18 de mar. de 2016

Legend



Mesmo tendo surgido nos anos 80, foram os anos 90 a era de ouro dos beat'em up, estilo de jogo que misturava luta com aventura. Dezenas de títulos diferentes saíram para as mais diferentes plataformas ano após ano, até o gênero se saturar e sair de evidência, com poucos títulos recentes lançados. 
O beat'em up típico era ambientado nos dias de hoje (quer dizer... de ontem... anos 90...) mas com alguns toques fantásticos (como a presença de robôs e/ ou ciborgues) em metrópolis caóticas dominadas pelo crime onde um grupo de indivíduos corajosos (fossem policiais, lutadores de artes marciais, ou até um prefeito que por alguma razão desconhecida acredita que andar de suspensórios e sem camisa por aí impõe respeito...) decidem resolver a questão com os próprios e dar um fim ao caos reinante, sendo "Final Fight" e "Streets of Rage" dois dos nomes mais consagrados nessa seara. A ambientação, entratanto, era bem variada... podia ser em um futuro próximo (como "Captain Commando") ou pós apocalíptico (Como "Cadillacs and Dinosaurs"); no Japão dos samurais (como "Mystical Fighter"); baseados em desenhos animados ( Como "The Simpsons" e "Teenage Mutant Ninja Turtles", lançado com um "2" após o título na versão do NES) ou quadrinhos ( como "X- Men"); em cenários de ficção científica (como "Alien Storm" e "MazinSaga") ou de fantasia medieval (como a série "Golden Axe" ou "Dungeons & Dragons: Shadow over Mystara"). Lançado em 1994 originalmente na Europa, chegando posteriormente aos EUA sem muito alarde ou repercussão para o SNES, "Legend" se encaixa nesse último tipo. Um jogo bastante obscuro, de fato, mas com qualidades o suficiente para criar sua pequena base de fãs nostálgicos.

História e Roteiro



A história de "Legend" parte de uma premissa típica dos quadrinhos, RPGs, animes  e livros de fantasia medieval dos anos 90: Um poderosos déspota, Beldor the magnificent (Beldor o magnífico, em tradução livre) reinou durante mil anos sobre o reino de Sellech.
Tudo era caos e destruição (o que, se levando em consideração que foi por mil anos seguidos, é realmente algo bem sério) até que muitos cavaleiros partiram em uma última cruzada para derrotar Beldor. Nenhum deles jamais retornou ( que coisa triste...).
As pessoas do reino se uniram e construíram "energized heroes" (heróis energizados... seja lá o que isso for...) e assim conseguiram aprisionar a alma de Beldor.
Tudo corria bem até que Clovis, o ambicioso e corrupto príncipe filho do rei de Sellech, deseja libertar o poder de Beldor e usá-lo para conquistar o reino (porque Clovis simplesmente não esperou receber o trono como legítima herança não se faz ideia...).
A única esperança de deter Clovis é o guerreiro Kaor, o genéric... digo, heróico protagonista do jogo. Munido apenas de sua espada e um escudo de bronze ( além de um coice que faria inveja a uma mula), o valente Kaor deve abrir caminho de uma ponta a outra do reino, cruzando florestas, pântanos, cidades, cavernas, ruínas, santuários e um velho moinho (não me pergunte nada...),enfrentando diversos inimigos, humanos ou não, até alcançar o corrompido Covis para um duelo final.

Gráficos



Os gráficos de "Legend" são bons, não ficando a dever para o padrão de qualidade da época, embora também sem nenhum brilho ou qualidade a mais. Levando em consideração que foi um jogo feito por uma equipe bem reduzida, o trabalho nos gráficos é bastante louvável. 
Os sprites do guerreiro Kaor e de seu aliado que luta com machado (caso o jogo tenha dois jogadores) são bons, bem proporcionais e detalhados até nos rostos, embora mais puxados para o cartunesco do que para o realista. Lembra um pouco o character design dos personagens de "Dungeons & Dragons: Shadow over Mystara" ou de algumas histórias em quadrinho dos anos 90. O mesmo vale para o visual dos inimigos... lanceiros que lembram orcs, espadachins com aparência de sarracenos, feiticeiros encapuzados, homens das cavernas, monstros de lama, esqueletos com restos de armadura ainda pendendo dos ossos, carrascos com machados... todos são bemd esenhados. O que de pior pode ser dito deles é que parecem simplesmente saído de alguma aventura de AD & D qualquer, sendo apenas típicos inimigos de um cenário de fantasia medieval.
O visual dos chefes e subchefes de fase é mais caprichado. Gosto em especial do dragão perto do final do jogo e do feiticeiro das trevas. Clovis, o chefe final do jogo, parece algo como um gigantesco guerreiro mongol ou tártaro, mas de fato não tem a mesma presença de um Death Adder do "Golden Axe", parecendo um chefe de fase qualquer.
Os cenários são bonitos, bem desenhados e razoavelmente variados, com alguns elementos, como colunas , dando impressão de profundidade ao fundo e na frente da tela. Todos tem um quê de cenário de RPG dos anos 90, o que para mim é uma vantagem e uma qualidade, não o contrário. 


