27 de jan de 2014

Ghostbusters 2



Faz uns 20 anos que joguei esse jogo... deve ter sido em 1992 que peguei ele emprestado com um colega que morava na mesma rua que eu. Sim... Tenho quase certeza de que foi em 1992 que joguei (e quase venci!) "Ghostbusters 2".

Naquela época praticamente todo mundo que eu conheço que possuía um Phanton System tinha o cartucho do jogo "Ghostbusters", já que ele acompanhava o videogame. Não era um grande jogo, não era mesmo, mas também convenhamos... também não era a abominação que tanto se fala por aí. Contudo, inndependente de "Ghostbusters" ser mais ou menos ruim do que sua inglória fama, é indubitável que a sequencia foi muito melhor!

Lançado em 1990 pela Activision, famosa produtora de jogos do Atari no passado e de sucessos atuais como "Call of Duty" (jogo que detesto, diga-se de passagem), "Ghostbusters 2" seguia de perto a história do segundo filme da franquia e, ao contrário da maioria dos jogos inspirados em filme, conseguiu algum sucesso em ser fiel a película e ao mesmo tempo ser palatável o suficiente para ser jogado. Nada excepcional, apenas o suficiente.



História e roteiro




Basicamente a mesma do filme. Um antigo lorde feiticeiro dos Cárpatos, Vigo, cujo espírito se encontrava em um quadro recebido por um museu de Nova York. O espírito do antigo tirano tenta tomar o corpo de uma criança para renascer e reconquistar seu poder. O quarteto de caçadores de fantasmas tenta impedir que Vigo tenha sucesso e salvar o bebê, a cidade e a sí mesmos, não necessariamente nessa ordem.

Gráficos

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Não são o ponto forte do jogo. São fracos, mesmo em se levando em consideração as limitações do NES. Os sprites dos caça-fantasmas são bem simples, assim como os dos oponentes. Os cenários são medianos, assim como os gráficos das cenas do carro e da Estátua da Liberdade.
A exceção fica para as cenas da abertura, que são bem feitas e legais!

Música e Efeitos Sonoros

A famosa música tema dos filmes está presente o jogo inteiro. A capacidade técnica do NES comprometia um pouco, mas ainda assim era muito legal se aventurar pelas fases embalado pelo tema de "Ghostbusters".
Os efeitos sonoros cumpriam sua função, sem serem excepcionais.

Controles e jogabilidade

A jogabilidade não era problema. Os comandos respondiam bem. Quanto aos controles, veio a tona uma das principais limitações do NES: ter apenas dois botões.
Isso trouxe uma complicação séria nesse jogo, fazendo com que "Ghostbusters 2" NÃO tivesse "Pause"! Ir ao banheiro durante esse jogo? Nem pensar! O botão Start era usado para lançar a armadilha para capturar fantasmas, enquanto o botão A saltava e o B disparava a arma. Para variar um pouco, o botão Select era inútil. Por que não colocaram o botão select para disparar a armadilha? Não faço a menor idéia... Reclame com o pessoal da Activision... aproveite e também reclame que todos os jogos da série " Call of Duty" são a mesma coisa...

Dificuldade

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Bem difícil, mas nada tão fora do padrão da época. Era possível ganhar vidas coletando 20 símbolos do filme "Ghostbuster 2" e elas eram realmente necessárias, acredite...
Cheguei quase no final e realmente não venci devido as minhas limitações como jogador mesmo. O que mais atrapalhava era que o jogo tinha limite de tempo (marcado no canto esquerdo da tela por um relógio de aparência antiga) e não existir função Pause.

Existem uns poucos itens para serem coletados e te auxiliar a mandar Vigo de volta para limbo de uma vez por todas:

  • Símbolos Ghostbusters II: Colete 20 para ganhar uma vida. Aparece em todos os levels. Pegue-os. Você vai precisar.
  • Marcadores verdes: Upgrade na arma. Apenas levels 2 e 4.
  • Marcadores Laranja: Bomba. Destrói todos os inimigos na tela. Apenas encontrado no Level 2
  • Tocha verde: Ativa a mira da arma- padrão.Apenas levels 6 e 7.
  • Livro verde: Bomba. Destrói todos os inimigos da tela. Também coleta os itens que estiverem na tela. Apenas levels 6 e 7.

Comentário Final

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É apenas mais um dos jogos de ação/ aventura estilo plataforma do NES. Não é excepcional...não é ruim....
Poderia ter sido melhor? Poderia. Em 1990 já se tinha capacidade para produzir gráficos bem melhores, mas ainda assim rende umas boas horas de diversão para aqueles, como eu, que são fãs de jogos plataforma em 2D. Na época lembro de ter me divertido bastante com esse jogo. Recomendado para retrogamers, fãs de jogos estilo plataforma e fãs incondicionais da franquia "Ghostbusters".

NOTA: 6,0

2 comentários:

  1. Sem pause, mas, atualmente, os emuladores têm saves, então, quem sabe, um dia eu posso vir a conhecer o game (rs)...

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  2. Os emuladores realmente cumprem um papel muito bom na divulgação de jogos antigos para a galera mais nova. pena que as empresas parecem não se tocar disso.

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