12 de jul. de 2018

Divagações Oldschool - A pior capa de jogo oldschool que me vem a cabeça



Nesses anos todos jogando já vi algumas capas de jogos que pareciam verdadeiras obras de arte, como a capa de "Gauntlet" feita pela Tengen  para o lançamento no NES ou a original japonesa de "Phantasy Star IV: The End of the Millennium"; já vi muitas outras bastante genéricas e esquecíveis, em especial aquelas lançadas para jogos do NES nos EUA lá pelo final dos anos 80 e que usavam fragmentos dos  próprios jogos nas ilustrações, como em "Super Mario Bros" ou "Kid Icarus"; e também vi algumas que francamente eram de doer os olhos... a capa norte- americana do primeiro "Mega Man" é de queimar a retina de tão atroz, mas se eu tiver que escolher alguma como a pior de todas seria... "Phalanx" do SNES.
"Phalanx" foi apenas mais um SHMUP entre as toneladas lançadas na época, e sendo um jogo bem "mais-ou-menos", seu destino provável teria sido o semi-esquecimento, ocasionalmente quebrado por um ou outro jogador nostálgico ou fanático pelo gênero. TERIA sido... não foi... e por razões nada louváveis... a box art do lançamento norte- americano de "Phalanx" é uma das mais toscas, das mais non sense, das mais ridículas já feitas... uma das mais... bom... das mais ISSO:



Falando sério... o que é ISSO? "Phalanx" era um SHMUP de ficção científica cujo enredo parecia saído um OVA japonês distribuído pela U.S Mangá... e a capa do jogo tem um velho caipira tocador de banjo com cara de que bebe whisky caseiro, com uma navezinha mal feita voando ao fundo? Qual o sentido disso? Aliás... tem algum? Ao ver aquilo minha reação foi estilo "Mas que p*rr* é essa?" e a impressão que tive foi que basicamente a equipe de design estava sem inspiração e rolou algo assim naquele dia:

- CHEFE: "O prazo era até hoje... Ah... bota qualquer coisa aí...dane-se..."
- ALGUÉM:"Que tal uma foto do meu tio Cletus tocando banjo na festa do primo Otis?"
- CHEFE: "Perfeito!"
- OUTRO ALGUÉM: "Mas é um jogo de nave espacial... posso colocar uma nave no fundo?"
-CHEFE: "Você sabe desenhar uma nave?"
-OUTRO ALGUÉM: "não..."
- CHEFE: "Perfeito!"

Teria sido isso? Não... não pode ser... Tentando encontrar uma explicação minimamente coerente cheguei a cogitar que "Phalanx" era um daqueles jogos que a história era contada por alguém depois dela ter acontecido... de repente o coroa do banjo era um colono de algum planeta que foi salvo pelo piloto da nave quando jovem e agora, décadas depois, cantava a heroica epopeia espacial para um monte de pirralhos aglomerados ao seu redor. Porque um colono de um planeta longínquo em futuro distante estaria vestido como um caipira pé-de-serra estadunidense do século XX eu não consegui imaginar uma explicação cabível, entretanto. Não... o jogo não tinha nada desse tipo... não é uma "aventura narrada" nem nada parecido. Só sobrou  a hipótese da foto do tio Cletus mesmo...
Sim, sim... é claro que não foi bem assim... eu sei que não foi, mas foi quase. Sim... quase.
Anos depois, provavelmente cansados de tanto ouvir chacotas e de ver seu trabalho em todas as listas de "Piores Capas de Jogos de Videogame de todos os Tempos", os responsáveis pelo box art norte- americano de "Phalanx" explicaram publicamente as razões que motivaram tal escolha bizarra: o jogo era apenas mais um jogo de nave que chegava aos EUA e em si não possuía nenhum diferencial... uma capa com uma nave em alta velocidade atirando nos oponentes seria a escolha mais óbvia, mas aí, pensou a equipe da agência, "Phalanx" cairia no mesmo bolo de dezenas de SHMUPs derramados aos quilos nas lojas e locadoras e passaria despercebido. Resolveram inovar, com uma arte propositalmente disparatada para chamar a atenção dos jogadores, fazendo que eles adquirissem ou alugassem o jogo para tentar entender qual a relação daquilo tudo... 
Ideia original, de fato... arriscada... e com um resultado sofrível... "Phalanx" acabou como um daqueles jogos que ficavam na última prateleira na locadora e que você só alugava naqueles sábados em que chegava na loja 5 minutos antes dela fechar porque teus pais haviam te levado para passar o dia na casa da tia Gerusa do outro lado da cidade e tudo de legal já tinha sido alugado.
"Era melhor terem lançado com a capa original" provavelmente muita gente pensou. Faz todo o sentido. Em geral as capas japonesas são bem bonitas, mas aí entra o pior da história (se for possível ter um pior em uma história como essa)... "Phalanx" é um jogo tão azarado que a capa original também consegue ser bizarra... em uma olhada rápida, nada demais... é só uma nave... mas aí se olha com mais atenção e... a nave tem um formato um tanto... peculiar...



OK... vamos falar claramente... a nave parece um pênis. E quando você olha o corpo da nave e vê que tem duas protuberâncias arredondadas em cada lado daquela arma tão... fálica... é inevitável... parece um par de testículos... a maldita nave parece um pênis metálico solto no espaço. 
No lançamento de "Phalanx" na Europa optou-se por usar a capa original como base, só alterando uns detalhes no formato, e não a do senhor barbudo do banjo e...francamente? Não sei se foi uma boa escolha... de verdade... não sei dizer o que é pior... os lançamentos europeus tiveram tantas capas próprias... por que não dessa vez? Custava ter feito uma capa própria, caramba? Justo nesse jogo nascido sob uma estrela tão zoada resolvem usar a original? Deve ter sido de sacanagem... só pode!
Bem ou mal... o jogo é lembrado até hoje, ao contrário de outros SHMUPs de SNES bem razoáveis da época, como "Cybernator" ... o problema é encontrar alguém que o tenha jogado e não apenas dado risada da capa... O jogo nem é ruim... dá para jogar, mas aquelas capas desanimam... eu sei... não se deve julgar um livro pela capa mas... olhe a box art de "Phalanx" e diga isso em voz alta. Te desafio.

P.S: E afinal quem é o velhote do banjo? Era mesmo o tio Cletus lá do interior do Nebraska? Não... era Bertil Valley, dono de uma empresa de construção e Papai Noel voluntário nas horas vagas. Bertil faleceu em 2004, 13 anos após "Phalanx" ser lançado para o SNES e (de certa forma...) imortalizá-lo. Descanse em paz, tocador de banjo das estrelas.




10 de jul. de 2018

Fifa International Soccer




A copa do mundo de 2018 vem chegando ao seu fim. Brasil não levou nada, Neymar caiu e apanhou, e o resto, bem...é o resto.

