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25 de jun. de 2020

Análise do pack "Namco Museum Archives"- volume 2


Agora a análise do volume 2 da coletânea da Namco! 
Assim como o Volume 1, o Volume 2 também possui 11 títulos, sendo 10 clássicos e um inédito. Vamos dar uma breve olhada em cada um deles:



1- Galaga:  A sequência de "Galaxian", que manteve o que o precursor tinha de legal e acrescentou mais uns detalhes, como a habilidade de disparar mais de um tiro de cada vez e a possiilidade de jogar com duas naves ao mesmo tempo, após resgatar alguma que tenha sido sequestrada pelo raio trator do inimigo.
"Galaga" talvez seja, empatado com "Space Invaders", o maior clássico "shooter de tela parada".

2- Battle City: Um jogo de ação onde se controla um tanque e deve-se proteger sua base enquanto se combate um pelotão de tanques inimigos. É um jogo que consegue ao mesmo tempo ser muito simples e muito divertido- e pode ser jogado por dois jogadores ao mesmo tempo!

3- Pac-Land: Para mim, o pior jogo da coletânea. "Pac-Land" é um jogo que envelheceu muito mal... seus gráficos seguem a mesma linha de "Mappy" e "Mappy Land", com a diferença que não conseguem agradar nem um pouco aos olhos e as músicas e efeitos sonoras são francamente esquecíveis.
O jogo, em si, realmente não é grande coisa, sendo simplesmente um daqueles onde se deve correr em linha reta até o fim da fase, enquanto pula obstáculos e se esquiva dos fantasmas (que agora vem pilotando aviões, saltando em pula-pulas, etc) e tem poucos elementos do primeiro jogo, exceto o protagonista amarelo e os inimigos ectoplásmicos de várias cores. A pílula que permite devorar os fantasmas foi mantida, mas aparece poucas vezes (acho que apenas uma por fase). 
No geral, um jogo monótono e sem emoção.

4-  Dig-Dug II: A sequência menos famosa de "Dig-Dug", onde a pá para cavar suterrâneo adentro foi substituída por uma britadeira capaz de afundar pedaços inteiros das ilhas. A bomba de ar para inflar inimigos até eles explodirem continua firme e forte. É um jogo mais ou menos... gosto mais do primeiro título da franquia.
E atenção ao usar a britadeira... é mais difícil do que parece e um erro de cálculo fará você parar no fundo do mar junto com o terreno afundado.

5- Super Xevious: Basicamente um "Xevious" recauchutado. As poucas modificações feitas não  conseguem evitar a sensação de "mais-do-mesmo".

6- Mappy-Land: A sequência de "Mappy", protagonizada pelos filhos do ratinho policial. O jogo segue o mesmo princípio do anterior, pegar objetos (desta vez são fatias de queijo) enquanto se foge de gatos, mas com muito mais variedade de cenários, armadilhas para se livrar dos gatos (o canhãozinho da fase do velho oeste é um dos mais legais) e itens que podem ser recolhidos e usados depois para distrair os bichanos enquanto você pula fora. Os gráficos, apesar de antigos, são agradáveis e coloridos, com um tom bem lúdico.

7- Legacy of the Wizard: Primeiro de tudo, não se deixe levar pelos gráficos antigos e simples... esse jogo é mais do que parece ser. Um adventure com elementos de RPG (alguns o classificam como um action RPG), um mundo aberto e não linear (obviamente pequeno para os padrões de hoje) e vários personagens com habilidades únicas- e o que é mais legal é que todos são da mesma família. E o mascote da família parece um dinossauro em miniatura.



A história é bem clássica. A família deve se unir para destruir um dragão aprisionado em uma pintura, antes que ele se liberte, mas para isso precisam encontrar uma espada mágica, a "Dragon Slayer", mas para conseguí-la precisam primeiro se apossar de quatro coroas mágicas e derrotar Keela, antagonista maléfico à moda antiga.
O jogo é difícil e cheio de idas e vindas para trocar de personagem, mas acredite... é um jogo recompensador para quem se dedicar a ele.

8- Rolling Thunder: Um jogo originalmente lançado de forma não oficial no ocidente. É um jogo de ação e aventura muito legal, com uma trama de resgate que lembra filmes antigos de espionagem e detetive. Para quem gosta de jogos estilo plataforma é um prato cheio.
Já falamos desse jogo antes aqui no blog, nessa postagem:


9- Dragon Buster II: A sequência de "Dragon Buster", e bem melhor que seu predecessor. "Dragon Buster II" tem muitas diferenças do primeiro título da franquia, sendo um action RPG ao estilo de jogos como "The Legend of Zelda: A Link to the Past" (SNES), "Crystalis" (NES) e "Golvelius" (Master System) enquanto o primeiro jogo era um jogo de aventura e ação com elementos de plataforma. Uma ótima pedida para fãs de action RPGs!

