11 de mai. de 2021

"Zombies Ate My Neighbors" e sua sequência, "Ghoul Patrol", lançados na loja Steam!

 


Olha que surpresa! Um dos melhores jogos de aventura dos tempos de 16 bits vai ser relançado na loja Steam, e de quebra, a sequência vem junto.

"Zombies Ate My Neighbors" era um dos meus jogos favoritos no SNES (a versão de Mega Drive era legal, mas jogar com o controle do Mega não era tão bom), já a sequência, "Ghoul Patrol", eu nunca joguei. Olha... "Zombies Ate My Neighbors" era um dos melhores jogos de SNES para jogar com um amigo. 

Nunca zerei o jogo (são 55 fases,afinal... padrão "Kid Chameleon" de jogo longo), mas agora acho que a coisa vai, porque entre as novidades da versão Steam está o "Save Feature". Os dois jogos são vendidos juntos e estão em pré-venda por R$28,99, o que dá cerca de R$14,50 por jogo... acho razoável o valor.

"Zombies Ate My Zombies" é altamente recomendado. "Ghoul Patrol" não posso falar no momento, mas pelo menos vale como novidade. Quem sabe é uma boa? Veremos, veremos...

24 de nov. de 2020

(Mais) 10 jogos oldschool impróprios para menores



ATENÇÃO!COMO FOI DITO ANTERIORMENTE, ESSA POSTAGEM NÃO É RECOMENDÁVEL PARA MENORES DE 18 ANOS  OU MORALISTAS HIPÓCRITAS. CASO SEJA ESSE SEU CASO, POR FAVOR NÃO PROSSIGA A LEITURA DO PRESENTE TEXTO.

Mais dez jogos oldschool para você não comentar de jeito nenhum no almoço da família ou para a galera do grupo jovem da igreja jogar escondido!

1- Spellcasting (PC)


Um "text-game-with-graphics" que parece uma mistura de "Harry Potter" com aquelas comédias soft porn dos anos 90- aliás o jogo nunca passa do nível soft porn maroto mesmo, não tendo nada graficamente muito pesado (a menos que você seja um fanático religioso profundamente puritano).

O jogo gerou duas sequências, todas com o mesmo estilo,  "Spellcasting 201" e "Spellcasting 301". Uma curiosidade é que a numeração dos jogos sempre são inspirados pela classe que o protagonista faz parte na escola de magia.

2- Voyeur (Phillips Cd-i;PC)


Outro jogo que parece com soft porn dos anos 90 (e esse até ainda mais porque usou atores filmados), mas  o tom de comédia é substituído pelo clima de investigação.
Em "Voyeur" você assume o papel de um detetive particular incumbido de conseguir evidências de corrupção de um CEO poderoso, através do monitoramento por câmeras escondidas da mansão do executivo- e, de quebra, consegue dar suas espiadas em todos os moradores de lá- moradores bem animados, diga-se de passagem.

3- Beat'it & Eat'it (Atari 2600)


Muitos dos jogos "+18" de antigamente acabavam caindo mais para o tosco do que para para o sensual, mas poucos fizeram isso com a maestria de "Beat'it & Eat'it".

O jogo é um daqueles em que se corre por um canto da tela tentando alcançar algo jogado do canto oposto. Em "Beat'it & Eat'it" controla-se uma moça desibidamente nua que deve correr de um lado para outro da calçada enquanto tenta aparar com a boca o resultado do... ato de auto-satisfação... de um sujeito sorridente, igualmente despido de qualquer tipo de vestimenta, no alto de um prédio.

É... é isso. Eu avisei que era tosco.

Ah... o jogo pode ser jogado em dupla, com outra moça (aparentemente a irmã gême da primeira) se unindo à situação.

4- Divine Sealing (Mega Drive)


Uma mistura um tanto insólita de shooter com hentai em um cenário de fantasia e ficção científica. As fases do jogo são de um shooter típico (na verdade até bem medíocre), mas conforme vai se avançando de fase e derrotando chefes, o jogador vai sendo presenteado com sensuais cenas de moças de 16 bits (pouco) vestidas como cosplay barato.

