8 de out. de 2018

10 Jogos mais Bizarros e Tétricos do Mega Drive

E não foram só os 8 bits que tinham suas... excentricidades. Os 16 bits também tiveram sua cota de bizarrice e estapafúrdio, e o Mega Drive é um belo exemplo disso. Temos aqui uma lista de dez dos jogos mais peculiares do bom e velho Mega.
E, como é de praxe, deixo avisado que não é porque um jogo foi incluído na lista que eu estou dizendo que ele é ruim, ou que eu o considero assim. Na verdade um dos meus jogos favoritos de todos os tempos está aí embaixo!

1- Gynoug



A primeira vista não há nada demais em "Gynoug"... apenas mais um dentre as dezenas de SHMUPs do Mega Drive, com a única diferença de estrelar um guerreiro alado no lugar de uma nave espacial qualquer.
E aí você vai jogando e as coisas vão ficando mais bizarras e um tanto perturbadoras, com fases como "a fábrica de corpos" e inimigos que parecem saídos da imaginação de H.R. Giger ou daqueles OVAs de animação japonesa dos anos 80 que passavam no "U.S. Mangá", incluindo um ser que parece ser meio-gigante, meio-trem, uma aberração de pescoço comprido, pele pálida e o rosto humano ou uma amálgama de cabeça, coluna vertebral, orgãos e peças mecânicas como pistões, cuja expressão no rosto é de dor excruciante permanente. Duvido que pelo menos uns dois ou três moleques não tenham tido pesadelos por causa das criaturas desse jogo.

2-  Awesome Possum


Pegue "Sonic the Hedgehog", troque o Sonic por um gambá (e você sabe que a moda de protagonistas animais antropomórficos dos anos 90 chegou à saturação quando começam a ter que escolher animais como gambás), piore a jogabilidade a ponto de controlar o supra- citado gambá ser complicado e frustrante, acrescente aquela mensagem ecológica tão na moda na época, inclusive incluindo questões de educação ambiental a serem respondidas à uma bancada de animais mal- encarados, e o que nós temos? Temos "AwesomePossum" da Tengen, onde um gambá metido a membro do Greenpeace tenta derrotar Dr. Machino (sério... não conseguiram nada para deixar ainda mais na cara o plágio ao Dr. Robotinik?) e salvar a floresta.
Aliás... o nome completo do jogo incluiu "kicks Dr. Machino's butt". KICKS DR. MACHINO'S BUTT! Vou parar por aqui...

3- Toejam & Earl



Nem todo jogo esquisito é obscuro ou semi- esquecido... "Toejam & Earl" foi um grande sucesso e continua sendo apontado como um dos melhores jogos do Mega Drive até hoje e, ainda assim, é (para dizer o mínimo)... surreal...
Dois alienígenas, que nada mais são do que o estereótipo cartunizado de um jovem rapper dos anos 90, sofrem um acidente com a sua nave espacial e ficam presos em um planeta bizarro, caótico e hostil...  a Terra. 
Mas... essa é a Terra? Um monte de ilhas flutuantes organizadas como os andares de um edifício, ligadas por um elevador que simplesmente desaparece no ar, povoadas por toda sorte de criatura bizarra, como diabinhos, hamsters gigantes, cupidos, um sujeito vestido com uma fantasia de cenoura ou um bando de galinhas com um canhão que dispara tomates?
É, é a Terra sim. Tem até Papai Noel! E nerds! É claro que é a Terra!

4- Bubba n' Stix


Um caipira pé-de-serra que aparentemente nunca aprendeu como vestir uma camisa é sequestrado por um disco voador, o qual acaba caindo naquele que é provavelmente o planeta mais mal- ajambrado do universo. O capiau, que aparentemente também tem algo contra o uso de sapatos, se liberta e acaba se unindo a um... palito... um palito alienígena senciente... e agora a... dupla... tenta escapar dali.
Eu já vi muito parceiro esquisito, mas esse palito roxo com cabeleira verde é hors concurs nesse quesito.

5- Bubble and Squeak


Um guri é convocado por um alienígena azul, recém- chagado à Terra via buraco negro após ganhar poderes por mascar chicletes, para salvar o planeta Grool do domínio de um felino alienígena que cortou o rabo de toda a população do planeta e os colocou para minerar mingau. Agora é contigo... arrume moedas, compre chiclete e liberte o planeta!

6- Marvel Land 


O Rei Toupeira (King Mole no original) sequestrou a princesa e agora o príncipe deve resgatá-la em um parque de diversões bastante bizarro, enfrentando ameaças como plantas carnívoras metidas a dominatrix sado- masoquistas.

7- Decap Atack 


Uma múmia cuja cabeça fica na barriga tenta reunir os pedaços de uma ilha em forma de esqueleto e derrotar o exército do mundo subterrâneo que a quer tomar do cientista louco criador do protagonista. Para isso, a múmia conta com a ajuda de uma caveira, arremessando-a contra tudo que se move pelo caminho, o que, levando em consideração que a cabeira tem consciência própria, não deve ser uma experiência lá muito agradável para ela.
Além do herói esquisito, os cenários das fases também são bem bizarros, tendo crânios crescendo em árvores como se fossem frutas e coisas do tipo.Por que o tal cientista maluco cria tais coisas é um caso a ser considerado... talvez seja apenas para ser indiscutivelmente reconhecido como um cientista louco.

8- Trampoline Terror


Os céus do planeta foram cobertos por plataformas voadoras formadas por trampolins e a rainha do planeta foi sequestrada por alienígenas. Agora o grande herói Trampoline Terror (que nome épico, não?) deve salvar o dia, ativando botões de auto-destruição em locais específicos das plataformas (colocados ali pelos próprios invasores sabe-se lá porque) enquanto pula de um trampolim para outro e enfrenta tartarugas com rodas.

9- Boogerman

Essa árvore sorridente é algo simplesmente perturbador
Um milionário excêntrico torna-se um herói nas horas vagas, usando seus poderes baseados em... catarro e gases... para resolver qualquer problema que apareça, inclusive resgatar a fonte de energia de uma invenção revolucionária levada apra a dimensão X- Crement (mas que péssimo trocadilho) por um vilão que perdeu a bunda ao tentar aprender um ataque de gases incandescentes. E isso, obviamente, a base de arrotos, peidos e tacar meleca em qualquer um que aparecer na sua frente.
E lembre-se! Vasos sanitários são a forma mais rápida de viajar de um lugar para outro.

