7 de jul. de 2020

Legacy of the Wizard


A bilioteca do NES ainda tem muitas hidden gems a oferecer, em especial de jogos que na época receberam menos reconhecimento do que mereciam no ocidente ou simplesmente foram esquecidos com o correr dos tempo. Se você gosta de RPGs clássicos ou é fanático por JRPGs, "Legacy of the Wizard" é um jogo que merece sua atenção.
Originalmente lançado no Japão em 1987 como "Dragon Slayer IV: Drasle Family", "Legacy of the Wizard" foi um dos poucos títulos da fantástica série "Dragon Slayer" da Falcom a chegar deste lado do globo terrestre (traduzido apenas para o inglês). Mesmo que a série toda mereça ser conhecida, não se preocupe... o jogo é independente e pode ser jogado sem nunca você sequer saber que ele faz parte de uma franquia.

História e Roteiro


Uma história clássica, cujo maior diferencial é que no lugar de apresentar um único herói solitário ou um grupo de desconhecidos que vai se reunindo aos poucos dadas as circunstâncias, "Legacy of the Wizard" é protagonizado por toda uma família de heróis aventureiros- incluindo o bichinho de estimação!
É... família que mata dragão unida permanece unida.
Mas como tão simpática família se meteu nesse rolo? Bom... a muito, muito tempo atrás, o Rei Dragão (Dragon King no original) aterrorizava uma pacata floresta e ameaçava o resto do mundo, pois afinal ele era um dragão e é isso que os dragões (geralmente) fazem.
Um poderoso mago enfrentou o dragão e o aprisionou no subterrâneo (sim, embaixo da floresta tem uma dungeon imensa, com lojas e hospedarias, inclusive... legal, não?) e assim o tempo passou... 
Décadas depois, sinais (tipo o mascote da família entrar saltitante em casa com uma escama do bicho na boca) mostram que o Rei Dragão está prester a despertar e agora a famíla daquele que outrora o aprisionou deve derrotar o monstro novamente.
Mas que presente de grego, hein, vovô?
A única forma de deter o Rei Dragão é com a lendária espada Dragon Slayer. Encontrá-la é a primeira missão. Toda a família se une e parte para a aventura.
Menos os avôs que, na opinião dos programadores da época, já passaram da idade para esse tipo de estrepolia.
Eu, particularmente, fiquei decepcionado por não poder jogar com os dois...

Gráficos


Os gráficos são indubitavelmente datados, mas para a época eram bons. Os heróis e a maioria dos montros são pequenos, mas até que bem detalhados. Alguns cenários são mais vistosos, outros mais sem graça, mas mesmo envelhecidos é visível o quanto os gráficos foram feitos com capricho.
Eu gosto em especial dos sprites dos dois filhos e alguns dos monstros, como os homens-porcos, ficaram bem legais também. Os chefes são maiores e mais detalhados, algo bem comum naqueles tempos de poucos bits.

Música e Efeitos Sonoros



A trilha sonora é um dos pontos altos dos jogos, Para quem curte videogame a mais tempo, basta dizer um nome: Yuzo Koshiro, o mesmo cara responsável pelas músicas de "The Revenge of Shinobi" e da trilogia "Streets of Rage", além de muitos outros. Acho que dispensa maiores comentários, pois mesmo se tratando de um trabalho de início de carreira, o talentp de Yuzo já se mostrava. Eu sempre que jogo paro um pouquinho na tela de abertura para ouvir o tema princial do jogo. É difícil dizer de qual eu gosto mais... até da a música dos shops/ lojas eu me amarro!
Os efeitos sonoros cumprem sua parte, mas sem nem metade do brilho da trilha sonora.

Controles e Jogabilidade


Essa é a parte mais problemática para os padrões de hoje em dia... "Legacy of the Wizard" possui váriosdos problemas comuns a jogos dos anos 80 o que toca a jogabilidade, como precisão insatisfatória em vários momentos ao se saltar de um lugar mais baixo para um mais alto e coisas simples, como subir uma escada, serem mais difíceis do que deveriam. É mais um problema da época, e das limitações técnicas de então, que um defeito específico do jogo, mas pode exasperar muitos jogadores que o forem jogar hoje em dia. Só posso dizer o seguinte: tenha paciêcia e pegue o jeito. Vai valer a pena.
Quanto aos controles, o único senão é que como o NES só tinha dois botões, usar os itens é meio chatinho- em especial mover os blocos de pedra com as luvas de super-força! Mais uma vez... é algo devido mais às limitações técnicas do período que um defeito específico do jogo. O segredo é treinar.

Dificuldade


É difícil. Bem difícil. Divertido? Sim, bastante, mas... difícil...
O jogo precisa de bastante paciência e exploração. Em muitos momentos você vai aprender o que fazer na base de tentativa e erro, testando diferentes membros do clã e vendo qual tem aquilo que é necessário para seguir adiante. Pelo menos é aquele tipo de dificuldade que é recompensadora e você vibra quando consegue resolver a situação e renova a vontade de seguir adiante.
Ah, sim... e se você era um adepto da nobre arte de desenhar mapas para os jogos os anos 90, é uma boa oportunidade para colocar suas habilidades esquecidas em prática. "Legacy of the Wizard" é um jogo de mundo aberto, e a dungeon é supreendentemente grande para um jogo de 1987, com cinco áreas prncipais, cheias de segredos. Não é difícil se perder e ficar dando voltas, então um mapa feito  por você, ou por algum amigo prestativo que saiba desenhar razoavelmente bem, será de grande valia!
Por fim, o jogo também possui muitos itens e armas, e é praticamente essencial saber o que cada um faz.

Comentário Final


"Legacy of the Wizard" é um grande jogo, com muita coisa inovadora para sua ´poca, como não ser linear e poder trocar de personagem no correr da partida. O tempofez valer seu efeito em alguns aspectos do jogo, mas isso não diminui sua qualidade. Alguns jogadores podem achá-lo cansativo, com a ecessidade de ir e voltar várias vezes para se trocar o membro da família, mas aqueles que derem uma chance vão achar um pequeno e valioso clássico. "Legend of the Wizard" é um jogo cult, mas merecia mais reconhecimento, ontem e hoje.

NOTA: 8,5

P.S: Apesar de, no ocidente, ser chamada de "Drasle Family", o nome original da família é Worzen. A confusão veio de ter "Drasle" no título original japonês, mas "Drasle" é originalmente uma abreviação para "Dragon Slayer", não um sobrenome.

P,S 2: A identidade de quem de fato prendeu o dragão é meio controversa... no manual norte-americano fala-se que é o avô, Douel, mas outras fontes falam que foi um ancestral da família e Douel então é apenas um velhinho boa-praça que gosta de ouvir as histórias dos parentes.

