Mostrando postagens com marcador jogos de PC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador jogos de PC. Mostrar todas as postagens

25 de jul. de 2020

Mais quatro jogos oldschool em breve na loja Steam, lançados pela Piko Interactive

Depois de um tempo sem lançamentos na loja Steam, a Piko volta a catga com quatro títulos bastante interessantes! Vamos dar uma olhada em cada um deles:

- Zero Tolerance




Lançado em 1994 apenas para o Mega Drive, "Zero Tolerace" foi um dos poucos jogos de tiro em 1o pessoa do console. Um FPS bem labiríntico. O jogo tem 40 estágios divididos em três grandes áreas  (uma nave espacial abandonada, uma central de comando fortificada e o complexo subterrâneo abaixo dela), com cinco personagens diferentes para serem escolhidos (e quando um morre, não pode mais ser selecionado).
O jogo tem seus senões, como o personagem ser meio lento em alguns mometos, o que se explica pela limitação do hardware do console de 16 bits da Sega, mas ainda assim é um bom título tirado do limbo pela Piko, sendo a primeira vez que é disponibilizado em alguma plataforma diferente do Mega Drive.
O lançamento está previsto para 17 de agosto. Como grande fã do Mega Drive, aguardo ansiosamente.

- Canon- Legend of the New Gods




Outro jogo de Mega Drive, mas agora um RPG não licenciado desenvolvido em Taiwan e lançado em 1996 apenas para o público de lá. O jogo originalmente se chamava "Feng Shen Ying Jie Chuan", se passa em um cenário de fantasia medieval com um toque oriental e tem um estilo de combate tático que lembra "Shining Force".
O lançamento é previsto para 10 de agosto. Como o anterior também estou ansioso no aguardo!

- Motor Mash



Um jogo de corrida de computador lançado pela Ocean em 1997. Parece uma mistura de "Rock'n Roll Racer" e "Micromachines" com um toque do desenho "Corrida Maluca". O jogo tem várias pistas temáticas (Artic, City, etc), cada uma com seus próprios perigos e armadilhas, além de vários pilotos diferentes para o jogador escolher.
O lançamento está previsto para 3 de agosto.

-The Legacy: Realm of Terror



Um jogo de terror lançado para os computadores em 1993. O jogo mistura combate contra criaturas dantescas com puzzles em uma antiga mansão amaldiçoada. Tem um quê de H.P. Lovecraft nesse jogo.
O lançamento não está previsto, apenas é informado que será em breve

Para os fãs de jogos antigos sem dúvida são boas notícias. Agora é torcer que não atrasem e que em breve a Piko lance mais jogos nas lojas GOG e Steam!

7 de out. de 2018

Space Colony


Junte uma típica corporação gananciosa sem muitos escrúpulos, uma penca de gente excêntrica, planetas com ambientes não muito amigáveis e alienígenas estilo "Guia do Mochileiro das Galáxias" menos amigáveis ainda e o que você tem? "Space Colony", um pequeno clássico lançado para PC pela Firefly em 2003!
O jogo tem um pouco de "The Sims", um pouco de "Theme Hospital" e "Theme Park", um pouco de "Startopia" e muito, mas muito, de caótico e nonsense. Simulação de pessoas, construção, gerenciamento e até estratégia, tudo se mistura para criar um jogo que mostra que o universo está longe de ser um lugar sensato.

História e Roteiro


Basicamente gerencie e aperfeiçoe diferentes estações espaciais em diversos planetas, enquanto evita que os colonos se esganem ou entendiem-se até morrer. Na campanha, você segue os passos da ruiva Venus Jones enquanto ela tenta alcançar seu objetivo de juntar dinheiro suficiente para garantir sua seguridade financeira e cair fora da companhia de exploração espacial antes de enlouquecer ou ganhar uma passagem só d eida para a terra dos pés juntos.
Além de Venus Jones, na campanha você terá a companha ocasional de outros 18 colonialistas (nem todo personagem aparece todo cenário e não é você, jogador, quem escolhe a equipe), cada um com seu próprio objetivo, sua personalidade e suas neuras. A hiponga Daisy, por exemplo, foi para o espaço para se aproximar mais do universo e de suas criaturas, enquanto o motoqueiro bom de garfo Stig quer juntar grana para voltar para a Terra e passar o resto da vida junto de sua turma de motociclistas, provavelmente enchendo a cara do nascer do momento em que acorda até aquele em que desmaia.

Gráficos


Os gráficos são muito legais, ainda mais para um jogo de 2003. Cada colono tem sua própria aparência- e quando digo própria, é própria mesmo! Não é só um modelo de corpo com apenas os detalhes alterados! Billy-Bob, por exemplo, é bem gorducho, enquanto Babette é longilínea e elegante. O ponto fraco é que a animação dos personagem é meio dura, se movendo um tanto como marionetes.
Os cenários são bacanas . Os planetas podem até ser meio genéricos, mas o ponto forte são as estações espaciais e suas instalações, todas com um design ao mesmo tempo vistoso e clean, que conseguem ter um tom realista sem destoar do clima de pandemônio do jogo. O lugar realmente se parece com uma estação espacial e não com um cenário de filme de ficção científica dos anos 60. Gosto em especial da sala de controle, onde os terminais responsáveis pelo fornecimento de energia e oxigênio ficam, mas o restaurante e o bar. O jogo tem até uma banheira de hidromassagem estilo Jacuzzi!
 As naves e estações de combate são bem feitas, assim como as variadas formas de vida alienígenas, como os humanoides encrenqueiros Fribulan ou as gosmentas Venusian Slugs, também são OK em termos de visual.
Ah, sim... e a abertura do jogo é divertida... deixe rolar por uns minutos e dê uma conferida.

