento desejado- o que pode ser bem ruim quando se está cercado por punks te cobrindo de socos e pontapés.

Dificuldade


O jogo não e fácil- afinal era um arcade e foi feito para comer moedas dos jogadores! Os chefes são difíceis, sendo Rolento e Abigail os piores em minha opinião, e até mesmo alguns inimigos de fase podem ser bem complicados de se lidar, como o arremessador de facas El Gado ou o brutamontes Andore, enquanto outros, como a polêmica Poison (afinal uma mulher trans ou não?), estão na média para os beat'em ups da época. Os golpes dos inimigos tiram bastante energia e não é raro eles acertarem sequências das quais é difícil de se safar- até porque em alguns momentos é difícil retomar o controle de seu personagem após ele levar um golpe.
O trio de protagonistas segue a divisão clássica da época, o cara forte e resistente, porém lento (M. Haggar), o cara rápido e ágil, mas que faz e aguenta pouco dano (Guy) e o equilibrado (Cody) e todos tem um glpe especial que atinge inimigos em todas as direções. Para dar um tempero extra, Haggar tem um golpe a mais que os outros dois, um formidável pilão que tira muita energia, e Cody pode usar as facas para lutar, enquanto os outros dois só podem arremessá-las.
O jogo tem algumas armas (facas, canos e espadas) e itens que recuperam energia ou dão pontos extras espalhados pelas fases- aliás pode comer comida achada no lixo tranquilamente que faz bem! Uma última coisa... espremidas entre os estágios, tem-se duas fases bônus, onde os três lutadores podem demostrar seu pouco apreço pela propriedade privada alheia destruindo um carro ou quebrando vidros em uma fábrica. Tente caprichar nelas, pois as fases bônus podem render muitos pontos- o que é importante já que ganha-se vidas ao se atingir determinadas pontuações!

Comentário Final


"Final Fight" é um grande clássico e, sem dúvida alguma, muito divertido, mesmo que tempo cobrando seu preço. Seus personagens são carismáticos e mesmo os vilões tem mais personalidade que aqueles da maioria dos jogos de pancadaria. É desafiante sem ser frustrante e é daqueles jogos que agradam um público mais geral, não só exclusivamente os fãs do gênero beat'em up
E jogado com os amigos fica ainda melhor!

Nota: 8,5

P.S1: Na versão norte-americana do jogo, Poison e sua pallete swap Roxy foram substituídos por uma dupla de punks genéricos, Sid e Billy, devido à polêmica questão envolvendo o gênero de Poison. 

P.S2: "Final Fight" ganhou duas versões para SNES, pois, devido às limitações do console doméstico, não dava para disponiblizar os três lutadores para escolha no jogo. Em "Final Fight" podia-se escolher entre Cody ou M. Haggar para tentar resgatar Jessica, enquanto em "Final Fight Guy" o jogador podia escolher o ninja Guy no lugar de Cody, permanecendo Haggar como a segunda opção,
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"Nightshade" e mais dois títulos oldschool chegando para Steam em março!


A Piko Interactive aparentemente está decidida em fazer que 2019 seja o "Ano da Piko"! Mais três títulos oldschool chegam à Steam em março trazidos pela empresa!
O destaque vai para "Nightshade", um jogo de ação e aventura com um clima muito, mas MUITO pulp! Parece saído daquelas publicações dos anos 20 e 30, tipo "Weird Tales" ou "Amazing Stories"!
"Nightshade" saiu originalmente para o NES e, mesmo nunca tendo sido um estouro de sucesso, angariou seu séquito de fãs fiéis e o status de "cult" No jogo, Nightshade é um herói de sobretudo e chapéu fedora, no melhor estilo de The Spirit ou O Sombra, e tenta salvar Metro City de uma onda de crimes comandada pelo antigo vilão egípcio Sutekh. Nossa... um vilão egípcio com poderes mágicos! Isso realmente é muito pulp! E quem melhor para derrotar um vilão egípcio estereotipado e caricato do que um herói que pode sumir na noite feito um fantasma?
Não, essa frase não é minha... está na página do jogo: "A superhero that can melt into the darkness like a phantom."- isso é muito pulp também! Indiscutivelmente pulp
Além de "Nightshade", a Piko também está trazendo  "Radical Rex", um jogo que saiu originalmente para SNES e Mega Drive (com algumas diferenças entre ambos) e é sobre um pequeno tiranossauro que anda de skate e cospe fogo enquanto tenta salvar os dinossauros da extinção planejada por um poderosos vilão. E para aqueles que dizem que um dinossauro cuspidor de fogo skatista não faz o menor sentido, eu respondo que é um jogo dos anos 90 e na época fazia bastante sentido.
Aliás, tudo fazia sentido nos anos 90.


"Radical Rex" é um jogo estilo plataforma que lembra um pouco títulos como "Big Nose Freaks Out" ou "Bonk's Adventure", ambos do NES, ou "Super Bonk", do SNES.  Uma boa pedida para quem é fã de jogos plataformas antigos!
Fechando os lançamentos anunciados, temos o mais datado dos três: um pacote com os três jogos da série "Spellcasting" lançados para PC ("Spellcasting 101"; "Spellcasting 201" e "Spellcasting 301"). A série "Spellcasting" era essencialmente uma mistura de adventure com text-games e narra as peripécias de um jovem aprendiz  em uma escola de magia, Ernie Eaglebeak- que em casa, inclusive, era tratado com desdém por um padrasto cruel que o colocava para dormir no sotão.