10- Dynamite Headdy

Perturbador
Um jogo onde você controla uma bonequinho tipo fantoche que tenta evitar que um imperador marionete domine o mundo. "Dynamite Headdy" é daquele tipo de coisa que a primeira vista é engraçadinho, mas conforme você vai reparando melhor está cheia de detalhes sombrios e até sinistros: o primeira chefe, uma marionete-gato, tem seu corpo destruído ao perder o primeiro confronto e a partir daí passa o resto do jogo como uma cabeça decepada voadora, se conectando a corpos mecânicos para lutar de novo e de novo. 
E não para por aí...
Durante o jogo cenários caem ou são trocados, e os galpões onde o ato se desenrola fica à vista, dando um quê de filme hollywoodiano antigo a tudo. E ao retornar à cidadezinha destruída na abertura do jogo, você verá mulheres- marionetes chorando em desespero enquanto marionetes magricelas que aparentemente perderam a razão correm aos gritos de um lado para outro, enquanto um menino- marionete aparenta estar em estado de choque, se sacudindo de um lado para outro com o olhar estático. Ainda na cidade você encontra um dos poucos aliados do protagonista, uma boneco chamado Hangman, o qual parece realmente um enforcado pendendo de uma corda.
Ainda na abertura do jogo... preste atenção na cena logo após a destruição da cidade, quando Headdy é capturado. Ele e outros bonecos passam por uma avaliação antes de serem levados para as terras do imperador e aqueles reprovados são descartados dentro da caçamba de um veículo. Olhe a placa a esquerda... está escrito INCINERADOR! Headdy consegue se libertar e escapa, mas... e o fantoche que parece um palhacinho que foi descartado logo antes de Headdy? Ele  não aparece escapando junto com o herói de dentro da caçamba... aliás, ele nem aparece mais no resto do jogo...

E ficamos por aqui por hoje, pessoal. Esperamos não ter estragado a infância de ninguém e, bizarro ou não, bom jogo a todos!

7 de out. de 2018

Space Colony


Junte uma típica corporação gananciosa sem muitos escrúpulos, uma penca de gente excêntrica, planetas com ambientes não muito amigáveis e alienígenas estilo "Guia do Mochileiro das Galáxias" menos amigáveis ainda e o que você tem? "Space Colony", um pequeno clássico lançado para PC pela Firefly em 2003!
O jogo tem um pouco de "The Sims", um pouco de "Theme Hospital" e "Theme Park", um pouco de "Startopia" e muito, mas muito, de caótico e nonsense. Simulação de pessoas, construção, gerenciamento e até estratégia, tudo se mistura para criar um jogo que mostra que o universo está longe de ser um lugar sensato.

História e Roteiro


Basicamente gerencie e aperfeiçoe diferentes estações espaciais em diversos planetas, enquanto evita que os colonos se esganem ou entendiem-se até morrer. Na campanha, você segue os passos da ruiva Venus Jones enquanto ela tenta alcançar seu objetivo de juntar dinheiro suficiente para garantir sua seguridade financeira e cair fora da companhia de exploração espacial antes de enlouquecer ou ganhar uma passagem só d eida para a terra dos pés juntos.
Além de Venus Jones, na campanha você terá a companha ocasional de outros 18 colonialistas (nem todo personagem aparece todo cenário e não é você, jogador, quem escolhe a equipe), cada um com seu próprio objetivo, sua personalidade e suas neuras. A hiponga Daisy, por exemplo, foi para o espaço para se aproximar mais do universo e de suas criaturas, enquanto o motoqueiro bom de garfo Stig quer juntar grana para voltar para a Terra e passar o resto da vida junto de sua turma de motociclistas, provavelmente enchendo a cara do nascer do momento em que acorda até aquele em que desmaia.

Gráficos


Os gráficos são muito legais, ainda mais para um jogo de 2003. Cada colono tem sua própria aparência- e quando digo própria, é própria mesmo! Não é só um modelo de corpo com apenas os detalhes alterados! Billy-Bob, por exemplo, é bem gorducho, enquanto Babette é longilínea e elegante. O ponto fraco é que a animação dos personagem é meio dura, se movendo um tanto como marionetes.
Os cenários são bacanas . Os planetas podem até ser meio genéricos, mas o ponto forte são as estações espaciais e suas instalações, todas com um design ao mesmo tempo vistoso e clean, que conseguem ter um tom realista sem destoar do clima de pandemônio do jogo. O lugar realmente se parece com uma estação espacial e não com um cenário de filme de ficção científica dos anos 60. Gosto em especial da sala de controle, onde os terminais responsáveis pelo fornecimento de energia e oxigênio ficam, mas o restaurante e o bar. O jogo tem até uma banheira de hidromassagem estilo Jacuzzi!
 As naves e estações de combate são bem feitas, assim como as variadas formas de vida alienígenas, como os humanoides encrenqueiros Fribulan ou as gosmentas Venusian Slugs, também são OK em termos de visual.
Ah, sim... e a abertura do jogo é divertida... deixe rolar por uns minutos e dê uma conferida.

Música e Efeitos Sonoros

A trilha sonoro de "Space Colony" jogo tem pelo menos umas 16 ou 17 músicas diferentes. O tom é mais de techno, para combinar com o clima futurista e high-tech do jogo, sendo o destaque a música tema do jogo, "You're so Gangsta" da dupla canadense Chromeo, que toca durante a tela inicial e tem um tom meio irreverente, meio relaxado. Techno não ´muito meu estilo, mas as músicas caíram feito uma luva para o jogo!
Os efeitos sonoros seguem a mesma linha. Todos encaixam muito bem no jogo e fazem bem a sua parte. Existem alguns diálogos e vozes no correr do jogo e, pessoalmente, achei a dublagem acima da média. A dubladora de Venus Jones, em especial, fez um bom trabalho Não dá para imaginar Venus com outra voz!
Mesmo se tratando de um jogo de ficção científica passado em estações espaciais, não há "blips" ou "bops" irritantes para te exasperar durante o jogo. Um detalhe legal é que o jogo permite que você adicione a música que quiser para a trilha sonora, desde que em formato MP3. Quer colocar umas músicas de "Star Trek: Deep Space 9"? Vá em frente!


Controles e Jogabilidade

 Praticamente tudo pode ser feito com o mouse, clicando e escolhendo opções, em geral com o botão esquerdo do mouse. Você não comanda diretamente os colonialistas, apenas designando o personagem para tal tarefa ou tal ocupação, e eles vão até o local (a velocidade de se encaminhar e a disposição de trabalhar varia conforme a personalidade da pessoa), sendo que durante os combates, isso pode ser um tanto aborrecido- falando especificamente dos colonos, pois se tratando dos robôs de combate a coisa é um pouco diferente.
Nunca tive nenhum problema no que toca à resposta aos comandos dados. Nada a reclamar nesse quesito.

Dificuldade


O jogo tem algumas fases bem desafiadoras, mas nada impossível. Pode-se até se frustrar ou irritar em um momento ou outro, mas no geral o balanceamento  "Diversão X Desafio" ficou bem calibrado. A pior parte é realmente o combate, o qual poderia ser um pouco mais ágil e dar um pouco mais de autonomia de comando para o jogador, mas não é um problema ou defeito grave.
O jogo tem três modos, a Campanha (cujo principal defeito é que suas primeiras fases funcionam mais como um tutorial); sandbox, onde você escolhe um dentre vários planetas e vai cuidando da situação como te der na telha (seu maior defeito é ficar tedioso depois de um tempo) e o "Galaxy Mode" com vários planetas diferentes com missões pré- definidas a serem cumpridas (seu único defeito é ter menos planetas do que eu gostaria). 
O jogo também permite que se crie as próprias fases e que se jogue fases desenvolvidas por outros fãs.