Música e Efeitos Sonoros

A trilha sonoro de "Space Colony" jogo tem pelo menos umas 16 ou 17 músicas diferentes. O tom é mais de techno, para combinar com o clima futurista e high-tech do jogo, sendo o destaque a música tema do jogo, "You're so Gangsta" da dupla canadense Chromeo, que toca durante a tela inicial e tem um tom meio irreverente, meio relaxado. Techno não ´muito meu estilo, mas as músicas caíram feito uma luva para o jogo!
Os efeitos sonoros seguem a mesma linha. Todos encaixam muito bem no jogo e fazem bem a sua parte. Existem alguns diálogos e vozes no correr do jogo e, pessoalmente, achei a dublagem acima da média. A dubladora de Venus Jones, em especial, fez um bom trabalho Não dá para imaginar Venus com outra voz!
Mesmo se tratando de um jogo de ficção científica passado em estações espaciais, não há "blips" ou "bops" irritantes para te exasperar durante o jogo. Um detalhe legal é que o jogo permite que você adicione a música que quiser para a trilha sonora, desde que em formato MP3. Quer colocar umas músicas de "Star Trek: Deep Space 9"? Vá em frente!


Controles e Jogabilidade

 Praticamente tudo pode ser feito com o mouse, clicando e escolhendo opções, em geral com o botão esquerdo do mouse. Você não comanda diretamente os colonialistas, apenas designando o personagem para tal tarefa ou tal ocupação, e eles vão até o local (a velocidade de se encaminhar e a disposição de trabalhar varia conforme a personalidade da pessoa), sendo que durante os combates, isso pode ser um tanto aborrecido- falando especificamente dos colonos, pois se tratando dos robôs de combate a coisa é um pouco diferente.
Nunca tive nenhum problema no que toca à resposta aos comandos dados. Nada a reclamar nesse quesito.

Dificuldade


O jogo tem algumas fases bem desafiadoras, mas nada impossível. Pode-se até se frustrar ou irritar em um momento ou outro, mas no geral o balanceamento  "Diversão X Desafio" ficou bem calibrado. A pior parte é realmente o combate, o qual poderia ser um pouco mais ágil e dar um pouco mais de autonomia de comando para o jogador, mas não é um problema ou defeito grave.
O jogo tem três modos, a Campanha (cujo principal defeito é que suas primeiras fases funcionam mais como um tutorial); sandbox, onde você escolhe um dentre vários planetas e vai cuidando da situação como te der na telha (seu maior defeito é ficar tedioso depois de um tempo) e o "Galaxy Mode" com vários planetas diferentes com missões pré- definidas a serem cumpridas (seu único defeito é ter menos planetas do que eu gostaria). 
O jogo também permite que se crie as próprias fases e que se jogue fases desenvolvidas por outros fãs.

Comentário Final


"Space Colony" é divertido em tudo que se propõe a fazer. Tem seus pontos fortes (a parte de lidar com as necessidades e direcionar os colonos ficou bem divertida, com um estilo que emula "The Sims") e fracos (o combate poderia ser melhor), mas o que tem bom no jogo compensa com folga o que tem de burocrático. Os personagens são ótimos, e mesmo que muitos sejam bem estereotipados, todos são divertidos, com boas sacadas e tiradas que deixam o clima de tudo mais cômico, descontraído.
É o tipo de jogo que se gasta horas em frente ao PC e nem se nota, e quando a campanha termina, você deseja que ela fosse um pouquinho maior. Recomendado em especial para os fãs de jogos de simulação e gerenciamento, e também para qualquer um que saiba que o sentido da vida é 42.

NOTA: 8,5

P.S: O jogo ganhou uma versão HD, disponível na loja Steam e na GOG, com gráficos recapeados e fases extras inéditas. Ainda não comprei, mas pretendo ter em breve na minha biblioteca só para poder jogar os cenários novos!

20 de set. de 2018

Age of Wonders


Jogos de estratégia foram (talvez ainda sejam) um dos principais gêneros para computadores, em especial a partir de meados dos anos 90. Fosse em turnos, fosse em tempo real, fosse de ficção científica ou fantasia, dúzias deles foram lançadas, logo não é de admirar que nem todos conseguissem a fama e o sucesso de um "Civilization", mas alguns conseguiram cavar um lugar para si, tornando-se um "cult" com admiradores dedicados, mesmo que não muito numerosos.  Desenvolvido por uma parceria entre Triunph Studios e Epic MegaGames e lançado em 1999, "Age of Wonders" é um desses casos.

História e Roteiro

'Não, não sou o Elrond!"