5 de jul. de 2020

Serviço de Utilidade Pública OSD: Os itens de "Legacy of the Wizard"


"Legacy of the Wizard" é daqueles jogos cheios de itens (eu adoro) e como eles são essenciais para seguir adiante, saber o que cada coisa faz e quando usar é fundamental.
Para quem não tem acesso ao manual vou deixar aqui a lista com os items que você vai encontrar enquanto perambula pelo subterrâneo:

ITENS COMPRADOS EM SHOPS:

Os shops vendes até ites como o escudoshield, mas vou me limitar aqui aos três itens mais básicos e que você vai comprar com mais frequência. Todos os itens abaixo são consumíveis, logo prepare-se para comprá-los muitas e muitas vezes.

- Magic Bottle: É a garrafa mais simples,mas mais bojudinha. Recupera a barra de magic do herói até 99, mas preste atenção! Só funciona quando a barra estiver zerada! A Magic Bottle deve estar ativada selecionada o espaço para itens e assim que sua barra de magic esvaziar totalmente, a Magic Bottle fuuncionará automaticamente.

- Elixir: É a garrafa com duas asinhas na tampa. Recupera a vida do heró até 99 pontos e é ativada exatamente igual à Magic Bottle

- Crystal: A bola de cristal vermelha. Usea para voltar imediatamente para a entrada do subterrâneo. Perfeito para uma fuga rápida em momento de aperto, mas lembre-se que você terá que refazer o caminho inteiro, logo use com sabedoria.

ITENS QUE MONSTROS DERROTADOS DEIXAM CAIR:

-Bread: Pão, com aquela forma de pãozinho que aparece em anime. Recupera 5 pontos de vida.

-Money: Dinheiro, na forma de um saquinho com cifrão. Cada um acrescenta duas unidades no marcador de dinheiro.

- Potion:  Poção. A garrafinha rosa com dois olhinhos. Recupera 5 pontos de magia.

-Key: Chave. Abre baús. Óbvio.

-Scroll: Pergaminho. Aumenta a velocidade, o pulo e a distância do ataque por um tempo limitado, mas enfraquece um pouco a força dos golpes.

- Ring: Anel. Confere invulnerabilidade temporárea.

- Cross: A cruz. Destrói todos os inimigos na tela (exceto os que ainda estão na forma de "ovos").

- Poison: Veneno, parece mais um saleiro... de qualquer forma, não pegue. Causa 5 pontos de dano.

ITENS PERMANENTES E EQUIPÁVEIS

-Gloves: Luvas brancas. Apenas o pai, Xemn, pode usar. Com as luvas, Xemn pode empurrar blocos.

- Power Glove: Parece uma luva de boxe vermelha. Todos (exceto Pochi, o monstrinho de estimação) podem usar. Aumenta o dano do ataque.

-Powered Boots: Botas com uma estrelinha. Pode ser usada pelo pai e os dois filhos. Permite que você possa matar monstros pulando neles, estilo Super mario Bros.

- Mattock: Parece uma picareta. Somente a filha, Lyll pode usar. Pode destruit blocos, mas custa 1 ponto de magia para cada bloco destruío.

-Shield: Escudo. Pode ser usado por todos. Confere imunidade aos ataques de longa distância dos chefões. Só pode ser comprado em um único shop e não é achado em baús espalhados pela dungeon.

-Fire Rod: Um cetro com asas. Dobra o alcance dos ataques, mas também dobra seu custo. Todos podem usar. 

-Key Stick: Parece um cetro com uma esfera na ponta e uma fita ao redor. Pode abrir, ao custo de 1 ponto de magia, qualquer porta.Só a mãe, Meyna, pode usar.

-Jump Shoes: Botas com molas. Dobra a altura dos pulos. Somente a mãe e os filhos podem usar.

-Armor: Armadura. Permite ao pai ou ao filho darem encontrões nos inimigos para matá-los, mas sem sofrer dano. Vai sugando a barra de magia quando equipada, então fique atento.

-Crown: Coroa. Existem quatro no jogo, as quais são recuperadas após derrotar seus guardiões. São necessárias para se conseguir a espada matadora de dragões.

-Dragon Slayer: A espada matadora de dragões. Apenas o filho, Roas, pode utilizá-la. É a única arma capaz de matar o chefão final do jogo, o Rei Dragão King Dragon. 

Espero que ajude. Bom jogo a todos!

3 de jul. de 2020

Serviço de Utilidade Pública OSD: Quem é quem em "Legacy of the Wizard"


Tenho jogado bastante esse jogo que foi tão injustamente esquecido e recomendo a todos que dêem uma chance, mesmo que os gráficos pareçam muito datados e simplistas para os olhos de hoje.
Um das coisas mais legais do jogo é a possibilidade de trocar de personagem durante a partida, sendo todos os heróis membros da mesma família, a família Drasle- incluindo seu animal de estimação!

Para aqueles que não tem acesso ao manual do jogo, vou falar rapidamente de cada membro da família e suas habilidades, pois saber quem usar em determinados momentos é fundamental em "Legacy of the Wizard". Você pode escolher qual membro da família usar a própria sala de jantar da casa- é essa tela aí embaixo:



(ATENÇÃO! Não estou dando spoiler, pois todas essas informações originalmente podiam ser lidas no manual que acompanhava o cartucho)

- A avó, Jiela: A matriarca da família não é um personagem jogável. Sua função o jogo é fornecer os passwords necessários para contiuar a partida após alguma interrupção. 
Se você estiver jogando esse jogo através da coletânea da Namco do Steam, a avó perde sua função, pois é possível salvar o jogo em qualquer momento, diferente da versão original em cartucho.

-O avô, Douel: No passado, o vovô foi um grande mago e responsável por aprisionar o dragão maléfico no subterrâneo, porém o tempo passou e o velho herói não tem mais forças para encarar uma aventura dessas. Sua única função no jogo é receber o password e recomeçar a partida interrompida.
Assim como a vovó, ele também perdeu praticamente toda sua utilidade na versão da coletânea.

- O pai, Xemn: O pai é o membro mais forte da família e que faz mais dano. Pode usar as Magic Gloves para mover blocos.

- A mãe, Meyna: A mãe faz menos dano que o pai, mas faz mais dano que ambos os filhos. Pode usar magia e é a única capaz de voar com as asas/ wings.

-A filha, Lyll: Tanto ela quanto seu irmão fazem a mesma quantidade de dano, mas Lyll é quem consegue pular mais alto dentre todos os membros da família. A filha também é capaz de usar alguns feitiços. Lyll também é a única capaz de usar a marreta/ mattock, capaz de quebrar alguns blocos na dungeon.