Comentário Final


"Space Colony" é divertido em tudo que se propõe a fazer. Tem seus pontos fortes (a parte de lidar com as necessidades e direcionar os colonos ficou bem divertida, com um estilo que emula "The Sims") e fracos (o combate poderia ser melhor), mas o que tem bom no jogo compensa com folga o que tem de burocrático. Os personagens são ótimos, e mesmo que muitos sejam bem estereotipados, todos são divertidos, com boas sacadas e tiradas que deixam o clima de tudo mais cômico, descontraído.
É o tipo de jogo que se gasta horas em frente ao PC e nem se nota, e quando a campanha termina, você deseja que ela fosse um pouquinho maior. Recomendado em especial para os fãs de jogos de simulação e gerenciamento, e também para qualquer um que saiba que o sentido da vida é 42.

NOTA: 8,5

P.S: O jogo ganhou uma versão HD, disponível na loja Steam e na GOG, com gráficos recapeados e fases extras inéditas. Ainda não comprei, mas pretendo ter em breve na minha biblioteca só para poder jogar os cenários novos!

6 de out. de 2018

Dicas OSD- Selecionando fases em "Golden Axe" do Mega Drive


Falamos sobre o Death Bringer uns dois dias atrás... então... que tal pular umas fases e ir encarar o sujeito mais rápido?
Para isso, siga os seguintes passos:

1- Selecione Arcade Mode
2- Aperte e segure BAIXO/ ESQUERDA + B, então aperte START
3- Um número que corresponde ao estágio aparecerá no cante esquerdo superior da tela. Use o D-pad para escolher qual fase você quer ir.
4- Salve o reino, vingue-se e recupere o Golden Axe (não necessariamente nessa ordem).

Por hoje é só isso, pessoal. Até breve e bom jogo a todos.

4 de out. de 2018

Divagações oldschool: Death Bringer, esse desconhecido...


AVISO DE SPOILER! ESSE POST TRAZ INFORMAÇÕES QUE PODEM VIR A COMPROMETER SUA DIVERSÃO EM "GOLDEN AXE" DO MEGA DRIVE
(O aviso está dado, segue o jogo!)

Se você perguntar a qualquer jogador veterano quem era o grande vilão do primeiro "Golden Axe", é quase certo que ouça como resposta "Death Adder". De fato o grandalhão de capacete de chifres descendente de gigantes malignos deve ter matado metade das pessoas do mundo sozinho, já que todo mundo parece ter tido pelo menos um parente morto por ele (e quem não tem provavelmente é o parente morto), e tudo mais, porém... na versão do Mega Drive, ao derrotá-lo e resgatar o casal real (com o rei devidamente pendurado de cabeça para baixo), o jogador,, que já havia até largado o controle e sorria com ar de missão cumprida, descobre agora que o vilão volta e meia entrava no castelo como se fosse consultar alguém.
Cumprindo um pedido dos monarcas (afinal, para que reis e rainhas servem além de serem resgatados ou pedir algo para aventureiros?), lá vai o personagem escolhido pelo jogador castelo adentro até se deparar com um uma versão pallete swap de Death Adder ostentando uma vistosíssima armadura rosa choque e ainda mais dura na queda- Death Bringer em carne (cinzenta), osso e chifres. Ao se derrotar a eminência parda (ou seria cinzenta?) por trás de Death Adder, aí sim se recupera o Golden Axe e se pode assistir o (levemente decepcionante) final do jogo.
Mas quem é esse cara, Death Bringer? É difícil dizer... até mesmo se ele é um personagem canônico ou não é discutíverl, pois ele não aparece em todoas as versões de "Golden Axe". Death Bringer está ausente da versão arcade, aparecendo apenas na versão do Mega Drive e de PC/ MS-DOS, abrindo margem para que seja considerado apenas um "bônus" para os jogadores, mas contrariando isso tem o texto do próprio rei no jogo, ao ser resgatado:

"I thank you for your courage. For you have rid us of the hideous Death Adder... But I have a feeling
that he might have been taking orders. Sometimes he did disappear into hat door! Will you go into battle for me, yet once more? "
(Traduzindo: "Eu agradeço por sua coragem. Você nos livrou do odioso Death Adder... mas tenho a sensação de que ele estava recebendo ordens de alguém, já que ocasionalmente ele desaparecia por aquela porta. Você lutaria mais uma vez por mim?")

Se fosse só um "bônus', uma fase- bônus apenas para o jogador ter mais uns 15 minutos de jogatina e diversão, não teria um texto desses no jogo! Você só vê o final do jogo após derrotar Death Bringer, no fim das contas!
Como ele não aparece em todas as versões, acho que a única forma possível de responder a questão é descobrir qual versão do jogo é a "oficial', nas palavras dos criadores de "Golden Axe". Se for a do arcade, Death Bringer não é canônico, e deve ser encarado apenas como um brinde para aqueles que gastaram seu rico dinheirinho (ou o de seus pais, mais provavelmente) comprando o cartucho ou disquetes do jogo. Se fora a do Mega Drive, então, Death Ader era apenas um testa de ferro, servindo de figura de proa para alguém ainda mais perigoso, mas talvez preguiçoso demais para levantar a bunda do trono e comandar a conquista pessoalmente. 
Ou talvez o cara estivesse com vergonha de sair por aí com uma armadura rosa choque... acho essa uma explicação bem plausível. Se bem que ele poderia ter providenciado outra... o sujeito tem um exército enorme e uma penca de territórios conquistados e não tem recursos para uma armadura nova? Meio estranho, não?
Enfim... não faço ideia de qual das várias versões de "Golden Axe" é "a" oficial, mas sei que Death Bringer é um saco para ser derrotado, em especial porque ele consegue usar as mesmas magias que os heróis e está acompanhado por um par de guarda-costas imortais (no caso do Mega Drive, duas daquelas caveiras desgraçadas de chatas). Sério... vá ser chato assim no raio que o parta! Eu consigo vencê-lo apenas com o anão, que é o personagem com o qual jogo melhor. Com os outros dois heróis, limparam o chão comigo...
Ah, os 16 bits... tem coisa que só os 16 bits fazem por você...

3 de out. de 2018

"Hazelnut Bastille", um jogo de PC para quem tem saudades de "Zelda" de poucos bits, em desenvolvimento!