Mas a Fifa não poderia encerrar a copa do mundo sem que nós do OSD falassemos sobre o primeiro game de futebol da Fifa.

Fifa International Soccer desenvolvida pela:

E-A-SPORTS CHENEGUEIN

Resultado de imagem para ea sports cheneguein
Realmente...não dá pra resistir...

Fifa International Soccer, ou como é mais conhecido no Brasil, Fifa 94 (Por causa do Fifa que foi lançado após esse, chamado de Fifa 95 e apesar de sido lançado em 1993).
É o primeiro jogo de futebol da multimilionária serie Fifa Soccer, com partidas bidimensionais e visão isométrica.

Basicamente não se tem clubes para escolher, apenas seleções, e como se imaginar, ainda não usavam nomes reais dos jogadores, assim, como em International Super Star Soccer....DELUXE tínhamos Allejo, em Fifa Soccer tínhamos o craque Brasileiro Janco Tianno!



Apesar de parecer ser apenas mais um jogo de futebol, Fifa International Soccer trouxe bastantes novidades para o gênero.

No modo de jogo das partidas, tudo a mesma coisa. Consegue se jogar em modo de Amistoso (Exhibition), consegue criar um torneio mundial com até 8 amigos para escolher suas seleções.
Tem o modo de Playoffs ou seja, já começa jogando o mata-mata e por último o modo de Liga.
Todos esses modos de campeonatos, pode ser jogado com até 8 jogadores, cada um esperando a sua partida.

A novidade dita acima vem por conta do tipo de campo que dá para escolher, com grama natural ou grama artificial e também o clima, que pode ser Quente, Seco, úmido, chuvoso (campo encharcado). Cada uma dessa escolhas influencia na partida, por exemplo no tempo quente os jogadores se cansam mais rápido, no chuvoso a bola dificilmente rola o campo, no úmido a bola corre bastante.
Outra coisa legal é o barulho da torcida. Não é um som constante. A torcida alterna os gritos de acordo com o andar da partida com cantorias ou até marasmo. E também aqueles momentos de tensão com chutes a gol e defesas do goleiro.

As músicas dos menus do jogo também são muito boas e bem empolgantes.
Os detalhes envoltos da partida também são muito bons.
Antes de cada partida, joga se o cara ou coroa para escolher a bola ou o lado do campo.


A cada gol feito, um painel de comemoração diferente aparece na tela, após o jogador que fez o gol correr para o canto do campo.




Mas melhor ainda é quando fazemos uma falta grave e corremos do juiz, que não consegue aplicar o cartão!



Tudo isso é muito bom, muito legal, até o mesmo ser jogado de fato.
Esqueça as jogadas de efeito e os belos passes. A jogabilidade é muito ruim. A partida de futebol mais parece um jogo de futebol de crianças, onde a correria impera, os carrinhos e faltas comem solto e só consegue desenrolar a partida com chutões para a frente até chegar nos pés do artilheiro.
Basicamente é um jogo que quem ganha é quem mais sorte e o melhor goleiro.

Incrivelmente de maneira irritante o computador consegue fazer jogadas boa com passes e táticas, mas o ser humano, não vai conseguir. Estamos tentando.



Fifa International Soccer é um jogo nostálgico, por ser o primeiro Fifa, e até um pouco divertido. Mas a jogabilidade traz uma irritabilidade maior do que a diversão. Não é nada legal jogar com o Brasil ganhando de 6x0 e ver o Catar conseguir chegar a 6x5 em poucos lances.

E por fim...


E talvez eu esteja errado, mas que eu me lembre, pelo belo poder de processador do MegaDrive, acho que o Fifa Soccer 94 é o primeiro jogo em que podemos ouvir o famoso:



Nota: 6.0

6 de jul. de 2018

Ducktales 2


O mundo dos videogames tem umas peculiaridades engraçadas... por exemplo, algumas vezes uma continuação de um jogo traz tudo que o primeiro tinha de bom e ainda acrescenta mais algumas coisas, faz tudo certo e simplesmente... não é tão legal quanto seu predecessor.
Isso não significa que seja um jogo ruim.... podem ser jogos até muito bons, levanto em consideração exclusivamente o jogo per si e seus méritos individuais, mas... o primeiro ainda é melhor. É o caso de "Ducktales 2", lançado pela Capcom em 1993, quatro anos após aquele que originou a franquia.

História e Roteiro


Assim como o primeiro jogo, o roteiro de "Ducktales 2" é tipicamente "Ducktales", bem "tiopatinhesco" mesmo: O velho milionário emplumado e seus sobrinhos encontram no porão um fragmento de um mapa que leva (obviamente) a um tesouro fabuloso, o tesouro perdido dos McDuck! 
Como nada vem fácil na época de poucos bits, o criador do mapa, o velho Angus McDuck, dividiu-o em vários pedaços e os espalhou por todo canto  do mundo... Egito, um castelo assombrado controlado por um feiticeiro na Escócia, nas Cataratas do Niágara, no Triângulo das Bermudas e até na terra perdida de Mu (não tão perdida assim para o cara ter ido esconder um fragmento do mapa lá, aliás). Tio, sobrinhos e amigos partem para a caçada.
Para aproveitar a viagem, enquanto busca reunir o mapa completo, Tio Patinhas deve buscar um tesouro especial e único, presente em cada um dos locais- afinal, quanto mais tesouros, melhor. Obviamente, Tio Patinhas não é o único atrás do tesouro perdido dos McDuck: Pão-Duro McMônei (Flintheart Glomgold no original) também quer o tesouro para si e fará tudo para evitar que seu rival tenha sucesso. Se não fosse assim, não teria tanta graça.
Jogadores mais novos podem criticar a simplicidade do tema, mas qualquer um que conheça (e goste) tanto da série de TV quanto dos quadrinhos vai concordar que é bastante fiel ao espírito de "Ducktales" e que funciona bem no que se propõe a ser: diversão sem compromisso. É isso que realmente importa.

Gráficos


Os gráficos seguem o estilo do primeiro jogo, apenas levemente mais atualizados devido a diferença de quatro anos entre um e outro. São muito bons, com cenários detalhados e personagens com sprites bem legais, em especial os chefes de fase que receberam um capricho a mais. Acho que o ponto fraco do jogo nesse quesito é a cena do Capitão Boing dando uma carona para o tio Patinhas de volta para Patópolis, caso você aceite o convite ao encontrá-lo nas fases, a qual poderia ser um pouco mais bem feita. Não é ruim de fato, mas poderia ser melhor.

Música e Efeitos Sonoros


As músicas são boas e encaixam bem nos cenários, mas"Ducktales 2" não possui nenhuma música realmente marcante como "The Moon" do primeiro jogo. O destaque, em minha opinião pessoal, é a música da fase da Escócia/ Scotland, bem divertida de se ouvir.
Os efeitos sonoros são bom, combinam bem com os momentos onde são usados e deixam o jogo ainda mais bem acabado. Nesse ponto não fica nada a dever para o jogo de 1989.