5- Knight on the Town (Atari 2600)


O Atari 2600 foi um dos campeões dentro dos consoles antigos em sacanagem de poucos bits, e um bom punhado desses jogos se deveu à Playaround, sucessora da pioneira Mystique. Um deles foi "Knight on the Town", onde um cavaleiro sem armadura brilhante e com uma espada bem diferente daquelas padrão em jogos de fantasia medieval, tem que construir uma ponte e resgatar uma princesa bem curvilínea em uma torre, enquanto se esquiva dos ataques de um dragão voador cospe-fogo, de um crocodilo do fosso e de um gremlin (ou goblin ou seja o que for) disposto a atacar a dentadas a "espada" do animado herói.
Ah, e se o cavaleiro conseguir completar a ponte evitando esses perigos todos, a recepção dada pela donzela em perigo a ele mostra um pouco do que rolava após o "E foram felizes para sempre" dos contos de fada.

6- Lady in Wading (Atari 2600)


Em uma atitude bem a frente de seu tempo, a PlayAround lançou versões de seus jogos voltada, prioritariamente, para o público feminino, onde os papéis eram invertidos e os jogos tinham até a mesma situação, mas protagonizados por mulheres.
"Lady in Wading" foi a versão gender switch de "Knight on the Town", onde o cavaleiro dava lugar a uma amazona tentando resgatar um príncipe na torre. 
As cenas pós "E viveram felizes para sempre" também estão presentes essa versão.

7- Cathouse Blues (Atari 2600)


A versão gender switch do jogo "Gigolo". Em "Cathouse Blues" um garoto de programa deve satisfazer sete mulheres diferentes, receber o pagamento da cliente certa, escapar dos policiais na rua e evitar casas com alarme.
Para quem tiver curiosidade, falamos do jogo "Gigolo" na outra postagem sobre jogos antigos impróprios para menores.

8- Lipstick.2- Joshi Gakusei Hen (NES)


"Lipstick" é uma série de jogos não- licenciados de quebra-cabeças de qualidade sofrível para o NES, sendo seu único apelo o fato de o quebra-cabeça (com arte tão sofrível quanto qualquer outra coisa nesse jogo) a ser montado ser de moças pin ups de 8 bits.
Apesar de colocarmos o segundo jogo da série aqui, de fato não faria diferença qual dos vários jogos da franquia escolher... são todos quase iguais. 
Inclusive chegam a repetir a tela de abertura...

A tela de abertura

9- Honey Peach- Mei Nu Quan (NES)


Um jogo de pedra-papel-ou-tesoura valendo roupas, lançado de forma não licenciada pela Sachen. É... não tem muito mais o que explicar aqui exceto que...

Às vezes você ganha...

... às vezes você perde.

10- Riana Rouge (PC)


Um jogo de aventura para PC que parece saído das páginas da revista de quadrinhos "Heavy Metal Magazine"! A playmate Gillian Bonner encarna o papel de uma tímida, porém corajosa, secretária que ao salvar uma colega de ser violentada pelo chefe é jogada por uma janela e acaba indo parar em um mundo fantástico, onde vive muitas aventuras, em todos os sentidos.
Nesse outro mundo, no lugar de uma secretária, a protagonista é uma guerreira que tenta resgatar uma amiga (a colega de trabalho) das garras de um ditador malévolo (seu chefe). Realmente, é bem "Heavy Metal Magazine" mesmo!



Uma curiosidade é que o jogo, lançado pela Black Dragon, foi um dos poucos jogos de PC a receber a tarja "Adults Only".

Lista fechada. É isso, pessoal. Comportem-se ao jogar e não comentem desses jogos nas festinhas de família. Até mais!

8 de nov. de 2020

Jogos Steam para Retrogamers #32

Micro-especial jogos de tabuleiro 2!

E eu prometo que depois de hoje vou ficar um bom tempo sem falar de jogos de tabuleiro aqui no blog!