Em desenvolvimento pelo AloftStudio, "Hazelnut Bastille" é um jogo que claramente busca inspiração em jogos "tipo Zelda" de 8 e 16 bits. Além de "The Legend of Zelda" (NES) e "The Legend of Zelda- A Link to the Past" vi um quê de "Crystalis" (NES), "Golvellius" (Master System) e "Crusader of Centy" (Mega), e achei o jogo bastante promissor.
A premissa é bem legal! Uma jovem moça viaja para os confins de seu mundo em busca de alguns objetos lendários prometidos por anciões mitológicos, e assim recuperar algo que ela perdeu (O que? Não sei... o estúdio não divulgou a informação). Lá era se envolverá com os habitantes dessa costa distante e aos poucos irá  desvendando mistérios a respeito de um passado longínquo e obscuro.
O jogo terá um mapa-mundi enorme e aberto, a partir do qual se tem acesso a várias dungeons e subterrâneos similares, bem ao estilo de "A link to Past".
O  jogo vai misturar, como é de praxe nesse estilo, ação, exploração e puzzles, além de parecer que as relações da protagonista com os NPCs será um pouco mais profunda que a média. Como já disse acima, o jogo é promissor. Gostei dos gráficos, do enredo e o vídeo disponibilizado pelo estúdio me animou ainda mais, porém.... como sou um fã inveterado desse tipo de jogo, não sei dizer o quanto minha opinião não é tendenciosa... 
Vou deixar abaixo o link do AloftStudio para quem quiser conferir por conta própria e tirar suas conclusões. Apenas acrescento que torço que "Hazelnut Bastille" saía ainda em 2018! Quando eu conseguir informações mais precisas do lançamento, posto aqui no OSD!

https://www.aloftstudio.com/hazelnutbastille

Prees Kit: https://www.aloftstudio.com/hazelnutbastillepress

30 de set. de 2018

"Citrouille", um novo jogo retrô chega em breve na loja Steam!


Lembra daqueles jogos de plataforma em uma tela só? Tipo "Mario Bros", aquele passado dentro dos esgotos, lançado para arcade e depois para o NES, ou então o jogo dos dinossaurinhos cuspidores de bolhas, "Bubble Bobble", lançados para arcade, NES e Master. Jogos simples mas com bastante ação e, acima de tudo, divertidos!
Se está com saudades, alegre-se! Em 29 de outubro vai chegar na loja Steam um jogo novo em folha desenvolvido pelo estúdio francês Lumen Section, mas feito seguindo a tradição desse velho estilo, "Citrouille".
Em "Citrouile" você controla uma trupe de bruxinhas em partidas que vão de um até quatro jogadores. O jogo tem muitas semelhanças com clássicos do passado, como por exemplo o objetivo ser que todo o piso do cenário fique coberto de plantas, e o jeito de fazer isso é passar andando por cima das plataformas e do chão, bem semelhante ao que o carro tinha que fazer para colorir as auto-estradas em "City Connection". As bruxinhas não podem pular e suas armas apenas paralisam seus oponentes (quem lembrou de "Lode Runner"?), mas podem fazer escadas mágicas aparecerem a vontade, meio como Bubby e Bobby podiam fazer com os arco-íris em "Rainbow Islands: The Story of Bubble Bobble part 2".
Apesar de não ter gráficos pixelados, o que eu acho que combinaria mais com esse estilo de jogo, "Citrouille" realmente bebe na fonte dos clássicos, mas... se estará a altura deles, e se terá potencial para agradar tanto os jogadores veteranos quanto os de gerações mais novas, só descobriremos após o lançamento. 
Quanto a mim... depois do que vi na página na Steam, eu pretendo dar uma chance ao jogo... para quem quiser conferir também, segue o link abaixo:

https://store.steampowered.com/app/833270/Citrouille/

E escrever esse post me deixou com vontade de jogar "City Connection"... até a próxima!

29 de set. de 2018

Jogos no Steam para retrogamers #17

Outubro tem Dia das Crianças! Lembra a época que isso significava um cartucho novo na sua estante? E daquela tia- avó que sempre te dava meias ou cueca de presente, te deixando cheio de raiva? Lembra também? Para alimentar apenas as boas lembranças, nós do OSD separamos mais alguns jogos retrô disponíveis na loja Steam para você torrar um pouco do seu salário e se dar de presente agora em outubro. Vamos lá!

SUGESTÃO #1

Se você está com saudades de jogar: Contra (NES); Quartet (Master System); Bionic Commando (NES); Super Turrican (NES); Journey to Silius (NES); The Adventures of Rad Gravit (NES); Rocketeer (NES)

Tente: Dark Void Zero




Sinopse: E quem disse que só empresa indie pequena produz jogo retrô? Olha aí a Capcom querendo faturar algum no filão da nostalgia de poucos bits! E ainda vem com uma historieta que é um projeto perdido de 20 anos atrás- cabe a você bancar ou não o Fox Mulder e dizer "I want to believe".
O jogo é padrão dos jogos de 8 bits do NES, tendo muitas das características dos jogos da época, como ser prioritariamente um jogo de ação de plataforma onde um herói solitário deve salvar o mundo de uma ameaça gigantesca- nesse, Rusty, um valente piloto de testes e amigo do peito de Nikola Tesla, contra a invasão de seres extradimensionais vindos de um lugar entre-planos chamado "Void". Tente colocar suas mãos no protótipo de foguete individual portátil, feche o Portal X e detenha a invasão!
Você não quer deixar Tesla decepcionado, quer?


SUGESTÃO #2

Se você está com saudade de jogar: "Indiana Jones and the Fate of Atlantis" (PC)

Tente: Bizarre Earthquake


Sinopse: Um point-&-click onde uma dupla de sismólogos tenta entender o que vem causando misteriosos e anômalos terremotos na Turquia. O jogo precisava de mais polimento, tendo gráficos que parecem ter sido feitos por uma equipe de iniciantes, alguns bugs e outros probleminhas técnicos, mas a história é interessante.

SUGESTÃO#3

Se você está com saudades de jogar: King's Bounty (Mega Drive. PC); Heroes of Might and Magic (PC); Heroes of Might and Magic II (PC)

Tente: Royal Bounty HD


Sinopse: Uma homenagem a franquias como "King's Bounty" e "Heroes of Might and Magic" feita de coração, e misturando elementos de ambas as franquias. Embora a homenagem seja indiscutivelmente inferior aos homenageados, não deixa de ser um jogo legal e divertido para quem gosta do estilo. 
Se você é fã dessas franquias e também desse tipo de jogo, dê uma conferida porque vai se distrair por um tempo considerável. Se nunca jogou esses jogos, mas gosta de jogos de estratégia em cenário de fantasia medieval, vale a tentativa, pois o jogo tem seus méritos para te agradar por conta própria. Se você não gosta das franquias homenageadas ou de jogos desse estilo, nem chegue perto... não há nada para você aqui...

Por hoje são essas as dicas. Até a próxima e continuem retro-jogando!