Muitas vezes "Age of Wonders" é comparado a um outro jogo de estratégia mais antigo, "Master of Magic", e, como ele, é ambientado em um típico mundo de fantasia medieval, povoado por raças típicas como elfos, anões e orcs, além de algumas criadas especificamente para o título, como os Azracs. O enredo de "Age of Wonders" também é bem típico, inclusive incluindo o detalhe de que foram os humanos os grandes causadores do encrenca:
Nos tempos que o mundo era jovem, antes que dias fizessem diferença e fossem ansiosamente contados por seres de curta vida, a Corte Élfica, regida pelo rei-mago Inioch, governava todos os seres que habitavam as terras do Continente do Norte ("Northern Continent"). De seu lar no Vale das Maravilhas ("Valley of Wonders"), Inioch mantinha o equilíbrio, sempre delicado, entre luz e sombra e nenhuma ameaça pairava sobre seus súditos.
Tudo começa a mudar (para pior, obviamente, ou não teríamos jogo) quando da chegada nas costas do Continente do Norte de uma raça banida de seu "jardim", vagando atrás de um novo lar: os humanos.
Os elfos aceitam os humanos em suas terras, contudo, logo os humanos mostraram que não haviam sido banidos a toa e se voltaram contra aqueles que os acolheram. O Vale das Maravilhas é atacado e quase toda a Corte Élfica, incluindo o rei Inioch, é morta.
A esposa de Inioch, rainha Elwin, consegue escapar, levando consigo Julia, a filha do casal. Porém o filho primogênito de Inioch, príncipe Meador, acaba ferido e ficando para trás, entre os mortos. A discórdia espalhou-se entre os sobreviventes, dividindo os elfos entre aqueles que queriam apenas reconstruir suas vidas e aqueles que queriam vingança por tudo que perderam e livrar o mundo de qualquer traço dos humanos. Estes recolheram-se em fortalezas subterrâneas e tornaram-se os elfos negros.
Banhados em sangue (que dramático, não?), duzentos anos se passam. Os humanos ainda dominam o Vale das Maravilhas. A princesa Julia cresce e se junta aos Guardiões ("Keepers"), elfos que juraram manter vivos os ideais de paz e equilíbrio de Inioch. O príncipe Meador une-se ao elfos negros e torna-se membro do Culto das Tormentas ("Cult of Storms"), a ponta de lança da cruzada contra os homens, dispostos a tudo para tornar a vida dos humanos ainda mais breves.
O confronto entre as duas facções torna-se inevitável quando uma nova estrela surge nos céus, e com ela profecias de que o momento da guerra chegou.
Liderados pela princesa Julia, os Guardiões partem para o Vale das Maravilhas, dispostos a frustrar quaisquer que sejam os planos que o Culto das Tormentas estejam tramando. Corre o boato que os Meador e os elfos negros desejam trazer Inioch de volta como um morto- vivo e torná-lo o governante de um novo tempo onde os humanos serão exterminados. A disputa entre luz e trevas pelo mundo começa.

Gráficos

 

Os gráficos são bons, mas poderiam ser melhores. As cenas de abertura e cutscenes tem arte bonita, embora não tão caprichada quanto as de um livro de Advanced Dungeons & Dragons. O mapa do mundo é bonito, um cenário bem detalhado, com belas montanhas, florestas e cidades. Algo bem legal é que quando você faz alguma alteração em uma cidade (constrói uma muralha de madeira, por exemplo) essa alteração também aparece no mapa do mundo (a cidade passará a ter uma barreirinha de madeira ao seu redor).
O maior defeito dos gráficos são as unidades na hora da batalha.  Nada que machuque os olhos ao ser visto, mas também não impressiona. Os sprites dos personagens são até bem feitos, mas muito pequenos (logo não podem ser tão detalhados) e a animação não é nada excepcional, algumas das unidades se movendo meio duro, como bonecos em stop motion de algum filme da Sessão da Tarde dos anos 80.

Música e Efeitos Sonoros


O jogo tem mitas músicas em sua trilha sonora e são bonitas, embora sem muita coisa em especial. São típicas músicas pseudo-medievais usadas em jogos de fantasia desse tipo. Gosto em especial de duas delas, "Clouds and Feuds" e "Nature's Embrace', mas aí é mais um caso de preferência pessoal mesmo. Basicamente em termos de música fizeram o feijão-com-arroz em "Age of Wonders". Feijão-com-arroz bem feito, mas ainda assim... feijão-com-arroz.
Quanto aos efeitos sonoros... são abaixo da média. O som do galope do cavalo que se ouve ao movimentar seu herói pelo mapa, por exemplo, parece ser mais rápido do que deveria, soando esquisito. Os sons durante as batalhas (feitiços, golpes e gritos de morte) decepcionam um pouco e realmente poderiam ser bem melhores.

Controles e Jogabilidade

Como na maioria dos jogos de estratégia, a maior parte do tempo se estará usando o mouse para jogar, selecionando unidades, escolhendo opções e clicando no lugar do mundo se quer despachar suas unidades, mas existem algumas hotkeys que podem facilitar a vida do jogador. O jogo é em turnos (embora fora de batalha o turno seja simultâneo para jogador, aliados e oponentes) logo velocidade de resposta aos comandos não é uma questão relevante.
Um ponto a ser frisado: o jogo tem várias telas diferentes, acessadas da tela principal, e cada uma tem opções relativas a diferentes funções e aspectos dentro do jogo, passíveis de serem ajustadas de acordo com a necessidade ou estratégia do jogador (por exemplo, na tela referente à magia pode-se ajustar quanto do mana disponível será usado para gerar cristais, necessários para lançar feitiços em batalha, ou para pesquisa de novas magias). A melhor forma de se habituar com as diversas telas e suas funções é através do tutorial. Não tenha preguiça e jogue-o.