SUGESTÃO #1

Se você está com saudades de jogar: "Backgammon" (Atari 2600)

Tente:  Backgammon Blitz 





Sinopse: Um jogo de gamão com um tutorial simples e detalhado para quem não sabe jogar, visual e trilha sonora caprichados e (como de praxe) possibilidade de jogar sozinho contra a máquina ou contra um player 2.

Eu, particularmente, achei melhor que a maioria dos aplicativos de Gamão para celular que conheço

SUGESTÃO #2

Se você está com saudades de jogar: "Othello" (NES)

Tente:  Othello Let's Go



Sinopse: Othello (ou Reversi), o jogo de peças brancas e pretas em um tabuleiro verde, em oito níveis de dificuldade, que de iniciante até muito experiente. 

O  jogo tem um visual simples e bonito e tem como atração extra dezenas de exercícios e problemas de Othello para vocé treinar e se aprimorar.  Como sempre, dá para jogar sozinho ( ideal quando se está ainda aprendendo) ou contra outro jogador.

E achei bem mais fácil, ou melhor, bem melhor calibrado e equilibrado que o de NES...


Como é apenas um micro especial, só esses dois jogos hoje.

E mais uma vez prometo ficar um bom tempo sem falar de jogos de tabuleiro! Sério!

Até breve e bom jogo a todos!

30 de out. de 2020

Jogos Steam para Retrogamers #31

 Duas dicas hoje, uma para a galera que gosta da emoção da aventura, outra para quem gosta de um desafio mental.

Ou podem ser duas para quem gosta de ambos.

Se você está com saudades de jogar: "Castlevania III: Dracula´s Curse" (NES); "Castlevania: Bloodlines" (Mega Drive); "Castlevania" (NES"; "Lord of Darkness" (Master System); "Super Castlevania IV" (SNES), "Frankenstein: The Monster Returns" (NES)

Tente: Bloodstained: Curse of the Moon 2


Sinopse: A contiuação do jogo retrô da franquia "Bloodstained", que manteve os mesmos gráficos estilo 8 bits e seus cenários multi-facetados com jogabilidade dos dias de hoje. O jogo segue as caçadas do espadachim amaldiçoado Zangetsu e traz novos guerreiros, como a exorcista Dominique, além de todo grupo que se formou no jogo anterior.
Se você gosta dos antigos jogos de "Castlevania", com certeza esse jogo vai te agradar muito! Recomendo bastante.

SUGESTÃO #2

Se você está com saudades de jogar:  "Shangai" (NES, Master System)

Tente: Mahjong


Sinopse:  O bom e velho mahjong solitaire, com 70 fases diferentes, vários cenários (alguns parecem que saíram de um filme de kung Fu) e peças para customizar ao design do jogo de acordo com seu gosto pessoal e uma trilha sonora zen. É muito legal e bem-feito, mas admito que acho o "Shangai" do Master System mais charmoso.


Pessoal, para quem curte dia das bruxas, boa diversão, para quem não curte, jogue "Mahjong" e deixe os outros se divertirem. Até a próxima e bom jogo a todos!




27 de out. de 2020

Mappy

 


Policiais comumente protagonizam jogos de videogame. Raramente suas contrapartes do mundo dos jogos se parecem com os do mundo real, mas ainda assim protagonizam. E dentre os que guardam menos semelhanças, o herói de "Mappy" é talvez o caso mais flagrante!

Lançado em 1984 no Japão pela Namco, "Mappy" é um jogo de plataforma de primeira fornada do NES que chegou ao console após sua estréia nos arcades, sendo posteriormente relançado para sistemas mais contemporâneos, individualmente ou em coletâneas.

História e Roteiro


Em "Mappy" um simpático e pouco belicoso ratinho membro da força policial deve recuperar os itens roubados pelo gato rechonchudo Goro e sua gangue, os Meowkies. Os gatunos (não resisti a usar esse termo) roubaram de pinturas valiosas até rádios e esconderam tudo em sua mansão (aliás, mais de uma... o negócio deles deve ser bem lucrativo), e agora cabe ao valente Mappy pegar tudo de volta enquanto pula por trampolins e plataformas das mansões, perseguido por Goro e seus capangas felinos.
Aliás, quem foi o arquiteto desse lugar? O cara tinha uma ideias bem exóticas de como uma mansão deve ser...
Um roteiro simples para um jogo simples, Apenas para dar um pretexto para a correria toda, mas ainda assim... até que é legal.