Música e Efeitos Sonoros



"Legend" apenas cumpre o básico nesse quesito. A música da tela de abertura, de inspiração medieval, é agradável mas torna-se repetitiva em pouco tempo, o mesmo podendo ser dito para a música do encerramento- bem similar a da abertura, por sinal.
A música durante o jogo é um tanto genérica, não colaborando para o clima medieval fantástico do jogo. Não é ruim, sendo até bem razoável, mas podia estar em qualquer outro jogo que não faria muita diferença, não tendo muita identidade.
Os efeitos sonoros, levando em consideração a época do jogo, não são muito numeros mas são bons. O latido dos cães de guarda é o que primeiro me vem a cabeça. Em geral os personagens gritam quando morrem e temos os sons básicos de baús quebrando e itens sendo apanhados do chão.

Controles e Jogabilidade



A jogabilidade, e mesmo os controles, são um tanto truncados para os padrões de hoje, mas nos anos 90 não estavam fora do normal. Não são, entretanto, algo que realmente atrapalhe o jogo. O pessoal que não jogava nos anos 90 pode sentir um pouco de dificuldade no começo até se adaptarem.

* Botão direcional: Kaor anda na direção selecionada. Ele é capaz de andar nas quatro direções cardinais.
* A: Uso de Magia. São necessários dois frascos para usar o feitiço. Caso se tenha apenas um, não será possível utilizar esse ataque. Existem vários tipos de ataques mágicos diferentes mas até onde vi todos causam o mesmo dano, sendo apenas uma diferença estética.
* B: saltar
* X: Movimento especial. Kaor arremesa algo em seus oponenetes. É um ataque poderoso mas use com parcimônia, pois tem um custo na barra de vida de Kaor para ser ativado.
*Y: Ataque. kaor ataca com sua espada. O player 2 está armado com um machado, mas é uma alteração meramente estética. Ambas as armas tem o mesmo alcance e o mesmo dano.
* L ou R: Usa o escudo de bronze para bloquear ataques
* Select: Pausa o jogo
* Start: usado em alguns momentos durante o jogo para dar prosseguimento.

* B + Y: Kaor salta e golpeia com a espada em pleno ar
* B + direcional para direito ou esquerda = Y: Voadora. Ataque muito útil no correr do jogo.
* direcional para o lado oposto que Kaor está olhando + Y: Kaor gira o corpo e golpeia o inimigo que está às suas costas com a espada. É útil, mas mais complicado de ser usado que a voadora.

Dificuldade

"Legend" não é um jogo difícil, podendo até ser considerado fácil para os padrões da época. Mesmo as lutas contra os subchefes e chefes de fase são menos difícieis que a média dos beat'em up (quem já enfrentou Abigail ou Rolento na série "Final Fight" notará a diferença). Parte dessa facilidade deve-se a IA (inteligência artificial) limitada dos inimigos.
A curva de aprendizado é rápida e o jogo pode ser vencido em poucas jogadas. Venci-o em cerca de duas horas de jogo, sem maiores problemas. O que concede a "Legend" uma sobrevida após ser vencido é a opção para dois jogadores, que torna o jogo bem divertido, ainda mais quando jogado no nível de dificuldade mais difícil.

Um pequeno diferencial que "Legend" tem é que existe uma fase, a da masmorra, que o jogador só terá que passar caso Kaor seja capturado pelo carrasco munido de uma rede de combate. A fase é uma das mais difíceis do jogo e tem dois chefes a serem enfrentados, um sujeito gigantesco que luta desarmado e o executor chefe.

Durante o jogo existem diversos itens que podem auxiliar o jogador:

*Gold (ouro): Funciona como pontos. Sem grande utilidade em termos práticos.
* Pão ou carne: Comida recupera energia de Kaor. O pão recupera um pouco mais que o naco de carne.
* Key (chave): Abre os baús em determinados momentos do jogo
* 1 UP: Uma vida extra.
* Money bag: (saco de dinheiro): Dá 50 de ouro
* Necklace (colar): Dá 100 de ouro.
* Lighting Orb (orbe luminoso): Fornece um "S" para o jogador. Ao se perder todas as vidas, o "S" some e o jogador recebe automaticamente 3 vidas novas. Funciona como um "Continue" instantâneo.
* Leather Bag (bolsa de couro): Dão 1 ponto de magia cada.

Todo inimigo (exceto os chefes) deixam um item aleatório ao morrerem. Barris podem ser quebrados para se encontrar itens dentro. Um item diferenciado é o mapa, dado ao personagem pelo velho mago ao se terminar a primeira fase, sendo utilizado a partir de então para mostrar o caminho de Kaor de local a local.

Comentário Final



Um jogo bem divertido, embora não um grande desafio. "Legend" é uma ótima pedida para os fãs de beat'em ups ou de jogos de fantasia medieval. Provavelmente não será o jogo mais marcante de sua vida, mas vai proporcionar bons momentos, em especial para aqueles que tem o tempero adicional da nostalgia.
E vale a pena apontar que, mesmo sendo passado em um ambiente medieval fantástico, "Legend" conseguiu incluir (de alguma forma....) os tradicionais elevadores, presentes em quase tudo que é jogo de beat'em up.
Atualmente o jogo está disponível para venda na loja virtual Steam a um preço bem acessível, trazido pela empresa Piko Interactive, possuindo como novidade a possibilidade de se salvar o andamento do jogo, algo que não existia no original.