28 de set. de 2018

Machinae Supremacy: Rock, videogame e um chip do Commodore 64


Machinae Supremacy é uma banda de rock sueca fundadora do SID Metal, assim batizado por muitas de suas músicas fazerem uso do SID chip do Commodore 64- e a influência dos videogames no trabalho da banda não para por aí não! Uma das músicas que fez o mundo prestar atenção na banda foi sua versão da abertura de "Great Gianna Sisters", o jogou que fez a Nintendo encrencar com o Commodore 64 nos anos 80! E outro detalhe... nessa faixa, antes do tema de "Great Gianna Sisters" começar, alguns trechos de outros clássicos do velho Commodore 64 podem ser escutados!
A versão SID Metal do tema do jogo das irmãs é todo instrumental, mas nem todasas músicas inspiradas em videogame da banda o são. Duas das minhas favoritas, "Player One" (nenhuma referência nem ao filme ou livro "Jogador No 1") e "Hero", tem letras que remetem ao mundo gamer mas sem fazer referência aberta a nenhum jogo em especial. 
Em 2004 a banda fez a trilha sonora para um jogo de PC, "Jets'n'Guns" (atualmente disponível na loja Steam) e em 2007 participou de um concerto inspirado em músicas de videogame na cidade de Estocolmo, Suécia, acompanhada da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra. Atualmente a banda, infelizmente, se afastou da temática gamer investindo mais no aspecto heavy metal de seu trabalho, o qual continua bem legal (embora seja razoavelmente comum ouvir críticas ao seu vocalista, Robert "Gaz" Stjärnström).

Para quem quiser conhecer o trabalho da banda vou deixar uns vídeos com minhas músicas favoritas aqui:

"The Great Gianna Sisters"

"Hero"

"Player One"

Tema de "Jet'n'Guns"

Por hoje é isso, Divirtam-se (ou não)!


Agora vou jogar um pouco...

27 de set. de 2018

"40 Winks" e o beat'em up bundle da Capcom em breve na loja Steam!



A Piko divulgou a data de lançamento da versão cancelada de Nintendo 64 do jogo "40 Winks" para 10 de outubro e o "Capcom Beat'Em Up Bundle" já tem página na loja, mas ainda sem data de lançamento especificada (ainda "Coming Soon"). Nos últimos dez anos tenho reclamado bastante da Capcom por várias razões (tragam "Megaman Legends 3" de volta do limbo, caramba?!) mas agora tenho que tirar o chapéu... vai ser um lançamento e tanto para quem joga prioritariamente pelo PC e não por console. 
Provavelmente vai ser caro para caramba, mas... de repente naquela promoção de Natal... quem sabe?

26 de set. de 2018

Divagações oldschool: Outro jogo antigo com capa terrível #6




Vou ser franco... admito que não entendo muito dessas lutas- livres encenadas... nem mesmo gosto de WWF (ou WWE, ou seja lá como for que se chamam hoje em dia) mas... eu acho que não é bem assim que um headlock funciona, não? 



Quero dizer... sempre pensei que era aplicado no oponente... assim como pensei que ter a cabeça separada do corpo fosse invariavelmente fatal para seres humanos... na verdade para qualquer ser vivo, exceto as planárias... enfim... aprendo muita coisa com videogames antigos, sabe como é...
Uma capa não ter lá muita relação com o jogo não era algo inédito nos anos 80 mas... de onde tiraram essa ideia de uma versão telecatch de "A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça", afinal? Isso ultrapassa o non sense... isso já caiu para o ridículo mesmo... fico pensando se não rolou uma cena como essa:

CHEFE: Recebi sua ilustração para a capa de "Pro Wrestling"...
ILUSTRADOR: (Não responde nem sequer levanta o olhar... continua rabiscando mecanicamente um papel com caneta vermelha de um lado para outro, encarando o vazio).
CHEFE: e... bem... como posso dizer... o golpe é de luta-livre e tudo mais, mas... o lutador não tem cabeça...
ILUSTRADOR: (respirando profundamente) Ele tem...
CHEFE: Tem?
ILUSTRADOR: Tem... Ele está esganando a própria cabeça...
CHEFE: É... isso já responde a segunda pergunta que eu ia fazer, de onde está o corpo do oponente sendo sufocado, mas... um lutador decapitado esganando a si mesmo? Isso...
ILUSTRADOR: (Para de rabiscar e ergue o olhar devagar para o chefe)  Nós somos nosso maior oponente... nossa maior luta é contra nós mesmos...
CHEFE: Contra... nós... mesmos...?!
ILUSTRADOR: (apertando a caneta na mão até os nós dos dedos ficarem brancos) Nossa cabeça... nossa mente... é uma câmara de tortura... uma câmara de tortura particular para usar contra si... isso tem que acabar... tem que parar... deve parar...
CHEFE: Perfeito! ( chefe se afasta lentamente em direção a porta, abre-a sem fazer barulho e foge da sala)

Se não foi isso, desisto de tentar entender... Está definitivamente além da minha capacidade. 
Ou talvez fazer uma capa decente estivesse além da capacidade de quem quer que tenha sido contratado pela Sega naquela época...

20 de set. de 2018

Age of Wonders


Jogos de estratégia foram (talvez ainda sejam) um dos principais gêneros para computadores, em especial a partir de meados dos anos 90. Fosse em turnos, fosse em tempo real, fosse de ficção científica ou fantasia, dúzias deles foram lançadas, logo não é de admirar que nem todos conseguissem a fama e o sucesso de um "Civilization", mas alguns conseguiram cavar um lugar para si, tornando-se um "cult" com admiradores dedicados, mesmo que não muito numerosos.  Desenvolvido por uma parceria entre Triunph Studios e Epic MegaGames e lançado em 1999, "Age of Wonders" é um desses casos.

História e Roteiro

'Não, não sou o Elrond!"

Muitas vezes "Age of Wonders" é comparado a um outro jogo de estratégia mais antigo, "Master of Magic", e, como ele, é ambientado em um típico mundo de fantasia medieval, povoado por raças típicas como elfos, anões e orcs, além de algumas criadas especificamente para o título, como os Azracs. O enredo de "Age of Wonders" também é bem típico, inclusive incluindo o detalhe de que foram os humanos os grandes causadores do encrenca:
Nos tempos que o mundo era jovem, antes que dias fizessem diferença e fossem ansiosamente contados por seres de curta vida, a Corte Élfica, regida pelo rei-mago Inioch, governava todos os seres que habitavam as terras do Continente do Norte ("Northern Continent"). De seu lar no Vale das Maravilhas ("Valley of Wonders"), Inioch mantinha o equilíbrio, sempre delicado, entre luz e sombra e nenhuma ameaça pairava sobre seus súditos.
Tudo começa a mudar (para pior, obviamente, ou não teríamos jogo) quando da chegada nas costas do Continente do Norte de uma raça banida de seu "jardim", vagando atrás de um novo lar: os humanos.
Os elfos aceitam os humanos em suas terras, contudo, logo os humanos mostraram que não haviam sido banidos a toa e se voltaram contra aqueles que os acolheram. O Vale das Maravilhas é atacado e quase toda a Corte Élfica, incluindo o rei Inioch, é morta.
A esposa de Inioch, rainha Elwin, consegue escapar, levando consigo Julia, a filha do casal. Porém o filho primogênito de Inioch, príncipe Meador, acaba ferido e ficando para trás, entre os mortos. A discórdia espalhou-se entre os sobreviventes, dividindo os elfos entre aqueles que queriam apenas reconstruir suas vidas e aqueles que queriam vingança por tudo que perderam e livrar o mundo de qualquer traço dos humanos. Estes recolheram-se em fortalezas subterrâneas e tornaram-se os elfos negros.
Banhados em sangue (que dramático, não?), duzentos anos se passam. Os humanos ainda dominam o Vale das Maravilhas. A princesa Julia cresce e se junta aos Guardiões ("Keepers"), elfos que juraram manter vivos os ideais de paz e equilíbrio de Inioch. O príncipe Meador une-se ao elfos negros e torna-se membro do Culto das Tormentas ("Cult of Storms"), a ponta de lança da cruzada contra os homens, dispostos a tudo para tornar a vida dos humanos ainda mais breves.
O confronto entre as duas facções torna-se inevitável quando uma nova estrela surge nos céus, e com ela profecias de que o momento da guerra chegou.
Liderados pela princesa Julia, os Guardiões partem para o Vale das Maravilhas, dispostos a frustrar quaisquer que sejam os planos que o Culto das Tormentas estejam tramando. Corre o boato que os Meador e os elfos negros desejam trazer Inioch de volta como um morto- vivo e torná-lo o governante de um novo tempo onde os humanos serão exterminados. A disputa entre luz e trevas pelo mundo começa.