Controles e Jogabilidade

Mantendo a qualidade da franquia, "Ducktales 2" tem uma jogabilidade bem acima da média, bastante afinada. Algumas novidades foram incluídas nos movimentos do Tio Patinhas, como a possibilidade de puxar coisas ou acionar alavancas e mecanismos (inclusive canhões!), o que deixam o jogo mais dinâmico e foram um ótimo acréscimo.

Dificuldade


"Ducktales 2" é um tanto mais difícil que o primeiro jogo da franquia, mas ainda está abaixo da dificuldade média dos jogos de 8 bits que jogávamos na época. 
Os chefes são o típico caso de aprender os padrões e atacar na hora certa. 
Algumas fases precisam de alguns equipamentos especiais que o professor Pardal fornece para o Tio Patinhas, e portanto, podem ter que ser visitadas mais de uma vez, tanto um tom menos linear para o jogo. 
Uma novidade que "Ducktales 2" trouxe é que agora existe uma loja/ shop que pode ser viditada entre os estágios, com itens e power- ups úteis a venda, como o bolo ( que pode ser levado e usado uma vez durante a fase para recuperar energia) ou o cofre (que evita que o dinheiro acumulado na fase seja zerado caso o jogador perca uma vida).
Os poucos puzzles presentes no jogo (em especial na fase do Egito) não são nada impossíveis de se resolver, assim como os fragmentos do mapa não são difíceis de serem encontrados, exceto o pedaço da fase das Cataratas do Niágara, que pode facilmente passar batido e é realmente chatinho de se achar. Recomendo ler o manual todo, em especial as últimas páginas, porque o que dizem lá pode ser útil para achar esse pedaço específico. 
Lembre-se que o jogo possui dois finais! Embora nenhum dos dois seja "ruim" de fato, o final "verdadeiro" é aquele onde se encontra o tesouro perdido dos McDuck, e para isso é obrigatório ter o mapa completo! Se faltar um único pedaço, você verá o final "falso".

Comentário Final


"Ducktales 2" é um divertido. Um daqueles jogos de aventura estilo plataforma que fazem você entender porque esse gênero foi tão popular nos anos 90. Tem bastante exploração e o ritmo certo, somado a bons gráficos e música, contudo seus cenários não são tão divertidos de se atravessar quanto o primeiro e a sensação geral que fica é que "Ducktales 2" é um bom jogo ofuscado pelo sucesso de seu antecessor. Não deixa, entretanto, de ser um jogo bastante recomendável, tanto para jogadores antigos quanto novos, que apreciem esse gênero. Vale a pena conhecer.

NOTA: 8,5


2 de jul. de 2018

Dicas OSD- Como habilitar o viking Olaf como piloto em "Rock N' Roll Racing"


Personagens secretos são sempre uma atração a mais nos jogos. E quando o personagem secreto já é um personagem querido vindo de outra franquia? Nesse caso... Aí pode dar muito certo, ou ser um troço tosco ao extremo... Olaf the Stout, um dos lost vikings, como piloto secreto no jogaço de corrida "Rock N Roll Racing"? Com certeza se encaixa na primeira opção!

Mas... como podemos tirar Olaf de sua vida de farra, bebida e massacres diários no Valhala e coloca-lo para correr em planetas dos quatro cantos do universo? Até que é bem simples, talvez por Olaf já ter alguma experiência em viagens espaciais:

* CASO VOCÊ TENHA UM SNES:

Digite T5D7 HQPVSWJ! como password.

* CASO VOCÊ TENHA UM MEGA DRIVE:

Na tela de seleção de personagem faça a seguinte sequência: CIMA, DIREITA, CIMA, DIREITA, BAIXO, ESQUERDA, BAIXO ESQUERDA, DIREITA.

* CASO VOCÊ TENHA UM GAME BOY ADVANCED:

Na tela de seleção de personagem "ilumine" (aponte o personagem para seleção, mas não aperte o botão que oficializa a escolha) o corredor Tarquinn, e então aperte L+ R+ Select e aperte DIREITA.

Mesmo quando dá um pouco mais de trabalho, como no Mega Drive, vale a pena. Olaf é um ótimo corredor. Experimente e depois diga o que achou nos comentários! Bom jogo a todos!

30 de jun. de 2018

10 jogos oldschool baseados nos vikings e na mitologia nórdica

Muita gente gosta dos vikings e das lendas de sua mitologia, embora poucos saibam que eles não usavam chifres nos capacetes. Com ou sem chifres, os vikings e suas sagas, deuses brigões ou traiçoeiros, gigantes do gelo, lobos gigantes, anões ferreiros criadores de armas mágicas, além do sempre ameaçador ragnarök, não podiam faltar no mundo dos videogames.
Desde plataformas das antigas até lançamentos recentes, seja de desenvolvedores indies-quase-desconhecidos ou dos grandes estúdios, os vikings estão sempre em voga, em aventuras que variam de cartunescas e engraçadas até bem sombrias e sangrentas, mas sempre épicas e com muita ação. Nós do OSD separamos 10 jogos, tanto antigos quanto retrô, que buscaram inspiração na velha Escandinávia e ajudar você a realizar seu sonho secreto de ser um rufião barbudo bebedor de hidromel que navega em um barco de madeira com uma cabeça de dragão esculpido na proa.

1- The Lost Vikings (SNES, Mega Drive, PC, Game Boy Advance)


Um dos jogos plataforma mais criativos dos anos 90, misturando ação com puzzles em um enredo muito doido: Três vikings são sequestrados por um disco voador para serem exibidos como atrações em um zoológico espacial. Para tentar levar o trio de volta para seu acolhedor lar gelado, o jogador deve revezar entre os três personagens e usar as habilidades especiais de cada um dos três vikings , Olaf, Erik e Baleog, para superar os diferentes desafios ou inimigos de cada fase.
O jogo rendeu uma continuação, "The Lost Vikings 2" (também chamado "Lost Vikings 2: Norse by Norsewest", ou ainda "Norse by Norsewest: The Return of the Lost Vikings"), lançado para SNES, PC, Playstation e Sega Saturn, e ainda por cima um dos vikings, Olaf the Stout, aparece como personagem secreto no jogo de corrida "Rock N' Roll Racing".

2-  Seven Kingdoms- Ancient Adversaries (PC)


Um jogo de estratégia que pega sete culturas de diferentes épocas e regiões, entre elas os vikings, e os joga em um tempo perdido de deuses e monstros para que se matem mutuamente em busca do domínio do mundo- talvez com um pouco de comércio e diplomacia aqui e ali para variar um pouco. Cada um dos sete povos tem suas próprias especificidades, unidades específicas e seu deus padroeiro particular, tendo portanto pontos fortes e fracos. Se você sempre quis ver uma briga entre um viking e um guerreiro zulu ou samurai japonês, essa é a sua chance.