Dificuldade


"Age of Wonders" é um jogo de estratégia mais hardcore, bem mais difícil que alguns dos medalhões do gênero como "Warcraft" ou "Age of Empires". O jogo é bem pouco intuitivo, sendo daqueles em que o ideal é ler o manual primeiro, jogar o tutorial em seguida e só então partir para a campanha- e mesmo assim você terá momentos em que ficará perdido por ter esquecido algum pormenor (eu mesmo, por exemplo, esqueci como desembarcar as tropas carregadas nos navios, o que me tomou um tempão durante a partida). O jogo é cheio de detalhes e realmente custa um tanto para se pegar o jeito,
Fora isso, o jogo em si, o gameplay mesmo, não é fácil. O jogo possui apenas dois recursos, ouro e mana, mas isso não o torna mais fácil... as (poucas) melhorias passíveis de se fazer nas cidades são caras e além disso cada tropa tem um custo de manutenção por turno, enquanto sua receita em ouro, mesmo em cidades grandes, não é nada de encher os olhos... muitas vezes você acaba no dilema de melhorar sua infraestrutura (até para conseguir ter mais ouro por turno) ou ter mais tropas para atacar e evitar que o inimigo fique muito forte (e de fato eles ficam fortes em pouco tempo) e acaba entrando pelo cano. A administração de tropas, cidades e recursos em "Age of Wonders" não é moleza.
Outro fator de dificuldade é que o inimigo sempre parece ter unidades de nível acima das suas- e isso independente de você ter escolhido jogar com os "Keepers" ou com "The Cult of Storms"! Um exemplo que me vem a cabeça é que, se você joga no lado da Luz, o lado das Trevas consegue unidades voadoras antes de você, tornando as muralhas das suas cidades bem menos relevantes. Tudo isso faz você depender muito mais de planejamento e estratégia do que da força bruta pura e simples. 

Comentário Final


"Age of Wonders" realmente é um jogo cult, e, como jogo de estratégia, não é para todo mundo. Não acho que seja exagero supor que um jogador mais casual vai deixá-lo de lado em pouco tempo.
"Age of Wonders" acaba sendo meio jogo de xadrez, onde cada passo tem que ser bem medido, tentando antecipar os movimentos do inimigo e calcular os próprios com antecedência, fazendo que tenha um ritmo mais lento. Alguns jogadores vão gostar (eu sou um deles), outros vão odiar, mas de qualquer forma isso confere ao jogo alguma especificidade dentro de um gênero tão saturado em quantidade de títulos.
Para quem tem paciência e gosta de planejamento e estratégia cuidadosos, é uma boa experiência. Recomendado em especial para fanáticos por jogos de estratégia em turnos ou fãs ardorosos de fantasia medieval.

NOTA: 6,0

2 de set. de 2018

Alien Rampage


Quando um novo estilo de jogo começa a fazer sucesso, como os FPSs e  RTSs* para PC a partir de meados dos anos 90, outros estilos, outrora populares e dominantes, podem acabar caindo para um segundo plano. Foi o que aconteceu com jogos plataforma... de outrora dominantes passaram a démodé e amargaram um semi-ostracismo por anos, mesmo com um ou outro momento isolado de brilho como 'Megaman 8" ou "Castlevania: Simphony of the Night" para o Playstation. 
E não raro títulos até interessantes desse estilo fora de moda acabem sendo quase totalmente ignorados, passando batido tanto pela mídia especializada quanto pelos jogadores. Foi o caso de "Alien Rampage", lançado para PC em 1996 pela Inner Circle Creations.

História e Roteiro


Embora não seja nenhum primor de criatividade, "Alien Rampage" tem alguns elementos incomuns para a época em que foi lançado: seu protagonista passa longe de ser um herói. Sem essa de herói profetizado o algo do gênero. Na melhor das hipóteses o que temos no jogo é um anti-herói que luta por interesses exclusivamente pessoais, só ajudando alguém quando lhe for conveniente. Somado a isso... o cara é realmente feio, um alienígena monstruoso mais parece um primo do Predador com um chifre na testa e que não lembra nem um pouquinho os mocinhos dos outros jogos.
Esse é Krupok, um gwonar mercenário, guarda-costas, contrabandista e assassino de aluguel cuja fama de se dar bem nas mais difíceis situações o precede. O sujeito ideal para entregar uma carga de armas e suprimentos contrabandeados para um clã pjungkt fora-da-lei.
Para evitar ser detectado, Krupok decidiu passar por um sistema solar obscuro e pouco movimentado, fora das rotas comerciais tradicionais. O lugar ideal para todo tipo de atividade ilícita. Infelizmente para Krupok, outros também pensam a mesma coisa e ele teve o azar de esbarrar com um punhado de naves de saqueadores untharians, alienígenas de aparência reptiliana e que tem o agradável hábito de atirar primeiro e fazer perguntas depois.
A nave de Krupok foi atingida e ele tem que fazer um pouso forçado em Mongoidia, um planeta pantanoso que parece a mistura de Dagobah com cenários de "Jornada nas Estrelas: A Nova Geração" dos anos 80. A nave foi bastante danificada na queda, toda sua carga perdida e agora Krupok precisa encontrar no planeta as peças que precisa para fazer seu veículo sair do chão, além de cumprir seu recém-feito juramento de sangue gwonarian de vingança contra os saqueadores untharians (não necessariamente nessa ordem). 
Nada de salvar o universo aqui. Apenas a própria pele e dar o troco em quem pisou nos teus calos.