10- Mendel Palace:  Um título bem diferente. Um rapaz tenta salvar a namorada sequestrada por um bando de malfeitores um tanto... exótico, e faz isso revirando placas do assoalho tentando arremessar os vilões contra a parede. É uma mistura de ação e puzzle que talvez não agrade a todos, mas vale a pena ser conhecida nem que apenas como uma curiosidade.

11- Gaplus: Sequência de "Galaga", fechando uma trilogia. "Gaplus" foi originalmente lançado para arcades em 1984 mas nunca havia recebido um port para NES até agora ( uma para Commodore 64 saiu em 1988), sedo portanto um lançamento exclusivo dessa coletânea.
O jogo é legal, mas... basicamente é uma versão recauchutada de "Galaga". Se você gosta de shooters oldschool, vai gostar de "Gaplus", mas não espere nada extraordinário.

Fechamos a lista. Esperamos que tenha ajudado aqueles em dúvida a se decidir. Vou saindo agora para jogar mais um pouco de "Legacy of the Wizard". Bom jogo a todos.

24 de jun. de 2020

Análise do pack "Namco Museum Archives"- volume 1"


Como o preço dos pack da Namco não nenhuma bagatela, vamos dar nossa opinião a respeito de cada um dos jogos dos pacotes e assim tentar ajudar os interessados a decidir se compram ou não. Para não ficar um texto muito grande dividiremos em duas postagens, uma para o volume 1 e a outra para o volume 2.

O volume 1 da "Namco Museum Archives" possui 11 jogos, sendo 10 clássicos e um jogo novo inspirados os jogos de 8 bits do NES.



1- Galaxian: O precursor de "Galaga" é um clássico por seus próprios méritos. É um SHMUP de tela fixa em que só se pode mover a nave para esquerda e direita. É um jogo desafiador, que exige reflexos, pensamento rápido e bons cálculos- até porque só se pode disparar um míssil de cada vez. É um jogo divertido mas jogadores mais novos podem se sentir frustrados pelo foco em marcar pontos e repetitividade do jogo.

2- Pac-Man: Sempre que alguém inventar de fazer uma lista dos "Dez jogos mais clássicos de todos os tempos", "Pac-Man" estará nela- e merecidamente! "Pac-Man" é um daqueles jogos que ajudou a consolidar uma indústria e, mesmo passadas décadas desde o lançamento dessa mistura de puzzle e ação, seus gráficos, sons e jogabilidade continuam atraentes. Talvez devido a sua premissa simples, ritmo bem cronometrado e desafio viciante "Pac-Man" é daqueles jogos que agradam gregos e troianos, jogadores casuais e hardcore, novos e veteranos. Seu maior defeito é mais uma característica de seu tempo do que algo próprio: repetitividade.

3- Xevious: Um SHMUP que não envelheceu muito bem. Tem quase todos os elementos clássicos dos SHMUPs, mas o tempo cobrou seu preço, em especial nos gráficos. Não deixa de ser desafiador e de proporcionar alguma diversão, mas é recomendado principalmente para os viciados em SHMUPs. Seu aspecto mais legal é poder atacar no solo e no ar com tipos diferentes de tiro.

4- Mappy: Um joguinho tipo arcade que mistura ação, plataforma e estratégia, com detalhes muito legais como usar os sinos para derrubar inimigos. É divertido e seus gráficos e música, apesar de simples, são agradáveis. O objetivo é ajudar um ratinho policial a recuperar objetos roubados, enquanto escapa de um bando de gatos.
"Mappy", entretanto, tem os defeitos da época, em especial ser bem repetitivo.

5- Dig Dug: Um clássico dos arcades e do non-sense... Controle um sujeito com roupa de astronauta (ou algo que o valha) enquanto ele cava pelo subsolo e destrói monstros com... uma bombinha de ar, tipo aquelas de bicicleta. O jogo mistura ação com aventura e é divertido, apesar de ser repetitivo e pouco variado- os cenários são muito parecidos e só existem dois tipos de inimigos.
Atenção à jogabilidade! Se não é ruim, em alguns momentos pode te deixar na mão, respondendo mais devagar do que o esperado.

6- The Tower of Druaga: Um jogo cult, que fez um sucesso absurdo no Japão e foi um fiasco no ocidente. É um jogo de labirinto onde se deve derrotar monstros enquanto se procura chaves e itens especiais. Até aí parece tudo bem, mas o combate é muito esquisito, o jogo é dífícil e criptográfico, sendo praticamente indispensável o uso de um detonado/ walkthrough, em especial para achar alguns itens. É aquele tipo de jogo que não tem meio termo- ou você gosta ou odeia!

7- Sky Kid: Um SHMUP acima da média. Difícil, porém recompensador. Tem como principais difenciais seus gráficos cartunescos e o comandoo para se fazer uma manobra com o avião que lembra uma pirueta e é essencial ser dominada para se progredir no jogo.

8- Dragon Buster: Um jogo de aventura, onde um espadachim luta contra monstros em castelos, cavernas e masmorras para resgatar sua amada das garras de um dragão; Alguns vão achá-lo cult, outros vão achá-lo datado e ultrapassado.