Gráficos


Gráficos bem simples, mas agradáveis aos olhos. Os sprites de Mappy e Goro são o maior destaque, sendo engraçados até hoje, mas os Meowkies não são ruins. O cenário é OK, mas pouquíssimo variado, com pouca coisa mudando exceto um detalhe aqui ou lá, como a presença de sinos na
os cantos dos telhados ou a disposição das portas. 
Os gráficos até que envelheceram bem para um jogo de 1984, na minha opinião.

Música e Efeitos Sonoros

A música é até legal, e quando digo A música é literal mesmo. O jogo possui apenas uma única música tocada fase após fase, ad infinitum... apesar de não ser de modo algum uma música ruim, é compreensível que ouvi-la ininterruptamente possa dar nos nervos de alguns.
O jogo não tem muitos efeitos sonoros, e os que tem são ao mesmo tempo simples e funcionais. Nada que faça trincar os dentes de nervoso.


Controles e Jogabilidade

Os controles são simples. Você controla para onde Mappy vai pelos direcionais e os botões A e B abrem as portas. Apenas isso.
E isso é uma das razões do estranhamento que pode se ter de início...  Mappy é um dos protagonistas mais limitados dos 8/16 bits. Ele sequer pode pular! Você só consegue fazê-lo saltar usando as várias camas elásticas espalhadas pelas fazes. Mappy também não tem nenhum tipo de ataque próprio, apenas podendo usar sinos ou as "power doors" (umas portas piscantes que aparecem em cada estágio) para acertar os gatos e também não dá para fazê-lo correr mais rápido.
Sim, é difícil entender como alguém deixou Mappy usar aquele uniforme e ganhar um distintivo.
Essas limitações todas do herói fazem com que alguém que esteja jogando o título pela primeira vez tenha um pouco de dificuldade, mas os controles respondem bem e não é difícil se acostumar com as escolhas de gameplay feitas pelos programadores.

Dificuldade




Para um arcade daquela época "Mappy" não é dos mais difíceis, depois que se pega o jeito.  O jogo vai de fato se tornando mais difícil conforme as fases vão se sucedendo, com mais Meowkies se juntando à caçada ao ratinho policial, mas é uma curva bem-feita, sem subidas abruptas.
Algo a se ficar atento é quando, ao se gastar muito tempo na fase, aparece "Hurry Up" na tela. O pior dos capangas de Goro, Gosenzo, aparece depois do segundo aviso para perseguir Mappy, e ele é bem mais difícil lidar com ele que com os Meowkies (ele pode acertar Mappy enquanto o ratinho está pulando em uma cama elástica, por exemplo).
Um último aviso sobre o Goro! Ele volta e meia se esconde atrás de um dos itens roubados. Pode encostar sem medo. Você recupera o item e ainda ganha 1000 pontos extras por descobrir o esconderijo do gato larápio.
O jogo é cheio de outros detalhes. As portas que brilham quanso abertas libeetam uma onda de choque que varre da tela todos os felinos que encontra (vale lembrar que a onda sempre seguirá para o lado da porta que tem a maçaneta) e os sinos que aparecem em alguns estágios podem ser derrubados sobre os seus perseguidores. Cuidado quando os trampolins ficarem vermelho escuro. No próximo pulo vão arrebentar. Em alguns momentos isso pode ser útil, em outros é morte certa. O chão brilhante que desaparece após Mappy passar por ele também pode ajudar ou prejudicar. Fique atento.
E por último, fique atento ao lado que as portas abrem. Elas podem golpear os ladrõezinhos, tonteando-os, ou você, facilitando que eles te alcancem.
O jogo não possui Power-Ups e Mappy morre ao menor encostão ou queda que não seja em uma cama elástica, mas ganha-se vidas a cada 70000 pontos. A cada três fases comuns aparece uma fase-bônus onde se estoura balões, ótima para ganhar pontos.