Gráficos


Os gráficos são bons sem serem excepcionais. Personagens com sprites grandes, bem desenhados e razoavelmente detalhados e até bem variados- tem pelo menos uns trinta tipos de inimigos diferentes, inclusive um dos mais bizarros que já vi: a cabeça gigante de um idoso calvo presa a um corpo bípede mecanizado. Perturbador...
Os cenários são legais, passando bem aquela ideia de mundo sujo e decadente que, em um passado distante, foi algo que preste mas agora só sobraram algumas ruínas decrépitas para testemunhar o fato, e nisso as cores, mais puxadas para tons escuros e sem brilho, colabora bastante. O jogo não tem tanta variedade de cenários assim, mas acabou sendo um pouco maior do que eu esperava.
O maior problema da parte gráfica é que a animação poderia ser um pouco mais fluida. Uns frames a mais para cada personagem não faria mal algum.
Uma última que vale a pena ser dita a respeito desse quesito dos gráficos: Aparentemente houve duas versões desse jogo, uma em disquetes e a outra em CD-Rom. A versão CD tem uma abertura cinemática, contando a história do jogo, e mais algumas animações espalhadas aqui e ali, enquanto a outra  um texto explicando, sobreposto a uma tela estática, como Krupok foi parar naquele brejo esquecido de planeta.

Música e Efeitos Sonoros

Aqui é o grande ponto fraco do jogo. Não há música durante o jogo! Na abertura toca-se uma faixa genérica que não dura nem dez segundos, enquanto o jogador é saudado de forma quase messiânica por Krupok, e pouca coisa além disso no correr do jogo.
Já os efeitos sonoros do jogo são acima da média, feitos com competência razoável, mas, sinceramente, sozinhos não conseguem suprir a falta de trilha sonora.
Recomendo jogar "Alen Rampage" escutando Matanza. Músicas como "Eu não gosto de ninguém", "Amigo Nenhum", "Tudo ainda vai ficar Pior", "Tudo Errado", "Pé na Porta e Soco na Cara" e "Carvão, Enxofre e Salitre" caem bem tanto com o enredo quanto com o protagonista.

Controles e Jogabilidade

Jogabilidade razoável, sem muito o que se falar a favor ou contra. Um ou outro pulo pode dar errado, mas,no geral, joga-se sem maiores problemas. 
Usa-se apenas três botões nesse jogo, um para saltar, um para atirar e o último para seleção de armas, e é bem fácil pegar o jeito dos controles.
O gameplay durante a maior parte do tempo é de um side sidescrowler em plataforma, mas em alguns momentos isso muda, como no trecho em que se dirige um mini- submarino na fase. Outro detalhe de "Alien Rampage" é que o jogo não se limita a avançar atirando sempre em frente. Dependendo do estágio tem que se ir e voltar para vários trechos do cenário para conseguir avançar, por exemplo tendo que, na fase 5, se dar um jeito para chegar no canto superior direito da tela para apertar um botão que abre a escotilha que dá acesso à base submarina dos untharians.
Se esse vai-e-vem todo torna o gameplay mais variado, também pode ser cansativo, demorado e até tedioso em alguns momentos. Realmente tem hora que enche ter que andar a fase inteira para achar uma chave ou cartão de acesso e depois ter que voltar tudo, refazendo todo o caminho, para conseguir abrir uma porta. Isso não era incomum em jogos dos anos 80 e 90, mas hoje em dia é algo realmente datado e pode afastar jogadores mais novos.

Dificuldade


Em termos de dificuldade, esse é um daqueles jogos que enganam... você joga a primeira fase e pensa "Ah, Tranquilo! Nada demais!". Aí vem a 2o fase e daí em diante a curva de dificuldade dá um salto inesperado.
O jogo não tem limite de vidas. Ao morrer, se reinicia no último save point marcado, ao custo de algumas de moedas. Enquanto se tiver grana, o jogo continua.
Quanto ao jogo em si... os inimigos fazem bastante dano e podem te matar em poucos golpes. Existem vários tipos de armadilhas espalhadas, como lâminas e estátuas cuspidoras de fogo, as quais também tiram uma quantidade significativa de energia se conseguirem acertar Krupok. E, fora isso tudo, o mercenário durão também não sabe nadar! Se cair na água vai afundar feito uma pedra e já era!
Durante o jogo tem alguns puzzles, em geral ligados ao que fazer e como prosseguir a partir de um determinado ponto. Não são, em sua maioria, difíceis e boa parte deles pode ser solucionada com a ajuda dos nativos de Mongoidia, os moorgs. Sempre que você salvar ou ajudar algum desses seres simiescos de pele ocre e cabeleira branca, ele fará algo por você, como dar dinheiro ou até servir de apoio para se alcançar um lugar mais alto com seus saltos. Em alguns pontos simplesmente não dá para seguir em frente sem a ajuda deles.
O jogo tem muitos power ups espalhados, dentro de caixas, barris e correlatos, como kits de primeiros socorros que recuperam parte de sua energia. Pode-se encontrar moedas pela fase, e com o dinheiro e adquirir munições diferentes, como projéteis teleguiados ou combustível para lança-chamas, nas barracas dos vendedores, uns sujeitos misteriosos envoltos em mantos azuis, espalhadas pelo jogo. Compre sempre o máximo que puder. Munição diferenciada é muito útil no correr do jogo.

Comentário Final


Para o que se presta a ser, "Alien Rampage" é um jogo bem razoável. O jogo combina elementos pouco usuais para sua época com outros já datados para os dias de hoje, e tem tanto qualidades quanto limitações consideráveis, em especial no que toca à música- ou melhor, à ausência dela. Como jogo de ação e plataforma, vai oscilar entre divertir e desgastar, mas para mim, o ponteiro acaba pendendo mais para o lado da diversão, mesmo não sendo nenhum marco no gênero. Recomendado em especial para inveterados fãs de jogos estilo plataforma e jogadores oldschool que curtam títulos como "Blackthorne".