- O filho, Roas: A primeira vista, o filho é o personagem menos notável, não tendo, de cara, nenhuma característica específica. Sua única habilidade, porém, acaba sendo essencial no jogo, pois apenas ele é capaz de empunhar a espada Dragon Slayer.

- O mascote, Pochi: Pochi age feito o cachorro da família, mas a verdade é que ele é um monstro achado no subterrâeo. Seus ataques fazem uma boa quantidade de dano mas tem alcance curto. Seus pulos são ruins e (obviamente) pode usar poucos dos itens e artefatos do jogo. Pochi, entretanto, tem uma vantagem única: Por ser um monstro, os outros monstros do subterrâneo não o atacam, podendo passar por eles sem ser incomodado.

Lembre-se... "Legacy of the Wizard" não é um jogo fácil. Não tenha preguiça em voltar e trocar de personagem quando empacar em algum trecho. De repente alguém com uma habilidade diferente dá um jeito na situação.
Bom jogo a todos e até a próxima!

29 de jun. de 2020

Jogos no Steam Para Retrogamers #26

Faz tempo que não recomendamos alguns jogos aqui no blog- quase um ano na verdade!
Com julho chegando e aquecendo nossas velhas lembranças das férias escolares de meio de ano cheias de idas e vindas às locadoras, acho que é um bom momento para recomendar alguns.

SUGESTÃO #1

Se você está com saudades de jogar:  "Ultima IV: The Quest of Avatar" (PC, NES, Master System); "The Legend of Zelda" (NES); "Adventure" (Atari 2600)

Tente: Brother Brother



Sinopse: Um pequeno jogo de action RPG bem legal. Divertido com visual retrô e boa música. É curto, mas até que tem bastante exploração, algumas side quests, um chefe secreto que vale um ótimo prêmio se derrotado e um divertido mini-jogo de pesca. Parece uma mistura dos primeiros jogos da série "Ultima" com Zelda do NES, e uma pitada de "Adventure" do velho Atari. 
O jogo segue a busca de um jovem guerreiro por seu irmão desaparecido, o que o leva a encarar de novo o mistério do desaparecimento de seus pais, anos antes. Se você gosta de RPGs clássicos, vale a pena conferir.
O desenvolvedor, Patrick VanMackelberg, já está com um novo projeto em curso, que continua a história de "Brother Brother".

SUGESTÃO #2

Se você está com saudades de jogar: "Brave Fencer Musashi" (Playstation); "The Legend of Zelda: A Link to the Past" (SNES); "Crystalis" (NES)

Tente: Bastion


Sinopse: Um action RPG onde se ajuda um rapaz reconstruir seu mundo, destruído por um cataclisma misterioso. O jogo tem muita exploração e ação e conta com dificuldade bem equilibrada, que não entedia os veteranos nem frustra a galera mais nova. Possui belos gráficos e músicas, em especial as canções que tem trechos cantados. Mas o grande destaque, na minha opinião, é a história, que é bonita, mas melancólica do começo ao fim. 

SUGESTÃO #3

Se você está com saudades de jogar:  "Bucky O`Hare" (NES); "Dinosaurs for Hire" (Mega Drive); "Jack Jazz Rabbit" (PC)

Tente: Clash Force


Sinopse: Um jogo aventura estilo plataforma bem à moda antiga. Ajude uma força de elite formada por um trio de animais humanoídes a salvar o mundo de um cientista louco nesse título inspirado em games antigos e desenhos animados dos anos 80 e 90. 
Bastante indicado se você sente saudades dos tempos de 8 e 16 bits. Um jogo de plataforma leve, legal, com gráficos pixelados bem feitos e bem menos difícil que seus ancestrais do NES. Seu maior defeito é que, depois de zerado, não se tem muitos motivos para voltar a jogá-lo.

Fechamos essa edição com esses três. Boa diversão a todos!

27 de jun. de 2020

10 jogos oldschool que todo mundo acha que eu não deveria gostar, mas eu gosto


Algumas vezes já ouvi que eu não tenho critério e que basta o jogo ser antigo, de 8 ou 16 bits, que eu vou gostar e dizer que é bom. De fato sou um entusiasta de jogos antigos e prefiro qualquer pack com clássicos a um dos jogos super badalados do momento, mas não significa que eu seja cego para toda uma série de limitações, problemas de época ou escolhas infelizes de programadores- como por que "Kid Chameleon" tinha que ser um jogo tão extenso, caramba? Conseguiram transformar o que seria um clássico muito legal em frustrante desafio de paciência!
Por outro lado, tais censuras que recebi são parcialmente compreensiveis e explicaveis por eu gostar de alguns jogos quase unanimamente execrados- embora me pareça que boa parte das pessoas que os odeiem sequer os tenha jogado uma única vez e sim apenas repetem a opinião geral!
Rascunhei uma lista com dez jogos odiados que eu gosto, para horror e revolta dos fanboys do Angry Videogame Nerd, e vou deixar os leitores aqui do blog tirarem suas próprias conclusões. 
Antes um aviso... não estou dizendo que são jogos excelentes, apenas que eu gosto deles, mesmo com seus defeitos e acho que não merecem toda a má fama que lhes foi destinada. Outra coisa... a ordem deles na lista é aleatória, e não do game que gosto mais para o que gosto menos, ou vice-versa. Dito isso, vamos lá:


1- Fester's Quest (NES)

O que gosto nele: O non sense da história; a exploração; as fases são meio labirínticas,; quantidade significativa de itens diferentes para coletar.
Porém... gráficos e música bem mais ou menos; dificuldade alta e frustrante, fases pouco variadas; inegavelmente um caça-níqueis para faturar em cima de uma franquia famosa.

2-Atena (NES)

O que gosto nele: A protagonista é carismática; tem quase todos os elementos clássicos dos jogos de aventura estilo plataforma.
Porém... a jogabilidade é meio truncada; é meio enjoado passar de alguns trechos; é difícil manter a arma que você quer por muito tempo.

3- Karate Kid (NES)

O que gosto nele: Um joguinho de plataforma bem movimentado; segue a história dos filmes  com fidelidade razoavel.

Porém... dificuldade dá saltos consideráveis entre uma fase e outra; pouca variedade nos cenários; possui um dos mini-jogos mais frustrantes de todos os tempos (o do tambor).

4- Hydlide (NES)

O que gosto nele: Um action RPG com uma história clássica, meio conto de fadas; os gráficos são legais; tem puzzles e exploração; até que o número de inimigos é variado; muitos itens e feitiços para usar.

Porém... o combate tem uma mecânica bem esquisita, e se demora para pegar o jeito; subir de nível demora uma eternidade, padrão "Haja paciência!"; grinding excessivamente necessário (de novo, haja paciência); alguns dos puzzles são um tanto criptográficos demais.