Gráficos

 

Os gráficos são bons, mas poderiam ser melhores. As cenas de abertura e cutscenes tem arte bonita, embora não tão caprichada quanto as de um livro de Advanced Dungeons & Dragons. O mapa do mundo é bonito, um cenário bem detalhado, com belas montanhas, florestas e cidades. Algo bem legal é que quando você faz alguma alteração em uma cidade (constrói uma muralha de madeira, por exemplo) essa alteração também aparece no mapa do mundo (a cidade passará a ter uma barreirinha de madeira ao seu redor).
O maior defeito dos gráficos são as unidades na hora da batalha.  Nada que machuque os olhos ao ser visto, mas também não impressiona. Os sprites dos personagens são até bem feitos, mas muito pequenos (logo não podem ser tão detalhados) e a animação não é nada excepcional, algumas das unidades se movendo meio duro, como bonecos em stop motion de algum filme da Sessão da Tarde dos anos 80.

Música e Efeitos Sonoros


O jogo tem mitas músicas em sua trilha sonora e são bonitas, embora sem muita coisa em especial. São típicas músicas pseudo-medievais usadas em jogos de fantasia desse tipo. Gosto em especial de duas delas, "Clouds and Feuds" e "Nature's Embrace', mas aí é mais um caso de preferência pessoal mesmo. Basicamente em termos de música fizeram o feijão-com-arroz em "Age of Wonders". Feijão-com-arroz bem feito, mas ainda assim... feijão-com-arroz.
Quanto aos efeitos sonoros... são abaixo da média. O som do galope do cavalo que se ouve ao movimentar seu herói pelo mapa, por exemplo, parece ser mais rápido do que deveria, soando esquisito. Os sons durante as batalhas (feitiços, golpes e gritos de morte) decepcionam um pouco e realmente poderiam ser bem melhores.

Controles e Jogabilidade

Como na maioria dos jogos de estratégia, a maior parte do tempo se estará usando o mouse para jogar, selecionando unidades, escolhendo opções e clicando no lugar do mundo se quer despachar suas unidades, mas existem algumas hotkeys que podem facilitar a vida do jogador. O jogo é em turnos (embora fora de batalha o turno seja simultâneo para jogador, aliados e oponentes) logo velocidade de resposta aos comandos não é uma questão relevante.
Um ponto a ser frisado: o jogo tem várias telas diferentes, acessadas da tela principal, e cada uma tem opções relativas a diferentes funções e aspectos dentro do jogo, passíveis de serem ajustadas de acordo com a necessidade ou estratégia do jogador (por exemplo, na tela referente à magia pode-se ajustar quanto do mana disponível será usado para gerar cristais, necessários para lançar feitiços em batalha, ou para pesquisa de novas magias). A melhor forma de se habituar com as diversas telas e suas funções é através do tutorial. Não tenha preguiça e jogue-o.

Dificuldade


"Age of Wonders" é um jogo de estratégia mais hardcore, bem mais difícil que alguns dos medalhões do gênero como "Warcraft" ou "Age of Empires". O jogo é bem pouco intuitivo, sendo daqueles em que o ideal é ler o manual primeiro, jogar o tutorial em seguida e só então partir para a campanha- e mesmo assim você terá momentos em que ficará perdido por ter esquecido algum pormenor (eu mesmo, por exemplo, esqueci como desembarcar as tropas carregadas nos navios, o que me tomou um tempão durante a partida). O jogo é cheio de detalhes e realmente custa um tanto para se pegar o jeito,
Fora isso, o jogo em si, o gameplay mesmo, não é fácil. O jogo possui apenas dois recursos, ouro e mana, mas isso não o torna mais fácil... as (poucas) melhorias passíveis de se fazer nas cidades são caras e além disso cada tropa tem um custo de manutenção por turno, enquanto sua receita em ouro, mesmo em cidades grandes, não é nada de encher os olhos... muitas vezes você acaba no dilema de melhorar sua infraestrutura (até para conseguir ter mais ouro por turno) ou ter mais tropas para atacar e evitar que o inimigo fique muito forte (e de fato eles ficam fortes em pouco tempo) e acaba entrando pelo cano. A administração de tropas, cidades e recursos em "Age of Wonders" não é moleza.
Outro fator de dificuldade é que o inimigo sempre parece ter unidades de nível acima das suas- e isso independente de você ter escolhido jogar com os "Keepers" ou com "The Cult of Storms"! Um exemplo que me vem a cabeça é que, se você joga no lado da Luz, o lado das Trevas consegue unidades voadoras antes de você, tornando as muralhas das suas cidades bem menos relevantes. Tudo isso faz você depender muito mais de planejamento e estratégia do que da força bruta pura e simples. 

Comentário Final


"Age of Wonders" realmente é um jogo cult, e, como jogo de estratégia, não é para todo mundo. Não acho que seja exagero supor que um jogador mais casual vai deixá-lo de lado em pouco tempo.
"Age of Wonders" acaba sendo meio jogo de xadrez, onde cada passo tem que ser bem medido, tentando antecipar os movimentos do inimigo e calcular os próprios com antecedência, fazendo que tenha um ritmo mais lento. Alguns jogadores vão gostar (eu sou um deles), outros vão odiar, mas de qualquer forma isso confere ao jogo alguma especificidade dentro de um gênero tão saturado em quantidade de títulos.
Para quem tem paciência e gosta de planejamento e estratégia cuidadosos, é uma boa experiência. Recomendado em especial para fanáticos por jogos de estratégia em turnos ou fãs ardorosos de fantasia medieval.