NOTA: 6,0

* First Person Shooter (jogos de tiro em primeira pessoa, como "Doom") e Real Time Stratetegy (Jogos de estratégia em temp oreal, como "Warcraft: Orcs & Humans"), respectivamente.

2 de dez. de 2016

Shadowgrounds


No mundo dos videogames não é raro que aquele que acaba salvando o dia não tenha uma profissão assim tão... épica. Obviamente cavaleiros, ninjas e soldados de forças especiais tem sua cota no mundo do jogos, mas no fim das contas dois dos heróis mais famosos de todos são uma dupla de encanadores. E não só encanadores- entregadores de jornal, cozinheiros, estudantes com uniforme de marinheiro, astros de música pop e garotos cabeludos que não deveriam estar segurando uma espada... todos já tiveram seu dia de herói. 
Lançado em 2006 pela Frozenbytes e protagonizado pelo mecânico Wesley Tyler, o top- down shooter  "Shadowgrounds" é mais um bom exemplo desses jogos com um "herói improvável".

História e Roteiro



Wesley Tyler é um lacônico mecânico que trabalha para a poderosa IGTO, corporação que administra a colônia terrestre em Ganimedes, uma das luas de Júpiter. Depois de alguns atritos com superiores e receber a culpa por algo que não lhe cabia, Tyler é rebaixado e amarga uma dura posição subalterna, o que explica o cinismo com o qual recebe o documentário repleto de marketing institucional produzido pela própria corporação sobre a história da colônia.
Durante uma falta de energia, Tyler recebe ordens de seu não muito gentil superior para ir com a equipe que procederá com os reparos nos geradores reservas. Durante a missão aparentemente rotineira, Tyler e seu grupo são atacados por formas de vida desconhecidas, possivelmente alienígenas. 
A partir daí Wesley Tyler vai ter que lutar para permanecer vivo em meio ao caos que reina em Ganimedes, ao mesmo tempo que tenta descobrir o que está acontecendo na colônia, quem são os alienígenas e o porque dos ataques.

Gráficos



"Shadowgrounds" possui gráficos bastante razoáveis, bem desenhados e nítidos, embora possam ser considerados já um pouco defasados para a época que o jogo foi lançado. Tanto o sprite do protagonistas quanto dos coadjuvantes e dos inimigos são bem feitos, alguns inimigos em especial tendo um design bem legal, lembrando tanto a franquia "Aliens" quanto dos jogos da série "Doom".
Os cenários são cheios de sombras e bem detalhados, e em alguns momentos fica visível um leve grau de degradação, típico de corporações cuja gestão tem mais marketing do que competência. A penumbra marca a maior parte do jogo e isso colabora bastante para criar um clima de sobrevivência desesperada. Acredito que alguns jogadores possam reclamar da relativa pouca variedade de cenários, os quais na maior parte do jogo são diferentes instalações da colônia e o  terreno com cara de filme de ficção científica ao redor delas.
O maior defeito nesse quesito é a animação dos personagens humanos. Tanto o protagonista quanto os vários coadjuvantes movem-se de forma mecanizada, meio desconjuntada e pouco fluida. Não é algo que estrague o jogo de fato, mas em alguns momentos parece que se controla um marionete munido de lança-chamas.

Música e Efeitos Sonoros

Bons, em ambos os casos. A trilha sonora de "Shadowgrounds" é bem variada e tem algumas músicas bem legais, puxadas para o heavy metal, nos momentos de maior ação- essas são, aliás, as que considero as melhores músicas do jogo! As faixas são bem compostas e encaixam bem com o todo, sejam com os gráficos, seja com a trama, seja com o ritmo de jogo.
Os efeitos sonoros estão um de grau abaixo da música, mas não comprometem. Os efeitos sonoros dos tiros das armas, os gritos, chiados e grunhidos das criaturas e demais ruídos de portas se abrindo e maquinário funcionando dão conta do recado, mas as vozes dos personagens nas cutscenes é apenas passável, em especial devido a interpretação pouco inspirada dos dubladores.

Controles e Jogabilidade

O jogo uma uma combinação de teclado + mouse para controlar o personagem durantes as fases, vistas em terceira pessoa. Você se move, escolhe armamento, interage com o cenário e liga a lanterna  que Tyler carrega presa ao ombro pelo teclado e com o mouse você dispara a arma. No começo é um pouco confuso mas não demora para se pegar o jeito.
No geral a jogabilidade é fluida, salvo um ou outro momento, o que não chega a surpreender em um jogo de computador já contando com uma década de existência. Sem maiores comentários aqui.

Dificuldade

Em termos de dificuldade, "Shadowgrounds" é um jogo bem equilibrado. Não é difícil demais a ponto de ser frustrante, não é fácil demais a ponto de ser monótono. Os desenvolvedores pesaram bem as porções de desafio e diversão do jogo, só errando um pouco a mão em um chefe específico em um pedaço já avançado do jogo, o qual acaba sendo bem mais complicado de lidar que todos os outros anteriormente enfrentados. 
Algo interessante é que o jogo conta com algo semelhante a "vidas". Se você morrer cinco vezes na mesma fase, GAME OVER. Terá que começar a fase (não o jogo) desde o início.