Comentário Final




"Mappy" ainda é um jogo que diverte, mesmo após tantos anos de seu lançamento. É um tanto datado, tem as características da sua época, mas de fato é divertido. Graças à sua simplicidade, "Mappy" é um daqueles jogos ideais para quando se quer jogar algo, mas se está sem cabeça ou vontade para algo mais complexo.
Seu maior defeito é a repetitividade, tanto de cenários quando do próprio jogo em si, o que vai fazer o jogador enjoar mais cedo ou mais tarde dessa infinita correria por pontos, já que "Mappy" não possuí um final propriamente dito e entra em looping após o level 15.

NOTA: 6,0

P.S: O nome do jogo vem de "mappu", um termo japonês levemente pejorativo usado para se referir a policiais.



23 de out. de 2020

Jogos Steam para Retrogamers #30

Micro-especial jogos de tabuleiro!

SUGESTÃO #1

Se você está com saudades de jogar:  "Super Igo: Go Ou" (SNES)

Tente: Ancient Go


Sinopse: Um jogo de Go, um dos mais populares jogos de tabuleiro no oriente, voltado para iniciantes.
Voêe pode jogar contra a máquina (em diferentes níveis de dificuldade) ou contra outros jogadores. O jogo possui tutoriais, opção de tabuleiro dos tamanhos tradicionais e, algo muito importate para quem está começando, o jogo indica visualmente elementos e posições d jogo, como o ko, facilitando o aprendizado.
Para quem tem vontade de aprender é uma ótima pedida!

SUGESTÃO #2

Se você está com saudades de jogar:  "Sega Chess" (Master System); "Chessmaster" (NES)

Tente: Chess Ultra


Sinopse: Um jogo de xadrez bonito, com opções para jogar contra o computador (10 níves de AI) ou contra outros jogadors em várias modalidaes (clássico, relâmpago, etc) inclusive em campeonatos. O jogo também traz 80 problemas quebra-cabeças e vários tutoriaispara você treinar, estudar e melhorar seu desempenho no xadrez.
Para quem se importa com essas coisas, também suporta 3D.

Só duas dicas hoje. Antes de ir vale a pena lebrar que até dia 26 de outubro é o Festival de Jogos de Mesa Digitais do Steam, com muitos jogos de tabuleiro em promoção (inclusive os dois acima). Bom jogo a todos e até logo.

21 de out. de 2020

Divagações Oldschool: "Deixa seu irmão jogar"

 