NOTA: 7,5







11 de mar. de 2016

The Secret of Monkey Island



Os anos 90 foram sem dúvida a era de ouro dos jogos point-and-click e em uma época em que muita coisa boa foi produzida os adventures da LucasArts conseguiram um merecido local de destaque. Começando ainda em 1987 com o clássico "Maniac Mansion", a lista de adventures com os quais a LucasArts presenteou os jogadores é longa... "The Dig", "Full Throttle", "Grim Fandango", "Indiana Jones and the Fate of Atlantis" e, destaque entre destaques, "The Secret of Monkey Island".

História e Roteiro



"The Secret of Monkey Island" é uma divertida história de piratas em um mundo cartunesco e bem humorado, onde alguns clichês dos filmes, livros e quadrinhos de piratas são reformulados de forma leve,  para ser explorado por um protagonista com um quê de Jim Hakwins. Se você não sabe quem é Jim Hakwins... procure pelo livro "A Ilha do Tesouro" em alguma biblioteca. Acredite... esse livro vale tanto a pena ser lido quanto "The Secret of Monkey Island" de ser jogado.
A premissa é simples, como os filmes de aventura dos anos 90 costumavam ser. O jovem Guybrush Threepwood chega a ilha caribenha de Melee Island disposto a alcançar seu sonho de ser um pirata. Guybrush então se vê envolvido em uma aventura cheia de testes, enigmas, feitiçaria vodu, duelos a base de espada e ofensas, romance e muitos comentários debochados a respeito de seu peculiar nome. No fim das contas cabe ao jovem aspirante a pirata resgatar a governadora de Melee Island (e seu interesse amoroso) Elaine Marley das mãos do pirata fantasma LeChuck e sua tripulação espectral, precisando encontrar o caminho para o esconderijo do capitão fantasma na misteriosa e lendária Monkey Island (Ilha dos Macacos, em tradução livre).
O roteiro é caprichado e os diálogos são em geral divertidos, com um humor que varia dos pastelão ao sarcástico, repleto de tudo aquilo que não pode faltar em uma história de piratas: caça ao tesouro, duelos e altas doses de uma bebida alcóolica que só o fígado de um velho lobo-do-mar consegue aguentar, tudo de uma forma bem fantasiosa e por vezes propositalmente anacrônica, visando gerar humor- de camisetas estampadas até letreiros luminosos, além de uma das mais bizarras geringonças que o mundo dos point-and-click já viu.

Gráficos



O jogo atualmente conta com duas versões de gráficos, a original de 1990 e os da edição especial lançada em 2009 para PC e outras plataformas. Em ambos os casos os gráficos são muito bons, desde que se leve em consideração as limitações e vantagens técnicas da época de cada um. 
Tanto as cenas do jogo em sí quanto das comuns cutscenes são muito boas. Os cenários durante o jogo são bem variados... uma cidade portuária cheia de piratas... um labirinto na floresta... cabanas no meio do nada... uma excêntrica loja de barcos usados... uma ilha tropical com nativos e pedras no formato de caveiras... todos, sem exceção, são bonitos, habilmente coloridos e cheios de detales, mesmo em sua versão original, tendo recebido uma remodelagem e tanto na versão remake, ficando mais ricos em elementos decorativos. O design dos personagens é excelente, embora eu prefira o visual que eles tinham nas cutscenes originais, os quais lembram bastante a arte de desenhos animados e quadrinhos de aventura dos anos 90, ao da versão do remake, mais caricata e estilizada.
Algo que gostei bastante é que na versão remake que comprei na Steam pode-se alternar  entre os gráficos originais ou novos em qualquer momento do jogo, bastando apertar a tecla F10.



Música e Efeitos Sonoros

A música é um ponto forte do jogo. A trilha sonora foi composta por Michael Land, sendo seu primeiro trabalho na LucasArts. O destaque vai para a música tema, que toca na tela de abertura, o qual eu considero é linda e impregnada do clima que permeia todo o jogo.
Os efeitos sonoros são bem melhores que a média dos jogos da época, refletindo o esmero que o pessoal do desenvolvimento teve. Na versão remake as falas dos personagens são narradas, cada uma tendo suas características próprias, o que foi o ponto mais psoitivo do remake em minha opinião.


Controles e Jogabilidade



Como é um jogo de point-and-click, não há muito a se dizer... funcional é o termo. Cumpre seu papel de forma adequada. Na versão original o menu de opções de ações a serem escolhidas fica no canto inferior esquerdo da tela. Deve-se clicar em um comando, "Open" por exemplo, e depois em algo do cenário ou do inventário de itens para Guybrush interagir com o cenário, objetos e personagens e assim realizar as ações, como por exemplo "Open Door",. Na versão remake o menu fica oculto, sendo acionado através de uma tecla ou botão, o qual varia conforme a plataforma.
Dentre os comandos possíveis, "Talk to", "Walk to", "Pick up", "Use" e "Look at" são as mais usadas no correr do jogo.