5- Super Pitfall (NES)

O que gosto nele: Um aventura estilo plataforma cheia de itens para se procurar; acho o balão que permite voar legal.

Porém... Mais difícil do que o necessário; jogabilidade questionável; excesso de tentativa-e-erro.

6- The Adventures of Bayou Billy (NES)

O que gosto nele: Jogo de ação e aventura com bons gráficos e músicas; a história de tão trash se torna divertida.

Porém... excessivamente difícil... é sério... difícil ao ponto de ser irritante; mesmo inimigos comuns de fase demoram para morrer.

7- Captain Comic (NES)

O que gosto nele: Um joguinho plataforma simples, porém bem clássico, com cenários variados para se explorar não linearmente e muitos itens para achar.

Porém... originalmente totalmente feito por uma pessoa só, logo tem cara de filme de baixo orçamento; excessivamente difícil no início, antes de se conseguir alguns itens específicos.

8- Batman Forever (Mega Drive)

O que gosto nele: Francamente não sei o que as pessoas odeiam tanto nesse jogo... achei um jogo de ação estilo plataforma mediano e, para mim, os gráficos, os quais todo mundo critica, deram um tom meio surreal/ meio bizarro ao jogo que achei diferente.

Porém... jogabilidade pouco fluida; controles meio confusos.

9- Wolverine (NES)

O que gosto nele: Um jogo de aventura e ação estilo plataforma na média da época; protagonizado pelo Wolverine; tipo de jogo ideal para uma quarta-feira chuvosa sem dever de casa.

Porém... gráficos abaixo da média; desenvolvedores colocaram algumas armadilhas bem ridículas, como uma garrafa, item que recupera energia, que se você pular e pegar, volta praticamente para o começo da fase. 

10- Teenage Mutant Ninja Turtles (NES)

O que gosto nele: Um jogo de aventura e ação estilo plataforma onde se vai de uma fase para outra dirigindo o furgão das Tartarugas Ninja, sendo menos linear  que a maioria dos jogos da época; quatro personagens com ataques diferentes que podem ser trocados durante a partida.

Porém...  VÁ SE FERRAR O DESGRAÇADO QUE INVENTOU AQUELAS MALDITAS ALGAS MARINHAS!

Desculpem... trauma de infância... de qualquer forma... fechada a lista. Você também gosta de algum jogo odiado por todos os outros? Que tal contar para a gente nos comentários?
Bom jogo a todos e até a próxima (seja lá quando for).

26 de jun. de 2020

Power Monger

Power Monger [Europe] - Sega Genesis/MegaDrive () rom download ...

O Excelentíssimo Power Monger!   

Nós, criadores desse site tomamos conhecimento desse jogo totalmente por acaso nos anos 90.
Meu irmão, muito novo na época, se deparou com a caixa do jogo, este para Mega Drive, e ficou encantado com o chefão de tapa olho e segurando uma faca. Insistentemente ele queria o jogo com o cara da faca, e meu pai foi e comprou.
Não sabíamos nada sobre esse jogo, não tínhamos visto em nenhuma revista, e para nossa grande e positiva surpresa, nos deparamos com Power Monger, um dos melhores jogos de estrategia.

Como Power Monger é muito especial, teremos diversas postagens sobre o mesmo, a começar por essa incrivel review:

Historia e Roteiro

Play Power Monger Online - Sega Genesis Classic Games Online

O Objetivo de Power Monger é mostrar todo o seu poder no mundo, dominando muitos territórios o maximo que puder até chegar conquistar o ultimo território do jogo no fim do mapa.

Mas isso não significa que você não possa batalhar em todos os territórios desse mundão de meu deus.

Ao todo são 195 territorios!

Cada um com sua dificuldade e aumentando cada vez que esteja mais embaixo no mapa do mundo.

Powermonger Download Game | GameFabrique

Gráficos e Sons
Power Monger (USA) SEGA CD ISO Download - Replayers

Os gráficos do jogo variam de acordo com o console. Incluindo a disposição das ferramentas de jogo na tela.
No AMIGA, os gráficos ficam mais bem definidos e dá pra entender melhor cada item do mapa.
Apesar de que na versão de MegaDrive fica parecendo bem legal um jogo de tabuleiro visto de longe, tipo formiguinhas.
Apesar do gosto, nesse quesito o Mega Drive acaba perdendo para os demais, as arvores por exemplo ficam muito embaralhadas, parecendo muitas vezes manchas no mapa e difícil de ver bem definidas.

Os sons do jogo são excelente!
O tropa marchando, serrando árvores, a voz do comandante (yeah!) ao acionar uma ordem.
No combate os sons das espadas batendo, mesmo que sua tropa não tenha armas, e o dano causado parece que o soldado está engasgando ou soluçando.
E tem também o famoso som do carneirinho que só serve de comida no jogo....bééé...bééé


As telas as seguir em ordem: Mega Drive, Amiga, SNES e Sega CD

Power Monger (Genesis / MegaDrive) - YouTube

3D Landscape Texturing Techniques : Powermonger on Amiga? - Unity ...

Super Nintendo Entertainment System PowerMonger (Europe) - YouTube

PowerMonger - im Klassik-Test (Mega-CD) – MANIAC.de


Dificuldade

Power Monger - TecToy

Como todo bom jogo de estratégia, os territórios a serem conquistados começam fáceis, para ir se acostumando com as estrategias do jogo, e de acordo com que se vai avançando mais abaixo no mapa do mundo, os territórios ficam mais difíceis.

É um jogo de estrategia mesmo, então para cada território, é necessário uma tática diferente para domínio do mesmo.

Para vencer o jogo, é necessário dominar o ultimo território, o de numero 195, que fica no canto inferior direito do mapa do mundo. Você pode tentar dominar os territórios na direção que quiser.

Mas o verdadeiro desafio, se tiver paciencia, é dominar tudo! e ser o rei do mundo!

I'm the king of the world!" | Titanic [1997] (Open Matte, SDR ...



Jogabilidade

Dependendo do console, os comandos ficam um pouco lentos, mas não estraga a partida. Não confundir com os comandos dados aos aliados, que são enviados por pombos correios, logo tendem a demorar mais a serem executados.

No centro tem o mapa do local atual, dependendo do console a lista de comandos, o mini-mapa, abaixo as informações de cada objeto da tela, que você pode obter por meio do comando de interrogação, e a balança e direção da visão.

Na balança você pode definir o zoom, a direção norte do mapa.

Sempre que a balança pender completamente para o seu lado, significa que você venceu o território. Não necessariamente derrotou todas as cidades, mas que se tornou forte o suficiente para passar ao próximo domínio.

A base do exercito é a comida, isso vira uma preocupação constante, principalmente quando o território não te carneiros para a tropa degustar.