3- Age of Mythology (PC)


Eu sei que já citei "Age of Mythology" no post sobre jogos inspirados na mitologia grega e que a proeminência do jogo é dos gregos, mas a terceira parte do jogo se passa na terra dos vikings, os nórdicos tomam parte integral na luta e Loki, como sempre, tem um par de dedos na trama toda. E tem krakens e gigantes do gelo também. E o Mjölnir!

4-Rune (PC)



Um jogo de ação em terceira pessoa com um clima sombrio e pesado, onde o jovem guerreiro Ragnar tenta frustrar os planos do deus Loki de destruir as sagradas runestones e assim iniciar o ragnarok (o crepúsculo dos deuses e fim do mundo para os vikings, não necessariamente nessa ordem). O jogo tem boa variedade de armas, divididas em machados, espadas e martelos/ maças, poderes concedidos pelos deuses e lutas encarniçadas contra inimigos que vão desde peixes devoradores de homens até anões ou outros vikings, tudo em cenários escuros e lúgubres, incluindo um não muito agradável passeio por Helheim, o reino dos mortos viking, governado por Hel (ou Hela), filha de Loki com uma gigante, Angurboda. Você não coloca seu nome nas sagas passeando no parque, ora...

5- Volgarr the Viking (PC)



Odin traz de volta o guerreiro Volgarr porque, aparentemente, ninguém mais tem capacidade para derrotar Fafnir, o anão malévolo. Divirta-se trucidando homens- lagarto, zumbis, esqueletos & cia e prepare seu estoque de palavrões para as dezenas de mortes que te aguardam em um jogo bastante difícil que parece ter sido programado por Loki em pessoa.

6- Cultures: Northland (PC)



Loki (sempre ele...) tanto aprontou que os outros deuses o puseram para fora de Asgard. Incorfomado por ter sido chutado porta afora, Loki agora planeja entrar sorrateiramente em Asgard e vingar-se de Odin. Quatro heróis, Bjarni, Cyra, o sarraceno Hatschi e Sigurd, o Franco, cada um com suas próprias contas a acertar com Loki tentam frustrar os planos do trapaceiro enquanto dão uma forcinha para que povoados cresçam até virarem uma cidade grande digna de aparecer nos mapas nesse jogo de estratégia + construção e gerenciamento de cidades com simpáticos gráficos cartunescos.

7- God of Thunder (PC)


Misture o Edda com "The Legend of Zelda" e o que você tem? "God of Thunder", um jogo originalmente shareware onde você guia Thor, o deus do trovão, em sua jornada para recuperar Midgard para Odin, seu pai, que, enquanto dormia, teve o território roubado por Loki (isso já está ficando chato). O jogo mistura solução de puzzles, arremessos de martelo, humor pastelão, referências a cultura pop- nerd e pitadas de RPG em um joguinho simpático e despretensioso.

8- King's Bounty: Warriors of the North (PC)


Um jogo da franquia cult "King's Bouty" (que mistura RPG com adventure, combates estilo tactics e humor infame) passado nas Terras Vikings do continente de Endoria, onde Olaf, filho do "konung of the northlings" (seja lá o que isso for), dedica sua vida a combater a infestação de mortos- vivos que se alastrou pelas terras do norte. Sua luta contra a necromancia acabá por levar Olaf até o próprio  reino de Darion, o coração de Endoria. Vikings realmente gostam de viajar, pelo jeito...

9- Prophecy I: The Viking Child (PC, Game Boy)


Um jogo plataforma onde Brian, um menino viking, foi enviado por seu mestre para coletar ervas (demostrando que para os vikings enviar um moleque sozinho no meio de uma floresta infestado de lobos e ursos para catar um punhado de mato não tem nada demais) e, ao voltar, encontra sua vila destruída. Seus pais e todos os demais habitantes estão desaparecidos e apenas após Odin aparecer é que Brian entende o que aconteceu: Loki (cara... sério... você não tem mais o que fazer?) arruinou a vila com um vento infernal e aprisionou todos os moradores dentro das muralhas do Valhala. Agora Brian deve derrotar Loki para resgatar seus amigos, mas não sem antes derrotar oito aprendizes do trapaceiro (e agora ainda vem em bando... desgraça nunca vem sozinha mesmo).

10- Thorgal: Curse of Atlantis (PC)



Também conhecido como "Thorgal: The Curse of Odin", o jogo é um adventure baseado nos quadrinhos belgas "Thorgal", os quais misturam mitologia nórdica e ficção científica: Thorgal é um guerreiro criado pelos vikings, mas originalmente o filho de um capitão de uma nave espacial a qual viajava até à Terra em busca de fontes de energia e único sobrevivente do acidente que a destruiu, sendo que tais viajantes do espaço possuem ligação com a Atlântida. Um pouco confuso, eu sei, mas a série de HQ é boa.
No jogo de computador, que tem muito elementos tirados dos quadrinhos, Thorgal descobre um artefato mágico que o permite ver o futuro, e acaba vislumbrando um onde seu filho morre. Thorgal agora tenta a todo custo alterar o próprio futuro e salvar seu filho.

Se toda saga tem um fim, com essa lista não poderia ser diferente. Até a próxima, bom jogo e não esqueça de sempre perder suas vidas lutando para poder ir para o Valhala.

Menção honrosa: StormLord (Mega Drive)



Um jogo de plataforma pouco lembrado, onde o Stormlord deve salvar um punhado de fadas semi-nuas aprisionadas por uma maligna rainha das sombras e evitar que sua terra mágica seja conquistada pela sombria soberana. Embora não seja dito com todas as letras que o Stormord do título seja o deus do trovão viking, o jogo visualmente tem muitos elementos que lembram a cultura nórdica, com caldeirões espalhados pelo cenário e um herói que parece a mistura de Odin com Thor.

26 de jun. de 2018

Jogos no Steam para Retrogamers #15

Para você que não vê graça em nenhum jogo da seleção brasileira que não tenha o Allejo escalado, lá vão mais algumas pequenas pequenas dicas para você se trancar no quarto e jogar enquanto seu tio bêbado grita "Brasil!" a cada lateral cobrado pela seleção e seu irmão mais novo fica soprando aquela maldita corneta como se fosse o arauto do fim do mundo, com toda a família vestida de amarelo reunida na sala vendo mais uma vez a estrela (cadente?) do time se jogar no chão tentando cavar uma falta.

SUGESTÃO #1

Se você está com saudades de jogar: Ghouls'n' Ghosts (Master System. Mega Drive); Ghouls'n' Goblins (NES); Super Ghouls'n Ghosts (SNES); Dragon Buster (NES); Profecy 1: The Viking Child (Game Boy); Stormlord (Mega Drive)

Tente: Ghoulboy


Sinopse: Um jogo de aventura estilo plataforma jogo você controla o filho e o aprendiz de um grande matador de monstros, um garoto tão talentoso que já está até sendo conhecido como "Ghoulboy" pelos quatro cantos. Um lorde vampiro, com medo de uma antiga profecia, aprisiona seu pai na mais escura e profunda (não necessariamente nessa ordem) cela de seu calabouço, e agora Ghoulboy deve explorar florestas, castelos, masmorras e cidades, destruindo tudo que é monstro que aparece pela frente, até dar um jeito de resgatar seu pai das garras do vampiro-mor e provar para o morto- vivo sanguessuga que para as profecias heróis não precisam ser maiores de idade.