"Deixa seu irmão jogar". Na época de poucos bits, onde os save game eram raros e pouco confiáveis (quem já perdeu um save quase no final do jogo em "Shining Force II" e teve que recomeçar do zero levante a mão) essa era uma das frases que mais exasperavam os jogadores que ao mesmo tempo ocupavam o cargo de irmão mais velho em casa. Talvez fosse a frase que mais exasperava, seguida de perto pela afirmação descabida que videogame escangalhava a TV. E que videogame era coisa do capeta.
Os pais daquela época pareciam incapazes de compreender que os jogos eram difícieis e muitos deles, como "Gauntlet" ou "Alex Kidd in Miracle World", consideravelmete longos (e os que não eram longos pareciam ser que devido a dificuldade quase sempre exasperante da época) e que se você encerrasse a partida ali, naquele momento, para seu irmãozinho ou irmãzinha choraminguento(a) poder jogar e perder todas as vidas em menos de cinco minutos, teria que começar tudo de novo, desde o início e sem garantias que chegaria tão longe, já que muitas vezes se alcançava os últimos estágios mais por um golpe de sorte do que qualquer outra coisa.
Parecia uma maldição... muitos amigos e colegas de classe da época relatam situações bem semelhantes: você estava longe em um jogo complicado e lá vinha seu seu irmãozinho(a), de 3 a 5 anos mais novo(a), em média, começar a ladainha... "Deixa eu jogar", "Você já está jogando a um tempão", "Eu ainda não joguei", "É a minha vez"...
Depois de ser ignorado ou enxotado aos berros, o irmão ou irmã mais novo(a) em geral ia atrás de um dos pais (a mãe, na maioria dos casos, mas nem sempre) e contava uma versão distorcida da história, de que o irmão mais velho não deixava ele jogar, que o irmão disse que ia ser a vez dele e não deixou ele jogar, coisas assim.
Aí vinha um de seus genitores na porta da sala (ou do quarto, para os felizardos que conseguiam ter uma TV para uso exclusivo naqueles tempos onde não era raro só se ter a "televisão da casa") e começava a mesma repetição das frases do irmão/irmã mais novo(a), mas agora revestidas com autoridade e/ou finalizadas com ameaças: "Deixa seu irmão jogar um pouquinho", "Daqui a pouco ele perde e você volta a jogar", etc.
Você tentava explicar o quanto isso te atrapalharia, mas era em vão. Era algo semelhante a tentar encaixar o cubo no buraco triangular daqueles brinquedos educativos...  Se você se mostrasse muitas vezes recalcitrante vinha o infame "então vou desligar esse videogame e ninguém mais vai jogar". 
E lá se ia sabe-se lá quanto tempo de jogo ralo abaixo. E tudo para seu irmão ou irmã cair no primeiro buraco da fase por não conseguir apertar o botão no momento certo.
Passei por isso, como quase todos os outros. A vez que mais me irritou, a ponto de até hoje estar gravada na minha memória, foi quando eu estava indo muito bem naquele "Teenage Mutant Ninja Turtles" da Konami para NES (maldito seja quem inventou de colocar aquele labirinto de algas marinhas que dão choque no jogo). Eu estava com três das minhas quatro tartarugas ainda vivas (se não ,me engano tinha perdido apenas o Rafael), havia conseguido passar pelas algas elétricas desgraçadas e estava em um trecho que nunca tinha chegado antes quando meu irmão chegou sei lá de onde só para pedir para jogar. 
Neguei, logicamente e solicitei delicadamente (ou talvez nem tanto assim) que ele não enchesse o saco. Meu irmão foi reclamar com minha mãe, a qual fez o discurso padrão daquela situação. Expliquei e tornei a explicar, ressaltando o quanto era difícil passar pelas algas (de novo, maldito seja o infeliz que pôs aquilo no jogo), mas aí veio o argumento pseudo-conciliativo de "seu irmão não joga tão bem quanto você... ele não vai demorar, aí você volta a jogar". Irritado, respondi que não queria jogar mais nada e apertei o botão RESET. Minha mãe reclamou da minha resposta, enquanto meu irmão se apoderava do controle. Emburrado, saí da sala e fui para meu quarto, ler pela vigésima vez algum dos meus gibis.
Não deu dez minutos, minha mãe abriu a porta, avisando que meu irmão já havia terminado a vez dele e falando para eu voltar a jogar. No melhor do mau humor juvenil, respondi que não queria jogar coisa nenhuma. Minha mãe ainda tentou contemporizar, mas eu estava realmente irritado daquela vez e neguei-me a voltar jogar. A fita era emprestada e não alugada... o espaço de tempo que eu a teria para jogar era maior, então pude me dar ao luxo de cruzar os braços e fazer cara feia no lugar de voltar a segurar o controle. Minha mãe terminou por se aborrecer  e depois de uma bronca, deixou-me sozinho com minha pilha de revistas em quadrinhos. E de fato não joguei mais videogame naquela noite, em protesto pela partida perdida (ou por pirraça, como minha mãe declarou).
Olhando hoje em dia, é claro que (justificadamente) parece um grande exagero, mas quem foi um irmão ou irmã mais velho(a) nos anos 90, e gostava de videogame, vai compreender. 
E se você que está lendo esse texto agora era o/a caçula naquela época, vá e peça desculpas para seu irmão ou irmã.