Toda vez que vence um território, um password é gerado, então é como se o jogo estivesse salvando suas conquistas. 

Atenção, você pode voltar no território que já conquistou, mas ele não estará do mesmo jeito que deixou, é como se fosse um reset da partida.

Considerações Finais

Nós do OldSchoolDigger somos suspeitos para falar. Adoramos esse jogo.
Em muitos aspectos o jogo agrada muito, em outros temos ódio, mas por conta da dificuldade as vezes de arrumar comida em alguns territórios.

Mas no geral, dá pra gastar horas e mais horas construindo o seu império ao longo do mapa de territórios.

Em breve um dossiê desse jogo explicando timtim por timtim do que fazer e como funciona cada ferramenta, com dicas e tudo que pudermos oferecer.

VICTORY!!

Powermonger (Amiga) Game Download

Nota: 9,5




25 de jun. de 2020

Análise do pack "Namco Museum Archives"- volume 2


Agora a análise do volume 2 da coletânea da Namco! 
Assim como o Volume 1, o Volume 2 também possui 11 títulos, sendo 10 clássicos e um inédito. Vamos dar uma breve olhada em cada um deles:



1- Galaga:  A sequência de "Galaxian", que manteve o que o precursor tinha de legal e acrescentou mais uns detalhes, como a habilidade de disparar mais de um tiro de cada vez e a possiilidade de jogar com duas naves ao mesmo tempo, após resgatar alguma que tenha sido sequestrada pelo raio trator do inimigo.
"Galaga" talvez seja, empatado com "Space Invaders", o maior clássico "shooter de tela parada".

2- Battle City: Um jogo de ação onde se controla um tanque e deve-se proteger sua base enquanto se combate um pelotão de tanques inimigos. É um jogo que consegue ao mesmo tempo ser muito simples e muito divertido- e pode ser jogado por dois jogadores ao mesmo tempo!

3- Pac-Land: Para mim, o pior jogo da coletânea. "Pac-Land" é um jogo que envelheceu muito mal... seus gráficos seguem a mesma linha de "Mappy" e "Mappy Land", com a diferença que não conseguem agradar nem um pouco aos olhos e as músicas e efeitos sonoras são francamente esquecíveis.
O jogo, em si, realmente não é grande coisa, sendo simplesmente um daqueles onde se deve correr em linha reta até o fim da fase, enquanto pula obstáculos e se esquiva dos fantasmas (que agora vem pilotando aviões, saltando em pula-pulas, etc) e tem poucos elementos do primeiro jogo, exceto o protagonista amarelo e os inimigos ectoplásmicos de várias cores. A pílula que permite devorar os fantasmas foi mantida, mas aparece poucas vezes (acho que apenas uma por fase). 
No geral, um jogo monótono e sem emoção.

4-  Dig-Dug II: A sequência menos famosa de "Dig-Dug", onde a pá para cavar suterrâneo adentro foi substituída por uma britadeira capaz de afundar pedaços inteiros das ilhas. A bomba de ar para inflar inimigos até eles explodirem continua firme e forte. É um jogo mais ou menos... gosto mais do primeiro título da franquia.
E atenção ao usar a britadeira... é mais difícil do que parece e um erro de cálculo fará você parar no fundo do mar junto com o terreno afundado.

5- Super Xevious: Basicamente um "Xevious" recauchutado. As poucas modificações feitas não  conseguem evitar a sensação de "mais-do-mesmo".

6- Mappy-Land: A sequência de "Mappy", protagonizada pelos filhos do ratinho policial. O jogo segue o mesmo princípio do anterior, pegar objetos (desta vez são fatias de queijo) enquanto se foge de gatos, mas com muito mais variedade de cenários, armadilhas para se livrar dos gatos (o canhãozinho da fase do velho oeste é um dos mais legais) e itens que podem ser recolhidos e usados depois para distrair os bichanos enquanto você pula fora. Os gráficos, apesar de antigos, são agradáveis e coloridos, com um tom bem lúdico.

7- Legacy of the Wizard: Primeiro de tudo, não se deixe levar pelos gráficos antigos e simples... esse jogo é mais do que parece ser. Um adventure com elementos de RPG (alguns o classificam como um action RPG), um mundo aberto e não linear (obviamente pequeno para os padrões de hoje) e vários personagens com habilidades únicas- e o que é mais legal é que todos são da mesma família. E o mascote da família parece um dinossauro em miniatura.



A história é bem clássica. A família deve se unir para destruir um dragão aprisionado em uma pintura, antes que ele se liberte, mas para isso precisam encontrar uma espada mágica, a "Dragon Slayer", mas para conseguí-la precisam primeiro se apossar de quatro coroas mágicas e derrotar Keela, antagonista maléfico à moda antiga.
O jogo é difícil e cheio de idas e vindas para trocar de personagem, mas acredite... é um jogo recompensador para quem se dedicar a ele.

8- Rolling Thunder: Um jogo originalmente lançado de forma não oficial no ocidente. É um jogo de ação e aventura muito legal, com uma trama de resgate que lembra filmes antigos de espionagem e detetive. Para quem gosta de jogos estilo plataforma é um prato cheio.
Já falamos desse jogo antes aqui no blog, nessa postagem:


9- Dragon Buster II: A sequência de "Dragon Buster", e bem melhor que seu predecessor. "Dragon Buster II" tem muitas diferenças do primeiro título da franquia, sendo um action RPG ao estilo de jogos como "The Legend of Zelda: A Link to the Past" (SNES), "Crystalis" (NES) e "Golvelius" (Master System) enquanto o primeiro jogo era um jogo de aventura e ação com elementos de plataforma. Uma ótima pedida para fãs de action RPGs!

10- Mendel Palace:  Um título bem diferente. Um rapaz tenta salvar a namorada sequestrada por um bando de malfeitores um tanto... exótico, e faz isso revirando placas do assoalho tentando arremessar os vilões contra a parede. É uma mistura de ação e puzzle que talvez não agrade a todos, mas vale a pena ser conhecida nem que apenas como uma curiosidade.

11- Gaplus: Sequência de "Galaga", fechando uma trilogia. "Gaplus" foi originalmente lançado para arcades em 1984 mas nunca havia recebido um port para NES até agora ( uma para Commodore 64 saiu em 1988), sedo portanto um lançamento exclusivo dessa coletânea.
O jogo é legal, mas... basicamente é uma versão recauchutada de "Galaga". Se você gosta de shooters oldschool, vai gostar de "Gaplus", mas não espere nada extraordinário.

Fechamos a lista. Esperamos que tenha ajudado aqueles em dúvida a se decidir. Vou saindo agora para jogar mais um pouco de "Legacy of the Wizard". Bom jogo a todos.