9- Dragon Spirit: Outro SHMUP acima d amédia, onde se controla um dragão em um cenário medieval. Tem um detalhe muito legal que o dragão vai se modificando conforme se pega power-ups, podendo desenvolver cabeças extras!
Acho "Dragon Spirit" menos difícil que a média dos SHMUPs de sua época, e além disso conta também com uma boa trilha sonora.

10- Splatterhouse: Wanpaka Graffiti: Uma das estrelas da coletânea, lançado oficialmente no ocidente pela primeira vez. O jogo ao mesmo tempo funciona como um prólogo e uma paródia do primeiro "Splatterhouse", sendo bem cartunesco, com estética "super deformed" e recheado de piadas, brincando com monstros icônicos do terror.
O jogo em si é um jogo de ação e aventura divertido sem ser espetacular e com gráficos que deixam a impressão que poderiam ser melhores.

11-"Pac-Man Championship Edition": O jogo inédito do volume 1. Uma versão recauchutada de "Pac Man", É razoável, mas prefiro o original. Particulatmente eu preferia que tivessem colocado "Ms. Pac Man" o lugar.

Fechamos o volume 1. Em breve faço a análise dos jgos do volume 2. Talvez amanhã, mas não prometo nada. Bom jogo a todos!


23 de jun. de 2020

Análise dos packs de jogos clássicos "Namco Museum Archives" volumes 1 e 2


O blog está em hiato e sem previsão de volta, porém... acabei comprando os packs com jogos da Namco lançados para NES e como grande fã dos 8 bits que sou, resolvi quebrar a pausa e fazer uma análise do pack e seus jogos, para, quem sabe, ajudar quem ainda está em dúvida se compra ou não a coletânea.

Como fiz com o pack da SNK, vou dividir a análise em duas partes, o trabalho da Namco no pack em si e b) a seleção dos jogos.



A) Sobre o pack

Os dois packs da Namco já merecem de cara uma crítica: são dois packs quando podia muito bem ser um só. O da SNK tem 24 títulos e os dois da Namco somados tem 22! E cada um sozinho é mais caro que o da SNK! É muita ganância da Namco e ficou na cara o espírito caça-níqueis da coisa.
Quanto aos packs em si ficaram bem feitos. Não tem extras como o da SNK, mas o layout e a funcionalidade ficaram legais. É bem fácil escolher os jogos e mexer nos menus, você pode personalisar o visual da tela, tem SAVE GAME (algo que originalmente não tinha nos jogos) e pode dar reset quando quiser, além de ter opção para repetir/ replay. O ponto mais criticável é que não tem uma opção selecionável para sair do pack (tem que apertar o ESC mesmo), mas isso não é realmente nada demais. 
Ah, sim... Até o momento não teve nenhum bug comigo, nem nos jogos nem nos menus. No pack da SNK vez ou outra rola uma pane.

B) A seleção de jogos do pack


Cada pack tem 11 jogos, sendo 10 jogos clássicos e um jogo novo, mas feito de forma retrô. A seleção é em geral mediana, com um ou outro momento de brilho, como lançar oficialmente "Splatterhouse: Wanpaku Graffiti" no ocidente pela primeira vez. 
Boa parte dos jogos tem aquele grande apelo a nostalgia da galera dos "trinta-e-tantos & quarenta-e-poucos", pois muitos deles estavam presentes nos multicartuchos que jogávamos em nossos Phanotm Systems. Tem desde clássicos que ainda divertem bem, como "Pac-Man", "Battle City" e "Galaga", até jogos que ficam melhor em nossas lembranças, como "Xevious".
Um ponto favorável é que tem boa variedade de estilos. Tem SHMUPS de tela fixa ou em movimento, tem jogos de plataforma, arcades de ação, um action RPG e um jogo de aventura com elementos de RPG. 
Por último, os jogos inéditos são divertidos, embora não sejam excepcionais.

E aí? Vale a pena? 

Pelo preço que estão cobrando só vale a pena se você for um grande fã de jogos antigos ou do NES. Tem títulos interessantes, como o pouco conhecido por aqui "Legacy of the Wizard" ou o originalmente não licenciado no ocidente "Rolling Thunder", mas a maioria dos jogos é de fato datada (em maior ou menor grau), muitos seguem a fórmula arcaica dos arcades dos anos 80, de priorizar altas pontuações em jogos que muitas vezes não tem um final verdadeiro e boa parte deles tem aquela cara de jogos de primeira fornada do NES.
Atenção! Não estou dizendo que são ruins! Eu gosto de praticamente todos os jogos dos packs (a exceção é o fraquíssimo "Pac-Land") mas o tempo cobrou seu preço da maioria deles e não pode-se fechar os olhos as suas limitações. 

Não sei se farei uma lista falando de cada jogo como fiz com o pack da SNK, pois é muito trabalhoso...