Comentário Final



"Shadowgrounds" pode não ser um daqueles jogo que marcaram sua época, mas é de fato um jogo bastante divertido. Em muitos sentidos lembra bastante o clássico "Alien Syndrome" (NES e Mastes System) e conta com muita ação, um protagonista carismático apesar de ranzinza, uma boa variedade de armas com diferentes potenciais de destruição e alienígenas com cara de que vão de fato te cortar ao meio se você não acabar com eles primeiro. Tem um ou outro senão, mas nada que estrague a diversão, ainda mais quando se leva em consideração que até quatro jogadores podem jogar simultaneamente.

NOTA: 8,5

* P.S1: "Shadowgrounds" e também sua continuação, "Shadowgrounds: Survivor", encontram-se disponíveis para compra na loja virtual Steam.














23 de mar. de 2016

Jim Power: The Lost Dimension in 3D



Desenvolvido francesa Loriciels (a mesma empresa que desenvolveu o não muito famoso"Best of the Best: Championship Karate" para NES, SNES, Mega Drive e Game Boy) "Jim Power: The Lost Dimension in 3D" foi lançado tanto para PC quanto para o Super Nintendo já próximo do fim do ano de 1993. 
Com bons gráficos, ótima trilha sonora, dificuldade insana, roteiro descompromissado e um protagonista mais "90´s" impossível, o título resume boa parte daquilo que os jogos dos anos 90 tinham de melhor e também de pior. Até mesmo em se tratando de estilo de jogo "Jim Powers: The Lost dimnension in 3D" isso está presente, diversas formas diferentes de se jogar variando de fase a fase. Existem fases estilo plataforma... fases com vista de cima para baixo, estilo top- down... fases de shooter, onde se pilota uma nave ou se maneja um traje com jetpack... 
Mesmo não sendo proposital, o jogo funciona quase como um apanhado ou panorama geral do que caracterizava os videogames naquela época, tendo isso como um apelo a mais.

11 de mar. de 2016

The Secret of Monkey Island



Os anos 90 foram sem dúvida a era de ouro dos jogos point-and-click e em uma época em que muita coisa boa foi produzida os adventures da LucasArts conseguiram um merecido local de destaque. Começando ainda em 1987 com o clássico "Maniac Mansion", a lista de adventures com os quais a LucasArts presenteou os jogadores é longa... "The Dig", "Full Throttle", "Grim Fandango", "Indiana Jones and the Fate of Atlantis" e, destaque entre destaques, "The Secret of Monkey Island".

História e Roteiro



"The Secret of Monkey Island" é uma divertida história de piratas em um mundo cartunesco e bem humorado, onde alguns clichês dos filmes, livros e quadrinhos de piratas são reformulados de forma leve,  para ser explorado por um protagonista com um quê de Jim Hakwins. Se você não sabe quem é Jim Hakwins... procure pelo livro "A Ilha do Tesouro" em alguma biblioteca. Acredite... esse livro vale tanto a pena ser lido quanto "The Secret of Monkey Island" de ser jogado.
A premissa é simples, como os filmes de aventura dos anos 90 costumavam ser. O jovem Guybrush Threepwood chega a ilha caribenha de Melee Island disposto a alcançar seu sonho de ser um pirata. Guybrush então se vê envolvido em uma aventura cheia de testes, enigmas, feitiçaria vodu, duelos a base de espada e ofensas, romance e muitos comentários debochados a respeito de seu peculiar nome. No fim das contas cabe ao jovem aspirante a pirata resgatar a governadora de Melee Island (e seu interesse amoroso) Elaine Marley das mãos do pirata fantasma LeChuck e sua tripulação espectral, precisando encontrar o caminho para o esconderijo do capitão fantasma na misteriosa e lendária Monkey Island (Ilha dos Macacos, em tradução livre).
O roteiro é caprichado e os diálogos são em geral divertidos, com um humor que varia dos pastelão ao sarcástico, repleto de tudo aquilo que não pode faltar em uma história de piratas: caça ao tesouro, duelos e altas doses de uma bebida alcóolica que só o fígado de um velho lobo-do-mar consegue aguentar, tudo de uma forma bem fantasiosa e por vezes propositalmente anacrônica, visando gerar humor- de camisetas estampadas até letreiros luminosos, além de uma das mais bizarras geringonças que o mundo dos point-and-click já viu.

Gráficos



O jogo atualmente conta com duas versões de gráficos, a original de 1990 e os da edição especial lançada em 2009 para PC e outras plataformas. Em ambos os casos os gráficos são muito bons, desde que se leve em consideração as limitações e vantagens técnicas da época de cada um. 
Tanto as cenas do jogo em sí quanto das comuns cutscenes são muito boas. Os cenários durante o jogo são bem variados... uma cidade portuária cheia de piratas... um labirinto na floresta... cabanas no meio do nada... uma excêntrica loja de barcos usados... uma ilha tropical com nativos e pedras no formato de caveiras... todos, sem exceção, são bonitos, habilmente coloridos e cheios de detales, mesmo em sua versão original, tendo recebido uma remodelagem e tanto na versão remake, ficando mais ricos em elementos decorativos. O design dos personagens é excelente, embora eu prefira o visual que eles tinham nas cutscenes originais, os quais lembram bastante a arte de desenhos animados e quadrinhos de aventura dos anos 90, ao da versão do remake, mais caricata e estilizada.
Algo que gostei bastante é que na versão remake que comprei na Steam pode-se alternar  entre os gráficos originais ou novos em qualquer momento do jogo, bastando apertar a tecla F10.