24 de jun. de 2020

Análise do pack "Namco Museum Archives"- volume 1"


Como o preço dos pack da Namco não nenhuma bagatela, vamos dar nossa opinião a respeito de cada um dos jogos dos pacotes e assim tentar ajudar os interessados a decidir se compram ou não. Para não ficar um texto muito grande dividiremos em duas postagens, uma para o volume 1 e a outra para o volume 2.

O volume 1 da "Namco Museum Archives" possui 11 jogos, sendo 10 clássicos e um jogo novo inspirados os jogos de 8 bits do NES.



1- Galaxian: O precursor de "Galaga" é um clássico por seus próprios méritos. É um SHMUP de tela fixa em que só se pode mover a nave para esquerda e direita. É um jogo desafiador, que exige reflexos, pensamento rápido e bons cálculos- até porque só se pode disparar um míssil de cada vez. É um jogo divertido mas jogadores mais novos podem se sentir frustrados pelo foco em marcar pontos e repetitividade do jogo.

2- Pac-Man: Sempre que alguém inventar de fazer uma lista dos "Dez jogos mais clássicos de todos os tempos", "Pac-Man" estará nela- e merecidamente! "Pac-Man" é um daqueles jogos que ajudou a consolidar uma indústria e, mesmo passadas décadas desde o lançamento dessa mistura de puzzle e ação, seus gráficos, sons e jogabilidade continuam atraentes. Talvez devido a sua premissa simples, ritmo bem cronometrado e desafio viciante "Pac-Man" é daqueles jogos que agradam gregos e troianos, jogadores casuais e hardcore, novos e veteranos. Seu maior defeito é mais uma característica de seu tempo do que algo próprio: repetitividade.

3- Xevious: Um SHMUP que não envelheceu muito bem. Tem quase todos os elementos clássicos dos SHMUPs, mas o tempo cobrou seu preço, em especial nos gráficos. Não deixa de ser desafiador e de proporcionar alguma diversão, mas é recomendado principalmente para os viciados em SHMUPs. Seu aspecto mais legal é poder atacar no solo e no ar com tipos diferentes de tiro.

4- Mappy: Um joguinho tipo arcade que mistura ação, plataforma e estratégia, com detalhes muito legais como usar os sinos para derrubar inimigos. É divertido e seus gráficos e música, apesar de simples, são agradáveis. O objetivo é ajudar um ratinho policial a recuperar objetos roubados, enquanto escapa de um bando de gatos.
"Mappy", entretanto, tem os defeitos da época, em especial ser bem repetitivo.

5- Dig Dug: Um clássico dos arcades e do non-sense... Controle um sujeito com roupa de astronauta (ou algo que o valha) enquanto ele cava pelo subsolo e destrói monstros com... uma bombinha de ar, tipo aquelas de bicicleta. O jogo mistura ação com aventura e é divertido, apesar de ser repetitivo e pouco variado- os cenários são muito parecidos e só existem dois tipos de inimigos.
Atenção à jogabilidade! Se não é ruim, em alguns momentos pode te deixar na mão, respondendo mais devagar do que o esperado.

6- The Tower of Druaga: Um jogo cult, que fez um sucesso absurdo no Japão e foi um fiasco no ocidente. É um jogo de labirinto onde se deve derrotar monstros enquanto se procura chaves e itens especiais. Até aí parece tudo bem, mas o combate é muito esquisito, o jogo é dífícil e criptográfico, sendo praticamente indispensável o uso de um detonado/ walkthrough, em especial para achar alguns itens. É aquele tipo de jogo que não tem meio termo- ou você gosta ou odeia!

7- Sky Kid: Um SHMUP acima da média. Difícil, porém recompensador. Tem como principais difenciais seus gráficos cartunescos e o comandoo para se fazer uma manobra com o avião que lembra uma pirueta e é essencial ser dominada para se progredir no jogo.

8- Dragon Buster: Um jogo de aventura, onde um espadachim luta contra monstros em castelos, cavernas e masmorras para resgatar sua amada das garras de um dragão; Alguns vão achá-lo cult, outros vão achá-lo datado e ultrapassado.

9- Dragon Spirit: Outro SHMUP acima d amédia, onde se controla um dragão em um cenário medieval. Tem um detalhe muito legal que o dragão vai se modificando conforme se pega power-ups, podendo desenvolver cabeças extras!
Acho "Dragon Spirit" menos difícil que a média dos SHMUPs de sua época, e além disso conta também com uma boa trilha sonora.

10- Splatterhouse: Wanpaka Graffiti: Uma das estrelas da coletânea, lançado oficialmente no ocidente pela primeira vez. O jogo ao mesmo tempo funciona como um prólogo e uma paródia do primeiro "Splatterhouse", sendo bem cartunesco, com estética "super deformed" e recheado de piadas, brincando com monstros icônicos do terror.
O jogo em si é um jogo de ação e aventura divertido sem ser espetacular e com gráficos que deixam a impressão que poderiam ser melhores.

11-"Pac-Man Championship Edition": O jogo inédito do volume 1. Uma versão recauchutada de "Pac Man", É razoável, mas prefiro o original. Particulatmente eu preferia que tivessem colocado "Ms. Pac Man" o lugar.

Fechamos o volume 1. Em breve faço a análise dos jgos do volume 2. Talvez amanhã, mas não prometo nada. Bom jogo a todos!


23 de jun. de 2020

Análise dos packs de jogos clássicos "Namco Museum Archives" volumes 1 e 2


O blog está em hiato e sem previsão de volta, porém... acabei comprando os packs com jogos da Namco lançados para NES e como grande fã dos 8 bits que sou, resolvi quebrar a pausa e fazer uma análise do pack e seus jogos, para, quem sabe, ajudar quem ainda está em dúvida se compra ou não a coletânea.

Como fiz com o pack da SNK, vou dividir a análise em duas partes, o trabalho da Namco no pack em si e b) a seleção dos jogos.



A) Sobre o pack

Os dois packs da Namco já merecem de cara uma crítica: são dois packs quando podia muito bem ser um só. O da SNK tem 24 títulos e os dois da Namco somados tem 22! E cada um sozinho é mais caro que o da SNK! É muita ganância da Namco e ficou na cara o espírito caça-níqueis da coisa.
Quanto aos packs em si ficaram bem feitos. Não tem extras como o da SNK, mas o layout e a funcionalidade ficaram legais. É bem fácil escolher os jogos e mexer nos menus, você pode personalisar o visual da tela, tem SAVE GAME (algo que originalmente não tinha nos jogos) e pode dar reset quando quiser, além de ter opção para repetir/ replay. O ponto mais criticável é que não tem uma opção selecionável para sair do pack (tem que apertar o ESC mesmo), mas isso não é realmente nada demais. 
Ah, sim... Até o momento não teve nenhum bug comigo, nem nos jogos nem nos menus. No pack da SNK vez ou outra rola uma pane.