Dificuldade



A dificuldade do jogo varia em altos e baixos. Existem momentos em que você nota de cara o que deve fazer, outros você percebe após raciocinar um pouco e existem aqueles que você não tem a menor ideia de como ir para a frente. Para facilitar a vida do jogador é possível pedir pistas durante o jogo, apertando a tecla ou botão "Hint" ( no PC é a tecla "H" ). As dicas são graduais. A primeira é bem vaga, mais vão dando mais detalhes conforme o jogador aciona a tecla de novo. O lado ruim disso é que depois de você usar as dicas para seguir adiante no jogo, fica aquela sensação chata de "Como eu não pensei nisso?" no ar...
No geral eu diria que a dificuldade éconsiderável, mas sem ser realmente pesada. O maior risco é ficar alguns minutos dando voltas em círculo por todos os cenários, quebrando a cabeça tentando achar algo que ajude a resolver a questão, mas isso é de praxe em todos os adventures estilo point-and-click, não sendo um defeito específico do título . O único senão que aponto em "The Secret of Monkey Island" é que em alguns momentos o jogo é bem vago quanto ao que deve ser feito, como no caso da ponte guardada pelo troll.

Comentário Final



Um grande clássico dos anos 90, "Monkey Island" tem fôlego para agradar ainda muita gente ainda, mesmo quem nasceu depois de 2000, em grande parte graças a versão atualizada dos gráficos. O jogo é divertido e você realmente vai dar umas risadas altas em alguns momentos, sendo daqueles que viciam e prendem em frente a tela do PC, fazendo você quase varar a madrugada jogando. 
Para os apreciadores de jogos point-and-click em especial é um jogo imperdível. Um prato cheio com tudo que um point-and-click tem de melhor. A série Monkey Island recebeu quatro sequências, mas em minha opinião o primeiro título continua sendo o melhor de todos.

NOTA: 9,5


* Curiosidade 1: O nome bastante esquisito do protagonista foi criado pro acaso... originalmente seu sprite era apensas designado "guy" (cara, em tradução livre), mas um dos programadores acabou colocando "brush" logo em seguida, para indicar que era o "brush file" para o sprite. O arquivo ficou "guybrush.bbm" e o nome acabou pegando.
O sobrenome foi baseado em personagens dos livros da série "The Blandings books" do escritor P.G. Wodehouse.

* Curiosidade 2: Os desenvolvedores colocaram um personagem no jogo, o pirata Cobb, apenas para fazer propaganda (de forma propositalmente ostentosa) de "Loom", outro título da LucasArts.


3 de mar. de 2016

The Chaos Engine


Também conhecido como "Soldiers of Fortune", título recebido nos ports para Mega Drive e SNES, "The Chaos Engine" é um pequeno clássico lançado originalmente para Amiga em 1992, desenvolvida pela inglesa The Bitmap Brothers. Embora nunca tenha sido um sucesso estrondoso, o jogo pode ser classificado como "cult", conseguindo angariar, merecidamente, uma base respeitável de fãs, e recebendo adaptações para várias plataformas.diferentes.

História e Roteiro

"The Chaos Engine" parte de uma premissa um tanto "pulp", criando tanto uma história quanto ambientação de ficção científica com tons de steampunk. Em algum momento do século passado, após um desastroso experimento de viagens temporais, um cientista inicia acaba preso na Inglaterra vitoriana, em pleno final do século XIX.
Um inventor da época, Barão Fortesque, acaba tomando colocando as mãos no conhecimento científico trazido pelo viajante do tempo e com uma mistura bizarra de retroengenharia e tecnologia vitoriana, acaba desenvolvendo um aparelho capaz de manipular tempo e espaço, o Chaos Engine (Motor do caos, em tradução livre),  uma primitiva, porém poderosa, máquina com características tanto de computador, quanto de reator e motor.
A experiência sai de controle pois o Chaos Engine aos poucos torna-se senciente e acaba absorvendo seu criador. Logo o maquinário começa a utilizar suas capacidades para alterar tanto o ambiente quanto as formas de vida ao seu redor. Automátos, mutantes e até dinossauros espalham-se, enquanto lagos tóxicos borbulhantes, florestas sombrias e planícies áridas vão tomando o lugar da natureza original da ilha. 
Os cabos telegráficos acabam cortados. Barcos tentando se aproximar da Inglaterra são atacados e apenas quando refugiados, dentre os quais membros do parlamento e da família real, começam a chegar é que a real situação se torna conhecida para o resto do mundo. Em pouco tempo pânico e crise tomam conta, e para evitar que o pior aconteça um grupo de mercdenários tenta alcançar e destruir o Chas Engine a qualquer custo.

Gráficos



O jogo possui uma perspectiva vista de cima para baixo (topdown perspective), sendo bastante bem feitos para a época. Os sprites dos personagens não são grandes, como era tradição em jogos Run-and-Gun mas são bem detalhados, sendo cada mercenário único e perfeitamente reconhecível. Os cenários são bem amplos, com gráficos limpos e bem detalhados, assim como os inimigos de fase. 
A arte pixelada nas telas de escolha de personagem caracteriza-os com um tom um tanto sombrio, em um tipo de arte que lembra os quadrinhos da época. Gosto em especial do visual do Gentleman, embora todos os mercenários tenham tudo designs bem interessantes.
A animação dos sprites é fluida, embora tenha poucos frames, logo tendo pouca variação de posições para cada personagem, algo de acordo com a capacidade tecnológica do início dos anos 90.