"Ah, isso é uma imitação de Harry Potter!"
Não... esses jogos são mais antigos... o primeiro saiu em 1990, o segundo em 1991 e o último em 1992. Fora isso... o jogo tem um tom bem mais... saliente... do que Harry Potter também, chegando quase a um tom de softcore em alguns momentos... lembra um tanto aquelas comédias adolescentes dos anos 80 e 90, do estilo de "A Vingança dos Nerds", "Almôndegas" ou correlatos. Desnecessário dizer que nós do OSD não recomendamos essa série de jogos para ninguém menor de 18 anos ou puritanos de qualquer idade...

Dos três, aquele que estou mais ansioso para ver na minha biblioteca Steam é sem dúvida "Nightshade", que pretendo comprar já no lançamento, dia 1/3. Depois de devidamente adquirido e jogado, postarei as minhas impressões- ou faço logo um review, se estiver com um pouco mais de tempo!
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Três jogos de PC espanhóis antigos e cult chegam em breve na Steam!



Nos anos 80 e 90 Japão e EUA foram, sem dúvida, os grandes produtores de jogos de videogame, tanto em volume de jogos criados quanto em quantidade de títulos famosos, mas outros países também contribuíram com sua cota de games, como a Inglaterra e, em menor escala, a Espanha.
Os estúdios tanto da Inglaterra e da Espanha não tinham nem de perto os recursos que os grandes nomes da época tinham, mas compensavam com criatividade e um ar mais "lado B", alternativo ou cult em seus jogos- o estúdio inglês The Bitmap Brothers talvez seja o melhor exemplo disso!
Enquanto a Inglaterra em alguns momentos conseguiu ocupar o terceiro lugar do pódio, mesmo nunca arranhando a supremacia dos japoneses ou estadunidenses, a Espanha realmente voltou-se mais para o nicho cult
Já comentamos aqui no blog sobre "La Abadia del Crimen", de Paco Menéndez, aquele que talvez seja o mais cult dos cults jogos jogos espanhóis. Existe já a algum tempo uma versão em inglês distribuída gratuitamente na loja Steam e recomendo bastante que todos baixem e experimentem "The Abbey of Crime Extensun"! O jogo, inspirado em "O Nome da Rosa" de Umberto Eco, é realmente bem feito e envolvente, embora bem enervante em alguns momentos! Já deixo avisado!
"La Abadía del Crimen" é um jogo de mistérios e solução de puzzles. Gostou do jogo ou gosta de jogos desse tipo? Então... dia 28 de março chega na loja Steam outro jogo espanhol seguindo um estilo de jogo bem parecido, mas com uma temática e ambientação bem mais contemporânea: "La Fuga", uma aventura gráfica originalmente lançada em 1996.



Em "La Fuga" o jogador controle um prisioneiro que tem sete dias para achar um jeito de fugir da prisão onde se encontra aguardando seu julgamento definitivo e sua transferência para um um presídio de segurança máxima, de onde é impossível escapar. Exploração, interação com outros prisioneiros, puzzles e enigmas para serem desvendados... tudo isso é necessário para achar o caminho da liberdade.
Além de "La Fuga", mais duas aventuras gráficas espanholas estilo point-&-click! Quem gosta de quadrinhos europeus ou de histórias em quadrinho antigas talvez conheça, ou pelo menos tenha ouvido falar, das HQs de "Mortadelo e Salaminho", recheadas de non sense e humor pastelão. O sucesso da dupla de desmiolados garantiu a eles sua participação no mundo dos games: "Mortadelo y Filemon: La Banda de Corvino" (na verdade três jogos em um) e "Mortadelo y Filemon: Una Aventura de Cine". 



Graficamente falando, ambos os jogos são muito bons, reproduzindo com perfeição o estilo e a estética das histórias em quadrinhos, além de seguirem a mesma linha de humor debochado. Ambos chegam em março, dias 21 e 14, respectivamente.


O fato de nenhum desses jogos ter sido muito conhecido por aqui na época em que foram lançados torna essa tempestade espanhola no Steam ainda mais bem vinda! É a chance dos retro-gamers brasileiros conhecerem mais jogos que fujam do eixo tradicional Japão- EUA e experimentarem algo um pouco mais cult, mais alternativo.
E títulos oldschool diferentes são sempre bem-vindos, afinal!
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Piko Interactive adquire direitos sobre os jogos da extinta Krisalis Software


A Piko Interactive, produtora e distribuidora especializada em trazer jogos antigos e semi-esquecidos de volta à vida e ao mercado, vem se superando em 2019! Depois de vários lançamentos oldschool para as lojas Steam e GOG, incluindo o RPG de SNES "Dragon View", a Piko acaba de adquiri os direitos de um estúdio fechado em 2001, o Krisalis Software, não muito lembrado aqui no Brasil, mas que foi responsável por um punhado de jogos interessantes, em especial para Amiga!
Infelizmente nem todos os títulos da Krisalis migraram para as mãos da Piko... "Laser Squad" (PC) e "Rogue Trooper" (Amiga), por exemplo, já pertenciam a outras empresas antes da Piko arrematar o portfólio da Krisalis e, infelizmente, não serão por ela relançados... Por outro lado "Arabian Nights", um plataforma de aventura bem divertido de Amiga, agora é da Piko e será lançado quando alguns assuntos técnicos relacionados à emulação forem acertados.
Até o momento não tenho maiores informações de quais outros jogos a Piko conseguiu... torço que "The Adventures of Kid Kleets"/ "Soccer Kids", um joguinho pouco conhecido de SNES, esteja entre eles, assim como "Badlands", um jogo de corrida em um futuro pós-apocalíptico simples mas que tem seu charme, estejam entre eles! 
Assim que souber mais novidades, vou informando aqui no blog. Vamos ver quais são as próximas novidades que a Piko reserva para nó, gamers fãs de jogos antigos e retro! Até a próxima"
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