Música e Efeitos Sonoros

A música é um ponto forte do jogo. A trilha sonora foi composta por Michael Land, sendo seu primeiro trabalho na LucasArts. O destaque vai para a música tema, que toca na tela de abertura, o qual eu considero é linda e impregnada do clima que permeia todo o jogo.
Os efeitos sonoros são bem melhores que a média dos jogos da época, refletindo o esmero que o pessoal do desenvolvimento teve. Na versão remake as falas dos personagens são narradas, cada uma tendo suas características próprias, o que foi o ponto mais psoitivo do remake em minha opinião.


Controles e Jogabilidade



Como é um jogo de point-and-click, não há muito a se dizer... funcional é o termo. Cumpre seu papel de forma adequada. Na versão original o menu de opções de ações a serem escolhidas fica no canto inferior esquerdo da tela. Deve-se clicar em um comando, "Open" por exemplo, e depois em algo do cenário ou do inventário de itens para Guybrush interagir com o cenário, objetos e personagens e assim realizar as ações, como por exemplo "Open Door",. Na versão remake o menu fica oculto, sendo acionado através de uma tecla ou botão, o qual varia conforme a plataforma.
Dentre os comandos possíveis, "Talk to", "Walk to", "Pick up", "Use" e "Look at" são as mais usadas no correr do jogo.



Dificuldade



A dificuldade do jogo varia em altos e baixos. Existem momentos em que você nota de cara o que deve fazer, outros você percebe após raciocinar um pouco e existem aqueles que você não tem a menor ideia de como ir para a frente. Para facilitar a vida do jogador é possível pedir pistas durante o jogo, apertando a tecla ou botão "Hint" ( no PC é a tecla "H" ). As dicas são graduais. A primeira é bem vaga, mais vão dando mais detalhes conforme o jogador aciona a tecla de novo. O lado ruim disso é que depois de você usar as dicas para seguir adiante no jogo, fica aquela sensação chata de "Como eu não pensei nisso?" no ar...
No geral eu diria que a dificuldade éconsiderável, mas sem ser realmente pesada. O maior risco é ficar alguns minutos dando voltas em círculo por todos os cenários, quebrando a cabeça tentando achar algo que ajude a resolver a questão, mas isso é de praxe em todos os adventures estilo point-and-click, não sendo um defeito específico do título . O único senão que aponto em "The Secret of Monkey Island" é que em alguns momentos o jogo é bem vago quanto ao que deve ser feito, como no caso da ponte guardada pelo troll.

Comentário Final



Um grande clássico dos anos 90, "Monkey Island" tem fôlego para agradar ainda muita gente ainda, mesmo quem nasceu depois de 2000, em grande parte graças a versão atualizada dos gráficos. O jogo é divertido e você realmente vai dar umas risadas altas em alguns momentos, sendo daqueles que viciam e prendem em frente a tela do PC, fazendo você quase varar a madrugada jogando. 
Para os apreciadores de jogos point-and-click em especial é um jogo imperdível. Um prato cheio com tudo que um point-and-click tem de melhor. A série Monkey Island recebeu quatro sequências, mas em minha opinião o primeiro título continua sendo o melhor de todos.

NOTA: 9,5


* Curiosidade 1: O nome bastante esquisito do protagonista foi criado pro acaso... originalmente seu sprite era apensas designado "guy" (cara, em tradução livre), mas um dos programadores acabou colocando "brush" logo em seguida, para indicar que era o "brush file" para o sprite. O arquivo ficou "guybrush.bbm" e o nome acabou pegando.
O sobrenome foi baseado em personagens dos livros da série "The Blandings books" do escritor P.G. Wodehouse.

* Curiosidade 2: Os desenvolvedores colocaram um personagem no jogo, o pirata Cobb, apenas para fazer propaganda (de forma propositalmente ostentosa) de "Loom", outro título da LucasArts.


21 de mar. de 2014

Startopia


   Qual seria o resultado lógico da expansão humana pelo espaço sideral? Um tremendo quebra-pau envolvendo toda e qualquer espécie senciente encontrada, obviamente! E depois desse rolo de proporções literalmente cósmicas, como a coisa fica?
   Bem, o cenário encarado pelos sobreviventes não é lá muito animador... a maioria dos planetas onde ainda tem alguém vivo é frio, pequeno,distante, ou qualquer outra coisa pejorativa do gênero, e das outrora altivas estações espaciais sobraram poucas, as quais, na melhor das hipóteses, em um estado que não é lá muito melhor do que cascos danificados.
   Obviamente não seria uma  mera experiência de quase extinção que levaria as raças mais evoluídas do cosmo a tomarem vergonha na cara e passarem a cooperar umas com as outras, não é? Óbvio que não! Pelo contrário! As mais diversas corporações e conglomerados se lançam ao espaço para ocupar as antigas estações, cada uma com seu próprio objetivo e sem o menor escrúpulo de, caso julguem necessário, pegar em armas para garanti-los, pode ter certeza. 
   Lançado em 2001 pela Eidos Interactive e pela Mucky Foot Productions, "Startopia" é um jogo que reúne elementos de estratégia, simulação e gerenciamento de tempo & recursos, em um cenário  caoticamente bem-humorado no melhor estilo Douglas Adams- aliás o jogo foi dedicado a ele! Não sabe quem é Douglas Adams? Basicamente foi ele que revelou a grande importância de uma toalha e descobriu o sentido da vida, do universo e tudo mais.
   Que é 42, aliás.