B) A seleção de jogos do pack


Cada pack tem 11 jogos, sendo 10 jogos clássicos e um jogo novo, mas feito de forma retrô. A seleção é em geral mediana, com um ou outro momento de brilho, como lançar oficialmente "Splatterhouse: Wanpaku Graffiti" no ocidente pela primeira vez. 
Boa parte dos jogos tem aquele grande apelo a nostalgia da galera dos "trinta-e-tantos & quarenta-e-poucos", pois muitos deles estavam presentes nos multicartuchos que jogávamos em nossos Phanotm Systems. Tem desde clássicos que ainda divertem bem, como "Pac-Man", "Battle City" e "Galaga", até jogos que ficam melhor em nossas lembranças, como "Xevious".
Um ponto favorável é que tem boa variedade de estilos. Tem SHMUPS de tela fixa ou em movimento, tem jogos de plataforma, arcades de ação, um action RPG e um jogo de aventura com elementos de RPG. 
Por último, os jogos inéditos são divertidos, embora não sejam excepcionais.

E aí? Vale a pena? 

Pelo preço que estão cobrando só vale a pena se você for um grande fã de jogos antigos ou do NES. Tem títulos interessantes, como o pouco conhecido por aqui "Legacy of the Wizard" ou o originalmente não licenciado no ocidente "Rolling Thunder", mas a maioria dos jogos é de fato datada (em maior ou menor grau), muitos seguem a fórmula arcaica dos arcades dos anos 80, de priorizar altas pontuações em jogos que muitas vezes não tem um final verdadeiro e boa parte deles tem aquela cara de jogos de primeira fornada do NES.
Atenção! Não estou dizendo que são ruins! Eu gosto de praticamente todos os jogos dos packs (a exceção é o fraquíssimo "Pac-Land") mas o tempo cobrou seu preço da maioria deles e não pode-se fechar os olhos as suas limitações. 

Não sei se farei uma lista falando de cada jogo como fiz com o pack da SNK, pois é muito trabalhoso...


28 de nov. de 2019

26 de nov. de 2019

Anime Oldschool: "Detonator Orgun"


Na extinta rede Manchete, em meados da década de 90, foi exibido um dos meus desenhos japonses de ficção científica favoritos: "Detonator Orgun", de 1991. Dirigido por Masami Obari, "Detonator Orgun" foi uma série de de 3 episódios lançados diretamente para vídeo (o chamado OVA).


A trama gira em torno de Tomoro Shindo, um jovem fora de sincronia com seu tempo e fascinado pelo passado, em especial pelo século XX. A inadaptação de Shindo ao mundo ao seu redor é tão grande a ponto dele usar um modelo de jaqueta da 2ª Guerra Mundial, motivo de críticas por parte de seu melhor amigo.

Indiferente ao fato de estar no final de seus estudos e das possibilidades até promissoras que tem a sua disposição, o distante e frio Shindo passa a maior parte de seu tempo livre assistindo filmes antigos em cinemas quase vazios ou jogando uma espécie de videogame chamado psych-sim (uma espécie de capacete que faz com que o jogador,"sonhe" o jogo, sendo ele o protagonista). Provavelm,ente essa seria sua rotina para o resto da vida, porém...

Os sonhos- jogo de Shindo começam a sofrer estranhas interferências. Algo que a princípio ele não sabe precisar o que é o alerta de forma insistente para uma grande ameaça que se aproxima da Terra, e o incentiva a se preparar para a luta.Paralelamente a isso, uma jovem pesquisadora, Michi, e seu super-computador I- Zack, dotado de uma avançada inteligência artifical capaz de interagir normalmente com seres humanos, buscam compreender o que seria uma estranha armadura recém- descoberta, aparentemente vinda do espaço.

As respostas vão ser conseguidas da pior forma possível. A queda de um meteoro no mar revela-se muito mais que isso, sendo na verdade o início da invasão da Terra porseres vestindo poderosas armaduras robóticas, os Evoluders. A armadura estudada pela pesquisadora Michi desperta, e parte ao encontro de Shindo, o único capaz de usá-la.Após uma batalha inicial contra um par d einvasores, algumas coisas ficam mais claras: a armadura não é apenas uma arma. Ela possui sua própria consciência e identifica-se pelo nome de Orgun. A partir daí Shindo e Michi vão se envolver em uma batalha de grandes proporções, onde muitas coisas serão reveladas, como qual a ligação entre Shindo e Orgun e a origem dos Evoluders.


"Detonator Orgun" é sem dúvida um dos meus animes favoritos. Recomendo a todos que gostem de ficção científica e/ou animes "old school".

P.S: Originalmente postado no blog Dotaku em 23/04/2011.

24 de nov. de 2019

Karnov, ilustre esquecido


Hoje em dia Karnov anda sumido, mas ele já foi um personagem de relativa fama. Sua primeira aparição no mundo dos jogos foi no jogo "Karnov" de 1987, lançado para arcade e para o NES pela extinta Data East. Karnov passou a ser o mascote da empresa, aparecendo em alguns outros jogos: foi o primeiro chefão do jogo "Bad Dudes vs Dragon Ninja" (de 1988, um cult-trash da época); apareceu na série "Fighter´s Story" do Neo Geo (inclusive o segundo jogo da franquia trazia o subtítulo "Karnov's Revenge") e ainda por cima fez algumas pontas no peculiar "Trio The Punch: Never Forget Me", além de mais algumas participações espalhadas em outros jogos.
Karnov contudo não conseguiu acompanhar a evolução dos consoles e não "migrou" para os jogos das gerações seguintes, ainda mais depois da falência da Data East em 2003, somando-se a lista de personagens a cair na obscuridade.

23 de nov. de 2019

O jogo "Valis" de NES e seu fantástico comercial para TV


Quem jogava NES ou Mega Drive, ou gostava de perambular pela lista de ROMs desses videogames, pode ter esbarrado em algum momento com um jogo chamado "Valis" ("Mugen Senshi Valis", originalmente), um jogo de aventura com um dos enredos e uma das histórias mais legais da época. Para quem gosta de histórias envolvendo "Magic Girls" de repente vale a pena conferir essa série de jogos, bem famosa no Japão na década de 90, um pouco menos no ocidente na mesma época e meio esquecida hoje.

Os jogos, como um todo, contam a história da colegial Yuko Asou, que acaba se tornando a guardiã de três mundos diferentes: a Terra, seu lar; A Terra dos Espíritos e Vecanti, a Terra dos Sonhos. 