SUGESTÃO #2

Se você está com saudades de jogar: Megaman (NES); B.O.B (SNES, Mega Drive); Metroid (NES)

Tente: Mini Ghost


Sinopse: Um empresário picareta contrata um hacker para sabotar o computador de uma estação espacial, fazendo a máquina enlouquecer. Os responsáveis pela estação espacial entram em contato com o picareta e pedem para ele resolver a situação, então o pouco ético homem de negócios  convoca sua principal agente, uma androide chamada Ghost, capaz de equipar seu corpo com vários apetrechos extras, para resolver a situação. Um joguinho plataforma mais divertido e difícil do que parece a primeira vista.

SUGESTÃO #3

Se você está com saudades de jogar: Kirby Super Star (SNES)

Tente: Creepy Castle


Sinopse: Em "Creepy Castle", Moth, uma mariposa espadachim e andarilho, ouve alguns boatos de que algo muito suspeito e sinistro estava acontecendo entre as paredes de um castelo distante, habitado por uma multidão de seres bizarros (alguns amistosos, outros hostis, e também uns neutros aqui e ali) e parte para investigar a situação, procurando desvendar uma intrincada conspiração que se desenrola por lá. 
"Creepy Castle" é um dos jogos mais singulares que joguei através da loja Steam, Parece ser, a primeira vista, apenas um simples plataforma com gráficos de jogo de computador muito velho, mas... a coisa é um tanto diferente ao se olhar mais a fundo... a história mistura mistério, ficção científica e non-sense muito bem, além dos combates do jogo se darem prioritariamente na forma de mini-jogos e não da forma usual dos jogos plataformas, e tem elementos de RPG ou adventure na mistura, como a necessidade de conversar com NPCs ou achar livros/ anotações para conseguir entender o que se passa. 
E o jogo é mais longo do que eu pensava... ainda não consegui chegar no final...

É isso. Aproveite o intervalo do jogo para roubar um pouco de pipoca ou refrigerante na sala antes que o segundo tempo comece e bom jogo.

23 de jun. de 2018

Dicas OSD- Segredos de "Ducktales" (NES)


"Ducktales" é um jogo com muita exploração e, como não podia deixar de ser, com muitas áreas, muitos  itens e tesouros escondidos pelos cenários. No geral não são muito difíceis de serem encontrados, com exceção de um: encontrar o Professor Pardal e ter a chance de ganhar uma penca de diamantes em uma fase- bônus.
- "Mas tem o professor Pardal no primeiro "Ducktales"? Eu já zerei o jogo 1374 vezes e nunca o vi!"
Pois é... ainda tem um ou dois segredos guardados na manga no pato mais rico do mundo... O grande lance é que para encontrar o Professor Pardal você vai precisar da ajuda de outro personagem: Capitão Boing.
Com certeza quem jogou "Ducktales" esbarrou algumas vezes com o Capitão Boing pelas fases, oferecendo uma carona de volta à Patópolis para o Tio Patinhas. Para encontrar o Professor Pardal (e a fase- bônus) você vai precisar falar com o Capitão Boing e aceitar a carona, mas preste atenção! Antes de aceitar olhe quanto dinheiro você acumulou na fase e SÓ ACEITE SE O 5o DÍGITO CONTANDO DA DIREITA PARA ESQUERDA FOR 7 (por exemplo, se você tiver $70000, ou $170000, ou $378239). Nesse caso, o Capitão Boing, no lugar de ir direto para Patópolis, vai para em um pedaço cheio de nuvens, onde o Tio Patinhas pode saltar. O Professor Pardal vai aparecer pilotando um avião e arremessando diamantes. Basta então ir correndo atrás do teco-teco do professor Pardal, pegando os diamantes que ele joga. Só tome cuidado para não cair.
Não é difícil de conseguir, mas é um pouco chato e trabalhoso, já que você precisa ficar de olho no seu contador de dinheiro e de repente precisará deixar alguns tesouros para trás para buscá-los depois. Recomendo deixar para depois os tesouros dentro de baús ou escondidos dentro de objetos do cenário, e não aqueles que aparecem do nada e caem quando você salta  por algum lugar.  Esses é melhor apanhar na hora.
Um outro detalhe... existe uma pequena chance do Capitão Boing fazer o desvio por conta própria, independente da quantidade de dinheiro que você tem, mas é uma chance bem pequena- li em algum lugar na internet que seriam uns 10% de chance em cada carona, mas realmente não sei dizer com certeza. O que posso afirmar é que de fato é raro acontecer... isso só ocorreu uma única vez. Todas as outras vezes que fui na fase- bônus foi usando o procedimento explicado acima.
Vale a pena? Olha... é mais uma curiosidade... tem tesouros espalhados pelo cenário de sobra para vencer o jogo sem precisar disso... eu geralmente faço uma única vez no jogo só por diversão... Vale tentar pela curiosidade.


*DICA- BÔNUS: Sabia que nesse jogo dá para você recuperar sua energia durante as fases? Basta apertar o "select", aquele botão geralmente tão inútil. Só preste atenção, pois você gastará $3000000 do seu dinheiro toda vez que usar esse recurso.Só use em caso de extrema necessidade mesmo.
Mas.. E o jogador tiver menos de $3000000? Nesse caso, se você tiver menos de 3 milhões de dinheiro, recuperará a energia porém terá seu marcador de tesouro zerado.

22 de jun. de 2018

Ducktales


A parceria entre os estúdios Disney e a Nintendo ou Sega rendeu muita coisa boa no finalzinho dos anos 80 e durante a década de 90 como um todo... "Quackshot"; "Fantasia"; "Alladin"; "The Jungle Book"; "Castle of Illusion"; "Mickey Mania"; "Chip' n Dale Rescue Rangers"; "Donald Duck: The Lucky Dime Capper"; "The Magical Quest"; "Goof Troop"; "Land of Illusion"; "Darwing Duck"... a lista parece nunca terminar!
E de tantos tantos títulos incríveis, o meu favorito ainda é "Ducktales", um dos melhores frutos  dessa árvore produzidos em bits, lançado originalmente em 1989 pela Capcom.