NOTA: 6,0

18 de set. de 2018

OSD Burocrático- Dyna Bomb


Comprei o jogo em uma promoção achando que era um clone de Megaman com gráficos retrô, mas... o jogo parece mais um daqueles joguinhos gratuitos feitos e animados em flash que empesteavam a internet uns anos atrás. 
Instalei e joguei. Foi uma decepção. Joguei mais um pouco e... continuou sendo uma decepção, embora eu admita que seja mais devido a expectativa não- correspondida. Para o que o jogo se presta a ser, ele faz bem. Tem vários cenários diferentes e é até bem desenhado, apesar de meio amador (em especial na tela de abertura, que parece algo que você veria no caderno daquele colega de classe que desenhava a aula inteira), enquanto a animação, em contrapartida, é truncada, dura e ruim. A jogabilidade é OK. A música é plenamente genérica e esquecível. Efeitos sonoros idem.


Basicamente é apenas mais um daqueles joguinhos onde você entra em uma fase, pega tudo o que precisa e sai antes que o tempo acabe que você juraria que já jogou em algum dos vários sites de joguinhos gratuitos que entrou nos momentos de tédio.. Um joguinho casual onde um androidezinho (você escolhe se menino ou menina) deve recolher diamantes por fases plataforma e coletar bombas para arremessar nos inimigos. 
OK... "Dyna Bomb" até tem um pouco mais do que isso... tem umas fases secretas e uma roda da fortuna na qual, pagando-se um valor em diamantes, pode-se tentar ganhar novos poderes e até novos visuais para os personagens. Realmente dá um alento de vida ao jogo, mas não é lá grande coisa mesmo assim... sem exaltações... sem exaltações...
O jogo custa R$ 10,49, fora de promoções. Vale o quanto custa? Não... não vale... Se você gosta de jogos casuais (em especial desse tipo) e o jogo estiver em uma promoção com desconto de uns 90%, até vale a pena adquirir, mas se não for esse o caso, não compre. Será apenas mais um título pegando poeira na sua biblioteca Steam.

16 de set. de 2018

Versão cancelada de "40 Winks" para Nintendo 64 será lançada em breve pela Piko Interactive



"40 Winks" foi um jogo de plataforma 3D lançado para o Playstation em 1999. Uma versão para o Nintendo 64 foi anunciada e tudo mais, mais acabou cancelada. Através de financiamento no Kickstarter, a Piko Interactive (empresa especializada em trazer jogos antigos de volta do limbo, inclusive aqueles que foram cancelados) conseguiu os recursos para finalmente fazer essa versão ver a luz do dia- e não só em cópia física para o Nintendo 64 mas também disponível na loja Steam!
No jogo um sujeito que não consegue dormir decide que ninguém mais vai dormir também no mundo e sequestra os "winks", criaturas responsáveis por trazer bons sonhos, substituindo-os por "bad winks", os quais induzem pesadelos. Duas crianças, os irmãos Ruff e Tumble, tentam impedir os planos do insone de mau coração e resgatar os quarenta "winks" capturados (daí o nome do jogo) através de vários pedaços do reino dos sonhos (inclusive um castelo e um navio pirata), enquanto lutam para não acordar. Um roteiro legal, meio fábula, meio desenho animado de sábado de manhã.
Para falar a verdade jogos de plataforma em 3D nunca foram o meu forte, mas gostei de um punhado deles como "Spyro the Dragon", também do PS1, então... vou dar uma chance para o "40 Winks" quando sair.
O pessoal da Piko Interactive ainda não disponibilizou data de lançamento- em sua página na Steam diz apenas "40 Winks for Steam is coming soon! Stay tuned!", ou seja, algo como "será lançado em breve! Fique ligado!". Assim que tivermos novidades a respeito de datas e preços, nós avisaremos aqui no blog.

12 de set. de 2018

Divagações oldschool: 13 capas de jogos de Master System nem tão ruins assim

Tenho falado bastante de capas de jogos antigos que não são lá nenhuma benção para os olhos, então, para dar um descanso para a retina hoje!

As versões das capas dos jogos de Master System feitas nos EUA em geral são bastante desdenhadas entre os jogadores, mas um punhado delas são de fato boas, enquanto umas tantas outras podem até não ser a oitava maravilha do mundo do design, mas também não fazem você ter vontade de usar água sanitária como colírio após vê-las. Vamos checar 13 dessas artes de capa que se encaixam nesse seleto grupo!


#1- R-Type


Está aí uma das poucas capas norte- americanas que não fica a dever para as japonesas... a nave é legal, parecendo ter saído de um livro da era de ouro da ficção científica e a criatura espacial ficou ótima, uma mistura de OVAs japoneses dos anos 80 com H.P Lovecraft, e a arte já consegue transmitir o ritmo de ação frenética desse SHMUP! E ainda combina com o que a gente vê quando joga, o que é um bônus a mais!
Tudo bem... usaram a velha técnica de dividir a ilustração em dois campos com cores contrastantes para reforçar a dualidade entre os dois oponentes, azul para o tecnológico, humano, e laranja para o orgânico, monstruoso... não é a jogada mais criativa do mundo, mas usaram bem. Ficou realmente bacana!

#2- Black Belt


A capa de "Black Belt" costuma ser execrada, mas francamente, não acho tão ruim assim... o pior que pode ser dito dela é que é quase a quintessência do minimalismo. Nada mais.
Ok... Ok... também dá para dizer que o desenho parece saído de um daqueles CDs com 2000 clip-arts que vinham de brinde em revistas de informática nos anos 90. Tudo bem... não dá para negar, mas ainda assim... não é das piores... a arte cartunesca é passável e está de acordo com o espírito do jogo- até a cor do quimono do personagem é a mesma! 

#3- Golvellius


Uma capa bonita com arte estilo "A Espada Selvagem de Conan", mesmo que retratando a luta entre uma versão de cabelos verdes do Príncipe Valente e um morro cheio de ervas daninhas com cara de mau. A princesa fugindo entre raios e chuva é o grande destaque para mim! Está bem desenhada em todos os aspectos, mas em especial os cabelos saíram caprichados. 
Certo... poderiam ter escolhido um antagonista melhor para o espadachim de cabelo esquisito... tem vários bem legais no jogo e que não parecem uma pilha de entulho... mas o talento do desenhista é visível.

#4- Shinobi


Não é lá muito inspirada... apenas uma representação padrão de um ninja, sem muitos detalhes e claramente baseada na tela de início do jogo. É uma capa bem "mais-ou-menos", mas tem coisa muito pior por aí. 
A impressão que tenho é que pegaram o artista em um daqueles dias em que se está de saco cheio  de tudo e só se quer  ir embora para casa e pediram "Desenha um ninja aí!" para o sujeito. Aí o cara deu aquela revirada de olhos, sentou e desenhou, sem muita dedicação ou imaginação. Terminado, o chefe pegou a ilustração, olhou, olhou, olhou, sacudiu os ombros e disse "É... até que serve... bota só umas estrelinhas voando aí e pronto". 
Porque é uma capa de jogo de ninja, afinal... obviamente precisa ter shurikens.