Quando a fonte de força de Vecanti é extinguida pelo senhor da guerra Vogles, os habitantes da terra dos sonhos lançam um chamado por uma alma brava e nobre, capaz de ajudá-los. Yuko atende o chamado e empunhando a espada mística Valis (daí o nome do jogo... meio óbvio, não?), parte para o combate contra Vogles e suas forças, sem saber que acabaria tendo que enfrentar uma ameaça inesperada: sua melhor amiga, dominada pelo senhor da guerra.

Eu, particularmente, gosto bastante dessa franquia, em especial dos jogos do Mega Drive, mas gosto até da versão de NES do primeiro jogo da série, que muita gete a época torceu o nariz!


Aliás, falando de "Valis: The Fantasm Soldier", tem um detalhe muito legal: o comercial desse jogo no Japão era um animê em miniatura, onde a história era contada em pouco mais de 3 minutos! animação é fantástica, em um estilo o qual não é mais feito hoje em dia:


Pena que ficou apenas no comercial mesmo... esse estilo de animação deixou saudades...

16 de nov. de 2019

(Mais) Cinco jogos oldschool com mundo aberto

"Ah, você fala que vai escrever uma continuação em breve e depois nunca mais volta ao assunto, ou demora meses para escrever... já vi que com os jogos de mundo aberto antigos vai ser a mesma coisa".
Ok... Ok... Continuando de onde paramos ontem... mais cinco jogos antigos com mundo aberto!

#6- River City Ransom (NES)


BARF!
Um dos beat'em ups mais criativos de sua geração, originalmente "River City Ransom" era um jogo da franquia do Kunio-Kun, na época totalmente desconhecida aqui nesse lado do globo terrestre, adaptada para se adequar mais ao público ocidental.
Além da tradicional pancadaria pelo meio das ruas, "River City Ransom" oferecia uma cidade que realmente tinha cara de cidade, com diversas lojas e restaurantes onde seu persoagem podia recuperar as forças, melhorar seus atributos e aprender novas técnicas, além de se poder ir e vir pelos cenários de forma não linear. Vale ainda dizer que, se tratando de um jogo de 8 bis, os caras conseguiram tirar leite de pedra e criar um mundo (ou melhor, cidade) consideravelmente grande para os padrões da época.
Aliás, sou um grande fã desse jogo e recomendo a todos jogá-lo. Não desista logo de cara devido a jogabilidade meio dura e esquita. Vai valer a pena.

#2- Shadowrun (Mega Drive)


Baseado no jogo da F.A.S.A, "Shadowrun" foi um dos melhores, mais diferentes e mais criativos RPGs do Mega Drive.
Todo passado em um futuro distópico que mistura cyberpunk com criaturas de RPG de fantasia com orcs, elfos e anões, a versão do jogo do Mega segue a busca de um runner (mistura de aventureiro com mercenário) por seu irmão desaparecido e que o leva a se enrolar em uma trama muito mais complexa e perigosa do que ele imaginava.
O jogo é daqueles que o mundo vai se expandido aos poucos, cada vez com mais áreas passíveis de serem acessadas, mas com o diferencial de que você sempre pode chamar um táxi (sim, chamar um táxi... não tem uber em futuro distópico) e voltar para alguma outra área já visitada, seja por alguma razão referente à campanha/ história do jogo, seja por motivo nenhum além de ganhar uns trocados em trabalhos mais fáceis.
E o jogo ainda tem outra camada de realidade, pois também pode-se acessar o mundo virtual e até lutar nesse mundo paralelo, dando ainda mais variedade de  cenário ao título.

#3- Shadowrun (SNES)


A versão de SNES de "Shadowrun" tem uma história complatamente daquela do Mega, além de diversas outras diferenças em termos de gráficos, mecânicas e tudo mais, mas manteve as perambulações não lineares por um mundo cyberpunk caótico.
Aqui a história segue os passos de um sujeito que acordou sem memória em um hospital e agora procura saber quem é e o que aconteceu, apenas para descorir que foi algo bem maior do que só cair e bater a cabeça ao sair da banheira de casa.
Ambos os jogos são bons, mas eu particularmente, gosto muito mais da versão do Mega.

#4- Fallout (PC)


Já que estamos falado de futuros não muito agradáveis, como esquecer o clássico "Fallout"? Aqui perambula-se por um mudo pós-apocalipse nuclear à cata de um chip capaz de fazer o computador que recicla ar e água de seu abrigo voltar a funcionar e assim salvar sua comunidade.
"Fallout" foi o inicio de uma das mais famosas franquias de ficção científica e apesar de ser um jogo de 1997 seu mundo rico e detalhado, cheio de NPCs variados, ainda impressiona.

#5- Wasteland (PC)


E já que estávamos falando de "Fallout", sabia que esse jogo é considerado um sucessor espiritual de outro jogo passado em um futuro pós-apocalíptico nuclear de 1988, "Wasteland"?
Obviamente os gráficos do jogo são muito (realmente muito) datados, mas o jogo merece muito mérito por ter sido um dos primeiros onde as decições do jogador realmente importam e causam mudanças permanentes no mundo, sendo um dos primeiros jogos apresentar a caracterítica de persistent world (isto é, grava como um local ficou após o jogador sair e se encontra dessa forma ao jogador retornar).
A história é bem clássica, onde um grupo de Desert Rangers (remanescentes do exército norte-americano) de uma base no meio do nada radioativo são designados para investigar uma série de distúrbios que andam ocorrendo na região e o que está por trás deles.
Por fim, sendo bem sincero, "Wasteland"é um jogo que merece ter seus méritos reconhecidos mas os anos cobraram um preço pesado e tem um estilo de jogo pesado e datado. É um título só recomendável para um retrogamer hardcore.

Menção Honrosa: "The Elder Scrolls: Arena"


Se "The Elder Scrolls: Morrowind" foi o jogo que definiu as bases para os atuais mundos de jogo aberto, não teria existido um "Morrowind" se não tivesse tido um "Arena" em 1994.
"Arena" tinha muita coisa nova para um jogo ainda da primeira metade dos anos 90, como a combinação de cenários gerados procedualmente com outros pré- definidos em um mudo (para a época) enorme e ciclos de dia e noite com lojas que fecham e tudo mais.
O jogo tem uma campanha definida, onde se deve achar as dezessete partes perdidas de um cajado mágico em dezessete dungeons específicas, mas também tem muitas sidequests e aventuras opcionais, que você faz apenas se quiser. 
O jogo tem pontos bem datados, como seu estilo de combate esquisito, mas "The Elder Scrolls: Arena" é um clássico que merece ser conhecido por todos os fãs do estilo "Mundo Aberto"!

Bom, agora sim termiamos a lista e...
"E os reviews? Voltam quando?"
Em breve... já falei, caramba... em breve...