História e Roteiro


O jogo é baseado na série animada de mesmo nome, e o roteiro do jogo tem o mesmo espírito do desenho animado: Tio Patinhas, auxiliado por seus sobrinhos & cia, decide encontrar cinco fabulosos tesouros perdidos e assim consolidar-se como o pato mais rico do mundo sem chance de contestação.  
A caçada começa e Tio Patinhas vai explorar um punhado de locais diferentes: Amazônia (onde Tio Patinhas explora antigas ruínas incas atrás de um centro que mais parece saído das mãos de um monarca europeu medieval, mostrando que, se o jogo é bom, o conhecimento de História e Geografia dos desenvolvedores não é lá grande coisa); Transilvânia; Minas na África; Cordilheira do Himalaia e a própria Lua!
Obviamente que Pão-Duro McMoney e outros desafetos do Tio Patinhas não vão deixar barato e tentarão fazer o possível para frustrar os planos do pato milionário de cartola.
Uma história bem simples, de fato, mas não tem como não gostar. E isso é Ducktales, no fim das contas...não tem como ser muito diferente, ora!

Gráficos


Os gráficos são muito bons, ainda mais quando lembramos que é um jogo de 1989. Mesmo quase 30 anos depois do lançamento os gráficos de "Ducktales" ainda agradam, sendo bem coloridos, com cenários bem desenhados e muito bonitos, além dos personagens do jogo terem sprites bem feitos (e isso vale tanto para os simples inimigos de fase quanto para os chefes). O sprite de Tio Patinhas, em especial, é muito bem animado, chegando a balançar o rabinho de pato pouco antes de golpear pedras com a bengala. 
Chega a ser difícil dizer qual fase do jogo tem gráficos que me agradam mais. Acho que tudo nele me agrada como um todo. Os gráficos de "Ducktales" inegavelmente envelheceram muito bem e continuam sendo pixel art de primeira. 

Música e Efeitos Sonoros


A trilha sonora de "Ducktales" está entre as melhores já feitas em 8 bits. A música tema do desenho animado é também a música tema do jogo, aparecendo na tela de abertura, mas cada cena ( como a de seleção de estágios) ou  fase tem sua própria música, e todas são de grande qualidade. Uma das minhas músicas favoritas dos jogos de 8 bits (talvez A favorita!) é da trilha sonora de "Ducktales": o tema da fase "The Moon"/ A Lua. É simplesmente lindo.
Os efeitos sonoros são bons também,divertidos e se encaixam como uma luva nas situações, estando acima da média dos jogos de NES.



Controles e Jogabilidade


Outro ponto alto do jogo. A jogabilidade de "Ducktales" é bem afinada, consideravelmente acima da média dos jogos de 8 bits. Pode ocorrer um escorregão aqui e ali, mas como um todo os controles são precisos e respondem bem. Tio Patinhas se move rápido, salta bem e tem uma série de movimentos a sua disposição, como golpear pedras e baús em estilo tacada de golfe ou usar a bengala como pula-pula, o que permite saltar na cabeça dos inimigos ou atravessar fossos repletos de espinhos por exemplo.

Dificuldade


Levando em consideração a época que foi lançado, podemos classificar "Ducktales" como um jogo até fácil, muito menos árduo do que outros jogos plataforma da época, como "Alex Kid in Miracle World" ou "Super Mario Bros". Isso não significa que não seja divertido, e nem que, a sua maneira, não seja desafiante. Lembre-se... "Ducktales" é um jogo com forte teor de exploração... existem tesouros e itens escondidos, áreas secretas em todas as fases e um par de segredos mais difíceis de serem descobertos.
Para ajudar Tio Patinhas em sua aventura, existem vários power- ups, como uma esfera que confere invencibilidade e sorvetes ou bolos que recuperam energia. Fique atento a "bonecos" do pato rico encontrados aqui e ali pelos cenários... são vidas extras. Existem também alguns itens específicos, necessários para dar continuidade ao jogo, como o controle remoto que convoca o Gizmoduck/ Robopato, ou as chaves que abrem o portão da mina africana ou o disco voador.
Sim... as portas de um veículo de alta tecnologia alienígena são abertas com uma chave comum, igual a porta do seu banheiro...

Comentário Final


"Ducktales" é um dos melhores jogos de aventura estilo plataforma que já joguei. É um daqueles jogos que ajudam a definir um estilo. "Ducktales" tem todos os elementos essenciais que um jogo plataforma precisa (ou quase... faltou uma loja para comprar power- ups e demais tranqueiras, mas como  o Tio Patinhas é pão- duro mesmo...) e muito bem empregados: tesouros a serem coletados... segredos a serem descobertos... power- ups úteis... cenários variados, aventurescos e interessantes... chefes de fase legais...itens especiais a serem encontrados...personagens carismáticos... história enlevante, mesmo que simples... agora some isso a gráficos e músicas de qualidade e uma boa jogabilidade e tem-se um clássico imperdível para qualquer retrogamer e talvez até para muitos jogadores mais novos. Nem preciso dizer o quanto esse jogo é recomendado.

NOTA: 10,0

P.S: Em 2013 foi lançado um remake de "Ducktales", bastante elogiado pela mídia e público, embora eu não tenha achado grande coisa. O remake está disponível na loja Steam, e o jogo original também, parte da coletânea "The Disney Afternoon Collection", junto com outros 5 jogos da Capcom para NES estrelando personagens Disney (inclusive "Ducktales 2").

21 de jun. de 2018

Serviço de Utilidade Pública OSD: O puzzle das sprites de "Dragonsphere"


No point-and-click "Dragonsphere" para chegar ao rei das fadas, o Butterfly King (Rei Borboleta em tradução livre), primeiro deve-se solucionar um puzzle (na verdade um problema de raciocínio lógico) no labirinto de folhas. Para solucionar o puzzle, deve-se falar com as sprites que ficam voando pelo cenário. 
O problema é que são 8 sprites (4 "meninos" e 4 "meninas", divididos em 4 casais de irmãos), as quais ficam alternando-se em três cores diferentes (vermelho, azul e amarelo), sendo que a a cada cor a sprite fala uma frase diferente (ou seja, cada sprite fala três frases diferentes) e, o pior de tudo, é que as malditas sprites nunca ficam paradas! 
As desgraçadas ficam voando de um lado para outro sem parar, sem seguir nenhum padrão aparente! E quando você está falando com uma das excomungadas, as outras não ficam paradas! Continuam voando e se misturando e trocando as malditas cores! Você conseguir falar com cada uma delas em cada uma das cores e conseguir todas as 24 dicas é uma tarefa capaz de irritar um monge budista!
Para ajudar qualquer leitor nosso que deseje dar uma chance a esse jogo antigo, nós do OSD, após  quase quebrar uma cadeira no monitor e esgotar o nosso estoque de palavrões, além de inventar alguns novos exclusivamente dedicados ao programadores de "Dragonsphere", recolhemos e traduzimos todas as 24 frases ditas pelas oito sprites. Todas estão transcritas abaixo. 
Atenção! Não vamos dar nenhuma dica ou spoiler de como resolver o puzzle, apenas listar as dicas.