Música e Efeitos Sonoros


As músicas do jogo são boas. Possuem todo o clima de aventura pulp, necessárias para criar o clima, com uma pitada de música tecno para combinar com os elementos steampunk. Gosto em especial da música da tela de abertura/ menu de opções, mas as músicas de fase não ficam atrás, apenas sendo mais movimentadas, com ritmo mais rápido.
Os efeitos sonoros são acima da média daqueles do períodos. Os sons do ambiente, quando por exemplo, as antenas condutoras são ativadas, merecem destaque.

Controles e Jogabilidade



Como o jogo foi adaptado para uma quantidade considerável de plataformas, seus controles variam em cada versão. Resumidamente podemos dizer que o personagem se movimenta em todas as direções cardinais usando-se o direcional, atira com um botão, usa a hablidade especial com outro, e alterna habilidades especiais com o mercenário controlado pelo computador com outro (apenas quando jogado sozinho). Existe também um botão para pausar o jogo.

A jogabilidade é razoavelmente fluída, raramente atrapalhando a performance do jogador durante as partidas. Pode parecer um tanto dura para os padrões de hoje em dia, mas isso se explica pela época em que o jogo foi originalmente lançado.


O jogo pode ser disputado tanto por um jogador quanto em dupla. caso tenha apenas um jogador, outro mercenário deve ser escolhido para ser controlado pelo computador. ATENÇÃO! O computador não os controla da mesma forma. Quando maior o atributo Wisdom do mercenário, melhor o computador o manuseia.
Existem seis mercenários como opção de escolha para os jogadores, cada um com um custo diferente em dinheiro: Brigand (brigadista); Gentleman (cavalheiro); Thug (brutamontes, mas também pode ser traduzido como bandido); Mercenary (mercenário); Navie (fusileiro naval) e Preacher (pastor).Nas versões lançadas nos EUA, o personagemPreacher foi renomeado Scientist (cientista), tendo tido seu colarinho branco clerical removido. 

* Brigand: Um personagem que equilibra velocidade, energia e poder de fogo. Usa um rifle como arma e começa o jogo com a habilidade de disparar várias balas ao mesmo tempo para todos os lados.

* Gentleman: O cavalheiro tem um pouco menos de resistência que seus companheiros militaristas, assim como sua arma, uma pistla lança- chamas, faz menos dano, mas é mais rápido e começa o jogo com a habilidade de mostrar o mapa da fase, algo mais útil do que parece a princípio. Suas habilidades posteriores são bem úteis também.

* Thug: O personagem mais resistente do jogo, mas lento. Possui o segundo melhor poder de fogo, só perdendo para o navie. Usa uma escopeta como arma e pode arremesar coqueteis molotov como habilidade inicial.

* Mercenary: Outro personagem equilibrado, ao estilo do Brigand, apenas com um pouco mais resistente e com um poder de fogo um pouco menor. Usa uma gatling Gun como arma e sua habilidade inicial é usar bombas.

* Navie: O melhor poder de fogo do jogo, usando um canhão como arma. Sua habilidade especial é a dinamite, muito útil, capaz de matar todos os inimigos da tela. Seu principal mponto fraco e a lentidão.

* Preacher/ Scientist: O personagem com menos energia de todos, assim como com o poder de fogo mais fraco. Usa uma arma de raiso elétricos como arma e compensa suas deficiências com grande velocidade e ótimas habilidades. Por começar com o kit de primeiros socorros e ter a maior wisdom (sabedoria) de todos, é uma ótima opção para parceiro em jogos 1 player.

Dificuldade


"The Chaos engine" é um jogo bastante desafiador, com uma dificuldade até acima da média da época em que foi lançado. Não é contudo um jogo desequilibrado e a curva de aprendizado é razoavelmente rápida.
Os personagens perdem energia razoavelmente rápido, com golpes ou tiros dos oponentes, e alguns são mais pergigosos e traiçoeiros que parecem a primeira vista, como os sapos gigantes das primeiras fases, daí acaba sendo importante a memorização de padrões,por exemplo onde os inimigos aparecem e como atacam.
Os personagens começam com vidas e barra de nergia mas cada estágio é consideravelmente mais difícil que o anterior. Felizmente é possível, a cada algumas fases, comprar melhoras nos atributos e nas habilidades na loja, assim como novas habilidades e também vidas.

Comentário Final



Uma ótima pedida para quem gosta de jogos de tiro em terceira pessoa estilo run-and-gun ou de jogos centrados m ação e exploração. Bons gráficos, boa música, bom para jogar com alguém. Sua dificuldade pode afastar jogadores mais novos, mas vale a pena investir um tempo para ir pegando o jeito, pois o jogo é divertido.
"The Chaos Engine"/ "Soldiers of Fortune" não foi o que os anos 90 produziu de mais brilhante e a primeira vista pode parecer um tanto genérico, mas merecia um pouco mais de reconhecimento e é um jogo que tem potencial para agradar tanto jogadores old-school quanto jogadores mais novos dispostos a dar-lhe uma chance. 
Vale a pena lembrar que "The Chaos Engine" está disponível para venda no Steam e também no site Good Old Games, ambos em uma versão onde se pode escolher tanto os gráficos originais quanto uma versão levemente atualizada.