#5- Psychic World


Uma capa que poderia ser melhor... Os monstros ficaram legais, o cenário até que ficou também, embora pudesse ter mais detalhes, mas... a heroína... o ponto fraco é que o desenho da heroína parece meio chapado. Talvez tenha sido obra um cara acostumado a desenhar no estilo ocidental tentando desenhar em estilo mangá por ordens da direção, daí acabou ficando com o traço meio duro. Não é uma capa ruim, mas, como disse, poderia ser melhor.

#6-Lord of the Sword


Outra que parece uma capa da revista "A Espada Selvagem de Conan", ou talvez uma ilustração de  algum livro de Advanced Dungeons & Dragons. E o guerreiro também está visualmente parecido com o do jogo. Capricharam de verdade dessa vez.

#7- Master of Darkness

Se a capa de"Lord of the Sword" parece saída da revista "A Espada Selvagem de Conan", a de "Master of Darkness" parece que veio daquelas revistas de horror dos anos 60 e 70, como a "Eerie", que teve muitas de suas histórias publicadas por aqui pela brasileira "Krypta". 
A arte ficou boa, cheia de detalhes... o cenário sombrio ao fundo, mal iluminado por uma lua cheia encoberta, contrastando com as cores vivas do conflito em primeiro plano, entre o caçador de monstros e uma série de figurantes de trem-fantasma. Destaque para um dos Dráculas mais monstruosos que já vi- e dessa vez isso foi um elogio!

#8- Golden Axe Warrior


Uma capa com arte até razoável mas com detalhes que a puxam para baixo. O herói em escala maior, ao fundo ficou muito legal, mas em compensação  parece um manequim na cena de luta em primeiro plano... O esqueleto ficou bem melhor.
E quem desenhou aquele castelo no fundo? O sobrinho de 4 anos do desenhista aproveitou que o tio foi ao banheiro e rabiscou aquilo e depois o cara ficou com pena de apagar porque o moleque ficou chorando? Ficou bem amadorístico mesmo... e aquela torre à esquerda não teria como estar de pé! Um pouquinho de proporção até que faria bem...

#9- Ninja Gaiden


 As capas dos jogos da franquia "Ninja Gaiden" para o Nintendo sempre foram legais, e até que a do Master não decepcionou.


#10- Phantasy Star


Outra capa razoável com detalhes que a puxam para baixo. No geral até que ficou aceitável, mas o esqueleto sendo erguido pelo grandalhão com armadura de Cavaleiro do Zodíaco ao fundo francamente foi um dos piores que já vi.

#11- Y's: The Vanished Omens


Outra capa com cara de história em quadrinhos de fantasia medieval. O cenário ficou ótimo e o herói não está mal, mas foram os monstros que roubaram a cena dessa vez! Ficaram muito legais! Dava até para figurarem no Livro de Monstros do AD &D!
No fim das contas, acho que as melhores capas do Master vieram da temática de fantasia medieval mesmo.


#12- Sonic Chaos


As capas do Sonic são todas legais, mas essa acho que foi a melhor do Master. Traço bonito, bem colorida e ilustra bem o jogo. É isso. Não precisa mais nada.

#13-  Castle of Illusion


Tudo bem, talvez seja um pouco de trapaça escolher uma capa de um jogo da Disney, que provavelmente foi responsável de produzir todo o material de divulgação ou ilustrativo do título, mas... não tem como não gostar dessa capa, não é? É uma das mais clássicas da época!


É isso por hoje. Voltemos agora à nossa programação normal e nas próximas postagens mais capas toscas e medonhas de jogos antigos devidamente comentadas. Aguardem!!

11 de set. de 2018

Divagações Oldschool: Minha tela inicial favorita


Pode ser que eu esteja enganado mas, agora, de cabeça, não consigo lembrar de nenhum jogo de 8 ou 16 bits que não tivesse uma start screen- uma tela de início.
Não estou falando de abertura, que são as sequências de textos, cenas ou animações que inteiravam o jogador da história, objetivo e tudo mais,  e sim daquela tela em que aparecia o nome do jogo com a instrução "Press Start Button" logo abaixo ou então as alternativas a serem escolhidas pelo jogador, como "Start", "Options" e ainda, em alguns jogos, "1 player" ou "2 players".
Muitas dessas telas eram realmente sem graça, apenas o nome do jogo em um fundo preto com as opções em letras geralmente brancas, sendo tais telas particularmente comuns na primeira leva de títulos do NES- "1942" é um bom exemplo dessas.

Uma típica tela inicial do Nintendinho em meados dos anos 80
Outras pareciam anúncio em neon de restaurante barato dos anos 80, como "Fighting Road"...

"Eat At Joe's... Eat at Joe's... Eat at Joe's"
E a tela inicial de "Sqoon" é uma das coisas mais visualmente poluídas que já vi!

Nossa... que bagunça.. tem até um caranguejo no meio do nome da... ei... aquilo ali são peitos?!
E tinham aquelas que eram realmente bonitas, a ponto de eu me demorar alguns segundos admirando-a antes de começar a jogar. "The Legend of Zelda" e "Castlevania" são dois desses casos.

Parecia filme velho  de terror... muito legal!

De todas essas telas que vi, e não foram poucas, qual é a minha favorita?
"Side Pocket", do SNES.

Até hoje, a minha preferida
Não sou um grande fã de jogos de sinuca... "Lunar Pool" do NES até me distraiu por um tempo, joguei algumas vezes um jogo de sinuca para Windows (acho que era o "Challenge Pool" mas não tenho certeza) em momentos de tédio e pouca coisa mais.
O próprio "Side Pocket" provavelmente foi o mais divertido que já joguei, mas, para mim, aquilo que o jogo tem de melhor é sem dúvida sua tela inicial.
A escolha das cores, predominantemente tons de azul escuro, combinada com o título em lilás ficou perfeita. Pesou a favor o fato de que eu gosto de paisagens urbanas a noite, com arranha-céus iluminados contrastando com o céu noturno, mas independente disso quem fez a pixel art caprichou... os prédios tem tamanhos e formas diferentes, assim como as luzes das janelas variam de cor, entre branco, verde e roxo, com o detalhe de terem tido o cuidado até de seu reflexo refletido nas águas escuras da baía (ou seria um grande lago?) ser mais tênue, menos nítido. Em primeiro plano o carro sport com o cara de jaqueta sozinho admirando a paisagem, dando a impressão de ser um daqueles caras "cool", um tanto outsider, que sentem bem em sua própria companhia.
Aí você aperta "START" e começa um jogo de bilhar...
Algo que eu não consigo deixar de pensar... "Side Pocket" foi lançado para o SNES em 1993, quando o grande nome da pop-art Roy Lichtenstein ainda era vivo, mas acho que ele infelizmente não prestou muita atenção em videogames... Foi uma pena Lichtenstein não ter feito com a tela de abertura o mesmo que fez com tantos painéis de história em quadrinhos e transformado a cena em um quadro! Não sou crítico de arte, mas acho que teria ficado simplesmente fantástico!