* sprite Betty
-Vermelho: O sprite que pode fazer você atravessar em segurança só pode faze-lo se a primeira letra de seu nome for diferente da primeira letra de sua cor.
-Azul: Apenas um sprite azul pode fazer o caminho seguro para você atravessar.
- Amarelo: O feiticeiro Sanwe é maligno.

* Bart
- Vermelho: Minhas irmã diz a verdade quando azul.
- Azul: Yancy e eu somo como a maioria das outras sprites.
-Amarelo: Algumas sprites azuis sempre mentem, outras sempre falam a verdade.

* Rachel: 
- Vermelho: Meu irmão é Bart ou Yancy.
- Azul: Sprites vermelhas sempre mentem.
- Amarelo: Quando estou aamrela o sprite que pode fazer você atravessar é vermelho.

* Ralph:
- Vermelho: Apenas um sprite azul pode fazer o caminho seguro para você atravessar.
- Azul: Diferente da maioria das outras sprites, o nome da minha irmã não começa com a mesma letra que o meu.
- Amarelo: O sprite que pode fazer você atravessar em segurança só pode fazê-lo se a primeira letra de seu nome for igual à primeira letra de sua cor.

* Jane:
- Vermelho: Quando eu estou azul, a sprite que pode fazer você atravessar em segurança é vermelha.
- Azul: Algumas sprites azuis sempre mentem, outras sempre falam a verdade.
- Amarelo: Meu irmão diz a verdade quando está azul.

* Jim:
- Vermelho: Sprites amarelas sempre mentem.
- Azuis: A sprite que pode fazer você atravessar em segurança só pode fazer isso se a primeira letra do seu nome for diferente da primeira letra de sua cor.
- Amarelo: Minha irmã diz a verdade quando está azul.

* Yvonne:
- Vermelho: Apenas uma sprite amarela pode fazer você atravessar em segurança.
- Azul: Apenas uma sprite vermelha pode fazer você atravessar em segurança.
- Amarelo: Apenas uma sprite vermelha pode fazer você atravessar em segurança.

* Yancy: 
- Vermelho: Minha irmã mente quando está azul.
-  Azul: Sprites amarelas senpre dizem a verdade.
- Amarelo: Existem oito de nós (os guardas não contam). Quatro são meninos, quatro são meninas. Nós somos quatro pares de irmãos (irmão- irmã).

É isso! Boa sorte a quem tentar.  É um puzzle difícil? Sim. É trabalhoso? Demais! É impossível? Não... tomou-me um bom par de horas, mas consegui resolver o puzzle das sprites sozinho, sem consultar nenhum walkthrough/ detonado. Foi recompensador.

20 de jun. de 2018

International Super Star Soccer..........DELUXE



"É copa do mundooo amigooo", já dizia aquele celebre e chato narrador que ninguém gosta.

Nós do OldSchoolDigger as vezes estamos de olho nesses jogos, mas por termos bebês, patrões e demais responsabilidades, só agora começamos a falar de jogos relacionados a Copa.

E nada melhor começar com o classico do futebol de video game: International Super Star Soccer DELUXE!!


WE LOVE SOCCER!




História e Roteiro


Game de esporte não tem historia. Apenas futebol. Muito futebol. Mas podemos dizer que tem roteiro.
Digo isso porque você pode escolher entre vários tipos de jogos e campeonatos. Open game que é o amistoso, mas que também podem ser criados pequenos campeonatos. Outras escolhas são jogar um torneio internacional, jogar apenas disputa de penaltis, disputar a copa do mundo, treinar o time ou jogar o modo cenário, que lhe é dado uma situação de jogo entre seleções, no qual você tem que tentar alterar o resultado.
O legal também é que ainda não tinha costume de ter o nome verdadeiro de jogadores, introduzido no PES muitos anos depois. Mas os nomes eram parecidos, ou os gráficos dos jogadores lembravam algum jogador conhecido da época.

Gráficos


Os gráficos são muito bons. Jogos de futebol para esses consoles geralmente falhavam nos gráficos.
International super star soccer DELUXE não é assim.
Desde a parte do menu com as bandeiras, as escolha do tipo de campo a ser jogado. A amostra do estadio antes do inicio da partida.
A partida também tem gráficos legais, com a boa definição das camisas dos jogares, as propagandas dos alambrados e o juiz e bandeirinhas.

Música e Efeitos Sonoros

A torcida está sempre fazendo barulho e tocando tambores. São bons efeitos sonoros, necessários para uma partida de futebol. Até o barulho do chute na bola e dos passes.
E o que dizer principalmente das falas do narrador que tanto fizeram sucesso nesse jogo.
THOWN IN.
KICK OFF.
GOAL KICK.
etc
e o mais famoso o KIII SHOOT!


Controles e Jogabilidade


A jogabilidade tem pontos fortes e fracos. Um adendo simples para a formação táctica que você é livre de configurar as posições do jeito que gostar.
O jogo em si é simples, tendo botão pra correr, tocar, chutar e fazer passes longos e trocar o jogador de marcação quando estiver sem a bola.
A dificuldade está em fazer o gol. Tem que ser de rebote ou em posições bem macetadas para o goleiro aceitar chutes de longa e média distancia.
Mas é um jogo bem dinâmico e rápido, ou seja, um dos melhores jogos de futebol dessa era de poucos bits.


Dificuldade


A dificuldade depende do teu adversário. Se for um outro gamer bom de jogo, essa será a sua dificuldade. Depende também de qual time você vai colocar que o computador use como seu adversário.
Como dito acima, a dificuldade maior é jogar contra o goleiro. Até no modo treino ele é enjoado para fazer gols.

Comentário Final


É um bom e divertido game de futebol. Marcou época por causa dos gráficos, sons e tudo o mais.
Mas o principal que marcou foi a entrada do jogo, na qual o narrador termina com o DELUXE. Impossível não acompanhar as falas do mesmo durante esse inicio do jogo. Todo gamer que se preze, fala junto com o game nesse momento, mesmo que em pensamento.
Talvez por essas características marcantes e é claro da própria qualidade do game, se tornou um ícone para os jogos de esporte (leia futebol) da época.

NOTA: 9,0

Observação 1:
A versão Deluxe, lançada no mesmo ano que a original, contêm muitos avanços sob a original. Essas mudanças se referem à versão de Super Nintendo.
Foi feito um modo de jogar com dois jogadores contra a máquina cooperativamente
Comentários extra foram adicionados, mesmo sendo básico e consistindo de um pequeno número de frases como "Down the wing!", "It's a biiiiiiiiig kick!", "Incredible control!" e "Blocked shot!", que às vezes tocava um pouquinho atrasado, para efeito cômico
- Os gráficos dos jogadores e a inteligência artificial foram melhoradas
- As substituições e a seleção de jogadores foi melhorada, fazendo que fosse possível dizer o tipo de jogador que estava sendo selecionado, atacante, defensor, etc.
- Ativando uma das estratégias definidas resultava no nome da estratégia aparecendo na tela
- Escanteios e faltas diretas não têm mais uns poucos segundos antes de decidir aonde a câmera se posiciona ao redor dos jogadores. Foi possível controlar a posição da câmera antes de dar o chute
- O cronômetro mostra um gráfico de anel que desconta o tempo em cada metade do jogo
- É possível fazer carrinho no goleiro quando a bola está fora de jogo, frequentemente (mas não sempre) resultando em um cartão vermelho
Observação 2:
INTERNATIONAL
SUPER
STAR SOCCER
....