NOTA: 8,0

* Curisosidade 1: Obviamente a alteração de "Preacher" para "Scientist" foi feita para evitar polêmicas ou rejeição por parte do público norte- americano. Apesar da mudança no nome e da pequena alteração estética em seu design, em termos de jogo o personagem permanceu inalterado, não recebendo nem reduções nem aumentos em nenhum dos seus atributos.

12 de jan. de 2016

"The Curse of Issyos", de Locomalito, lançado!


"The Curse of Issyos" é um projeto do desenvolvedor de jogos independente Locomalito, da Espanha. Locomalito se destaca por criar retro-jogos, ou jogos novos porém ao estilo retrô, old-school, em especial nos estilos 8 e 16 bits. Nas palavras do próprio Locomalito, "new old video games".

O projeto foi iniciado em 2010, mas ficou em suspenso durante anos, até ser retomado em fins de 2014 e finalmente lançado em 15/ 12/2015. A espera valeu a pena e o jogo é ótimo!

"The Curse of Issyos" é um jogo de aventura/ ação estilo plataforma, com ar de jogo de 8 bits. Se você gostava de jogar "Rastan", "Kenseiden" ou "Shinobi" do Master System e "Rygar", "Castlevania", "Ninja Gaiden" do NES, ou qualquer outro  jogo nesse estilo (como os menos cotados "Werewolf- The Last Warrior" e "Frankenstein: The Monster Returns" do NES), então esse jogo com certeza é para você.

Em "The Curse of Issyos" você jogará com um humilde pescador chamado Defkalion que devido as circunstâncias deve se tornar um guerreiro e resgatar sua filha ilha de Issyus, outrora seu lar e agora amaldiçoado pelos deuses do Olimpo. Avisado por Atena enquanto pescava, Defkalion retorna e agora deve enfrentar uma miríade de monstros saídos da mitologia grega para salvar a vida de sua amada filha.

O jogo é gratuito e o download pode ser feito no link abaixo. Também está disponibilizado para download o manual do jogo e posters em PDF e outras coisas. Vale lembrar que embora o jogo seja gratuito, doações para o desenvolvedor são uma forma justa de agradecimento e reconhecimento, além de ajudar o desenvolvimento de novos jogos.

http://www.locomalito.com/curse_of_issyos.php


EM BREVE UM REVIEW COMPLETO DO JOGO AQUI NO OLDSCHOOL DIGGER!


* P.S : Link do trailer de "The Curse of Issyos" no Vimeo,  om apresentação e cenas do jogo, para quem quiser ver e também ajudar a  divulgar:

https://vimeo.com/148267752

* P.S 2: Todos os jogos do Locomalito disponíveis para download são altamente recomendados, mas dois dos meus favoritos foram "Maldita Castilla" (jogo estilo "Ghouls & Ghosts") e  "l'Abbaye des Morts" (um jogo plataforma que lembra jogos de plataformas bem antigas como Spectrum ZX).

11 de jan. de 2016

Continue?


Depois de um hiato de mais de um ano o blog Oldschool Digger volta a ativa, ainda em processo de reformulação. Ainda essa semana será postado o review de um clássico que recebeu menos valor que deveria: "The Chaos engine", também conhecido como "Soldiers of Fortune".

CONTINUE?
YES!

19 de ago. de 2014

Cheats, Macetes & Dicas- "Decapattack"

Como mencionado no inicio deste simplies blog, mais uma dica na seção Cheats, Macetes & Dicas, com a chancela da Equipe do OldSchoolDigger!

Decapattack

 
Seleção de Fases:
Vá ao menu Options.
Coloque o cursor em "EXIT" e faça a sequencia a seguir:
→, ←, ←, →, →, →, ←, ←, A.
 
 Deverá aparecer uma nova opção para Habilitar a seleção de fases: "Round Select"
 
 
Mude Round Select para ON.
 
Antes de iniciar qualquer fase, você poderá mudar tanto a fase quanto o nível que deseja jogar.
 

25 de jun. de 2014

Alex Kidd in High-Tech World

 


   "Alex Kidd in Miracle World" foi o primeiro jogo estrelado pelo garoto karateca de macacão vermelho. Merecidamente um grande sucesso, é um dos jogos mais famosos do Master System até hoje. Tudo bem, em parte isso se deve a ter sido o jogo que passou vir na memória do console a partir da segunda versão, mas isso não tira o mérito do jogo. 
Motivados pelo sucesso do jogo os responsáveis pelo Master System nos EUA resolveram fazer caixa em cima do personagem, lançando uma sequência exclusivamentepara o mercado ocidental a qual originalmente sequer era da franquia!
   Lançado em 1987, "Alex Kidd in High-Tech World" é um recapeamento de outro título, lançado apenas no Japão e baseado em uma série de mangás virtualmente desconhecida por aqui, "Anmitsu Hime", tendo editado o título original e  inserido Alex Kidd no lugar da princesinha de kimono que originalmente protagonizava a aventura. 
   O resultado, em si, foi um jogo bastante diferente do primeiro título da franquia e isso provavelmente gerou uma onda de frustração bem grande, ainda mais porque foi o tão esperado segundo cartucho do personagem lançado para o console de 8 bits da Sega. E se, inegavelmente, não faltaram motivos para isso, eu admito que guardo uma pequena ligação sentimental com esse jogo, por "Alex Kidd in High-Tech World" ter sido, juntamente com "The Legend of Zelda", um dos primeiros jogos estilo adventure que joguei na vida.
História e Roteiro