16 de jun. de 2018

Realms of Chaos


Ao contrário dos consoles domésticos, plataforma nunca foi um estilo de grande destaquenos computadores, acabando ofuscado pelas miríades de jogos point-and-click, first-person shooter (FPS) ou estratégia. Isso não significa que não houve bons títulos desse gênero lançados para essa plataforma... "Prince of Persia",  "Claw", "Oddworld: Abe's Odissey" e "Pandemonium" estão aí para provar- e isso sem contar um bom punhado de jogos bons, ou apenas "mais-ou-menos", hoje esquecidos (ou quase).
Boa parte desses jogos semi- esquecidos dos anos 80 e 90 saíram das mãos da Apogee, como "Realms of Chaos", um jogo de aventura em um mundo de fantasia medieval que parece saído das histórias de Conan, o Bárbaro e dividido em três capítulos- o primeiro distribuído como shareware- lançado em 1994.

História e Roteiro


O jogo possui um típico roteiro de "heróis contra o caos que se espalha", mas com um ar que se aproxima mais do sword-and-sorcery (espada-e-feitiçaria, em tradução livre) das antigas revistas pulp onde Robert E. Howard pubicava do que de da high fantasy/ alta fantasia de J.R.R Tolkien.
Em "Realms of Chaos", uma sombra misteriosa surge sobre o mundo de Mysteria e seus habitantes começam a se transformar em bestas agressivas, prontas para derramar sangue (não necessariamente nessa ordem), isso ocorrendo até em reinos outrora aliados dos humanos, como a terra do povo gato, Mryaal, e o reino subterrâneo dos goblins. 
Como desgraça pouca é bobagem, tudo fica ainda pior quando uma raça desconhecida e violenta ataca o reino dos Homens, sendo rechaçada com dificuldade, embora tenha ficado claro que outro ataque era apenas questão de tempo (as coisas nunca são fáceis para reinos humanos em mundos de fantasia medieval).
Dois heróicos irmãos, o guerreiro Endrick e a feiticeira Elandra, partem em uma jornada pelos reinos para descobrira causa de tudo e salvar seu mundo da negra sombra que o engolfa. 
Isso soou tão épico, não?

Gráficos


Os gráficos são muito bons para um jogo de 1994. Os cenários são bastante detalhados, com algumas coisas bem legais, como o reflexo das plantas e árvores na água da fase do pântano ou as silhuetas de montanhas e árvores vistas ao longe contra o céu.
Os sprites dos heróis são austeros, como bem cabe a uma dupla de aventureiros mercenários, mas bem-feitos, dando para se ver inclusive os olhos de Endrick e Elandra. Os sprites dos inimigos, em especial dos chefes de fase, são bem legais de se ver- gosto em especial dos guerreiros  do povo gato usando capas que aparecem no primeiro capítulo do jogo. A grande exceção seria para o sapo gigante da fase do pântano... não é tão ruim assim, mas se parece mais um bicho de pelúcia mal feito do que com uma criatura monstruosa de um charco esquecido...
O ponto fraco dos gráficos de "Realms of Chaos" é a animação e movimentação dos personagem, um tanto travada e engessada, pouco fluida até em comparação com vários jogos do Mega Drive e do SNES daquela época. Não é algo que chega a estragar o jogo, mas podia ser melhor.

Música e Efeitos Sonoros

As músicas variam de medianas a boas. Gosto mais da trilha sonora do terceiro capítulo, "Foray Into Fire", as quais tem um tom levemente gótico. 
Os efeitos sonoros para a época eram de impressionar, mas hoje estão obviamente envelhecidos. Alguns ainda são legais, como o som do golpe da espada de Endrick, e a maioria não chega a incomodar, mas... o grito na tela de abertura, ao se apertar o botão para chamar o menu, provavelmente provocará risos em jogadores mais novos- e nos mais velhos também. 
Pelo menos eu ri...

Controles e Jogabilidade


A jogabilidade tem pontos altos e baixos. O ponto baixo é que é um jogo da primeira metade dos anos 90, logo em alguns momentos a resposta dos controles pode não ser tão afinada, e aquele salto fácil acabar te mandando para o fundo de um abismo. Isso era mais um problema da época do que desse jogo em especial, e até que em "Realms of Chaos" isso ocorre com bem pouca frequência.
O ponto alto da jogabilidade é aquilo que coloca "Realms of Chaos" um degrau acima dos típicos jogos de plataforma com heróis medievais da época... é possível trocar de personagem em qualquer momento do jogo, alternando entre o guerreiro, cujo ataque faz mais dano e tem mais energia, e a feiticeira, que ataca a longa distância e em mais direções  (cuidado! os ataques de Elandra consomem cristais e ela não tem outros ataques além da magia!) e também salta mais alto. Dependendo do trecho da fase em que se estiver, você precisará usar um ou outro para poder prosseguir, o que deixa o jogo mais dinâmico e interessante.


Dificuldade


Ainda mais se considerarmos a média da época em que foi lançado, "Realms of Chaos" não é um jogo dos mais difíceis. Tem alguns pontos com um salto mais enjoado de se fazer; outros com um pouco de tentativa e erro; os power- ups do jogo não fazem lá muita diferença e alguns dos secrets/ segredos (geralmente aposentos ou locais escondidos com itens ou cristais) são meio chatos de se encontrar, mas, no geral, nada demais. A curva de dificuldade só sobe de forma um pouco mais abrupta nos chefes de fase... os chefes, em termos de dificuldade, são desproporcionais ao resto do jogo, mas é só o caso de pegar o jeito de cada um. Se você jogou jogos jogos de séries como "Shinobi" ou "Ninja Gaiden" já viu coisa pior.

Comentário Final


Você gosta de jogos de plataforma? E de fantasia Medieval? Das duas coisas? Então jogue. Poderá não ser a coisa mais marcante ou extraordinária que você já jogou, mas é um bom jogo e você vai se divertir. Se você não curte essas duas coisas especificamente, mas gosta de ação, "Realms of Chaos" poderá te distrair por algum tempo, desde que você não o julgue pelos padrões de jogos de ação atuais, muito mais velozes e com ritmo bem mais rápido. Se essas forem suas prioridades... o que posso dizer é que esse é um jogo bem old school com mais de 20 anos, e talvez seja melhor você buscar algo mais novo.

NOTA: 7,0

P.S: "Realms of Chaos" se encontra disponível para compra tanto na loja Steam quanto na GOG. Comprei o meu um tempo atrás durante uma promoção.