  Um roteiro um tanto sem pé nem cabeça com bastante lógica de poucos bits e praticamente nenhuma relação com "Alex Kidd in Miracle World",  exceto o protagonista de ambos os jogos: 
   Jogando conversa fora com seu amigo Paul, Alex vem a saber de uma novidade que muito o interessa: um novo fliperama foi inaugurado nas redondezas, o High- Tech World. Segundo Paul é cheio de jogos modernos e fica logo após uma floresta lotada de ninjas (sim, isso mesmo... anos 80... havia ninjas em todo lugar...), na vila (aparentemente a única que existe por ali, já que sequer nome essa vila tem...).
Para nenhum possível cliente se perder, um mapa indica direitinho a localização do High-Tech World, mas infelizmente foi feito em pedaços. Como se não bastasse os pedaços estão espalhados por todo o palácio real.
   Quem fez o mapa em pedaços, afinal? Paul, obviamente. Por que? Aparentemente apenas porque deu vontade... nenhum motivo em especial.
    Com amigos assim, Alex não tem muita necessidade de inimigos...
   Decidido a torrar a grana que não tem nas máquinas do novo fliperama, Alex Kidd decide procurar os oito pedaços do mapa pelo palácio, para depois arrumar um jeito de fugir, atravessar uma floresta cheia de ninjas que o odeiam gratuitamente, arrumar o dinheiro para pagar a diversão e encontrar famigerado High-Tech World na vila sem nome. Tudo isso antes das 17:00h, porque o fliperama fecha.
   O verso da capa da versão brasileira do cartucho ainda acrescenta que se o tempo acabar, Alex corre o risco de dormir pela rua, ao relento. A vida era dura na época dos 8 bits...

Gráficos


   Os gráficos são medianos, talvez um pouco mais chapados do que deveriam. O visual do palácio real é simples, mas bem colorido, enquanto os sprites dos personagens são razoavelmente bem feitos, bem diferentes entre si e alguns até mais detalhados, como o amigo de Alex chamado Rockwell.  As fases estilo plataforma, como a floresta infestada de ninjas, são mais simples, com menos detalhes, mas o jogo de forma alguma possui gráficos tão ruins quanro algumas resenhas afirmam.

Música e Efeitos Sonoros



   As músicas do jogo são simples e gostosas de ouvir. O tema da abertura tem um ritmo bem divertido, agitado, enquanto as músicas do decorrer do jogo são um pouco menos aceleradas, com um tom mais lúdico. Todas encaixam bem como clima leve do jogo. Por outro lado, os efeitos sonoros são bem genéricos, sem nenhum atrativo especial.


Controles e Jogabilidade

      Aqui o jogo começa a deixar a desejar, por várias razões. Os controles variam conforme a fase do jogo. Na fase do palácio, Alex não é capaz sequer de saltar, algo que deve ter causado muito estranhamento para quem jogou "in High-Tech World" pela primeira vez. Nas fases estilo plataforma, o jogo passa a ter uma jogabilidade mais tradicional, mas a precisão dos controles deixa a desejar. Isso somado a mais alguns detalhes, como o fato de Alex Kidd ser incapaz de agachar, atrapalham consideravelmente o jogo.


 Para facilitar a consulta separamos os controles do jogo em duas tabelas diferentes, relacionadas com seus cenários específicos:

a) Palácio Real e Vila (castle/ village)
  • Direcional para cima: faz Alex entrar nos aposentos, examinar objetos e subir as escadas ou escadarias.
  • Direcional para Esquerda ou Direita: move Alex na direção desejada.
  • Direcional para Baixo; Desce escadas ou escadarias.
  • Botão 1: abre tela do Menu onde se pode conferir os itens carregados, mapa do cenário e os pedaços de mapa já encontrados.
  • Botão 2: acelera os diálogos e confirma escolhas selecionadas.
b) Cenários plataforma/ action scenes:
  • Direcional para Esquerda ou Direita: Move Alex na direção desejada.
  • Botão 1: Saltar. Alex salta mais alto se o botão permanecer pressionado.
  • Botão 2: Arremessa shurikens, as populares estrelas ninja. Preste atenção pois o alcance é bem limitado.

Dificuldade


   Frustante... essa é a palavra que melhor define a dificuldade do jogo. O pior é que não dá para saber se é aquele tipo de dificuldade causado por uma tradução ou localização mal feita, como é o célebre caso de "Castlevania 2: Simon's Quest". Realmente não dá para dizer com certeza absoluta se algumas coisas  ficaram vagas devido a uma tradução capenga ou adaptação imprecisa, mas a impressão geral que fica é essa.
   Alguns dos pedaços do mapa são achados de forma bem tranquila, outros com um desafio justo, mas dois deles em especial são bastante difíceis de se deduzir a localização em vista das poucas e desconexas pistas que o jogo fornece. Fora isso o jogo é cheio de pistas falsas e situações que parecem importantes ou significativas sem o serem. Isso deixa o ritmo um tanto truncado.
   Outro fator estressante é que o jogador só possui uma única vida, que pode ser perdida por motivos as vezes bem absurdos- como ficar entalado em algo! Durante a etapa da busca no palácio o jogador não tem direito sequer a Continues ou Passwords! Apenas após encontrar os 8 pedaços do mapa e uma forma de escapulir do castelo é que isso passa a estar disponível.
   As fases estilo plataforma são difíceis. Além da jogabilidade um tanto imprecisa, Alex Kidd perde sua única vida com um mero golpe, esbarrão ou acidente. Cair na água é fatal. Mas Alex não nadava bem em "Alex Kidd in Miracle World"? Pois é... Fale isso para a Sega...
   Um fator que pode trazer um pouco de alívio é que pelo menos os continues são infinitos após a fase do castelo. O problema é que caso se morra na fase da floresta dos ninjas, inicia-se desde o início! O estágio não é lá muito curto, então isso pode acabar sendo bem cansativo.
   

   O jogo também tem uma quantidade grande de NPCs. saber quem é cada um e o que cada um faz é essencial para conseguir reunir todos os pedaços do mapa:
  • Alex Kidd: Protagonista do jogo. Jovem príncipe vidrado em jogos eletrônicos e que está sempre vestido com um macacão vermelho.
  • Papa: o pai de Alex Kidd e monarca do reino. É um tanto distraído.
  • Mama: Mãe de Alex Kidd. Esposa do soberano do reino, pode ser encontrada ao seu lado.
  • James: um empregado idoso do castelo, tratado carinhosamente por Alex como "Pops" (algo como "vovô", em tradução livre). É bastante severo com a educação do jovem príncipe e tem o hábito de tocar fogo nas coisas quando está com frio.
  • Barbara: Uma das damas da corte. Aprecia leitura e bolinhos.
  • John: O bibliotecário do castelo. Uma pessoa prestativa.
  • Rockwell: Grande amigo de Alex Kidd. Não mora no castelo, mas seu número de telefone pode ser facilmente encontrado. Tem soluções para casos aparentemente impossíveis e sempre anda acompanhado por seu cachorro.
  • Mary: Governanta do castelo e tutora de Alex. Rígida na hora de testar os conhecimento do jovem príncipe.
  • Paul: Amigo de Alex. Gosta de música e de rasgar mapas sem motivo aparente.
  • Bob: O corpulento guarda do portão. Cumpre as ordens do rei a risca.
  • Tom e Mark: Empregados do castelo. Aparecem apenas em horários bem específicos.
  • Spot: Cão de estimação de Alex. Tem um gosto bem peculiar para comida.
  • Retainers/ empregados: Vários homens com aparência de samurais e vestidos de azul e verde. Servem a família e moram no castelo.
  • Serviçais: As seis serviçais que trabalham no castelo, todas um tanto parecidas entre si e são bastante brincalhonas.
  • Ninjas: Guerreiros das sombras que aparentemente juraram devotar sua vida a impedir que Alex Kidd alcance o fliperama, provavelmente por falta de algo melhor para fazer. Arremessam shurikens ou bombas e podem saltar agilmente.

Comentário Final


   A sensação geral que fica é que o jogo poderia ter sido muito melhor. Tem algumas coisas bem legais, mas seus defeitos e falhas o puxam bastante para baixo, em especial o fato de que é bem difícil achar todos os fragmentos do mapa sem auxílio. 
  Não deixa de ser um um jogo interessante, embora seus acertos não evitem que seja frustrante e cansativo em muitos momentos. No geral vale a pena ser jogado pelo menos a título de curiosidade. Recomendado para fãs incondicionais de adventures que sejam pessoas bastante pacientes.

NOTA: 5.5

* Curiosidade 1:  Artwork do jogo original, "Anmitsu Hime", lançado no Japão em 1987. A princesinha de penteado oriental na capa foi o único personagem editado, dando lugar ao protagonista orelhudo e sorridente, enquanto o resto do elenco permaneceu praticamente igual..

"Anmitsu Hime", jogo desconhecido baseado em mangá idem

24 de jun. de 2014

Year 200X - Metal & jogos old school


   Year 200X é uma banda originária de Lansing, Michigan (EUA), formada por amigos que tinham em comum a paixão por videogames oldschool e heavy metal. O gosto pelo oldschool fica evidente já no título, referência a muitos jogos, animes e mangás das décadas de 80 e 90 que usavam datas nesse estilo, com um "X" nublando a datação. O primeiro álbum lançado pela banda foi "We Are Error", sendo seguido por "World in Ruins", lançado este ano.

   As músicas são versões metal de jogos clássicos dos tempos de poucos bits, entre elas daquela que é, na minha opinião, uma das melhores músicas já feitas para videogames, o tema da fase "The Moon" de "Ducktales" (NES):


   Outra que ficou bem legal foi a versão da música Intro de "Ninja Gaiden II- The Dark Sword of Chaos" (NES):


   Para conhecer mais sobre a banda, o site oficial é:

http://year200xband.com/

P.S: Eles também possuem página na LAST.FM, com três músicas completas:

20 de jun. de 2014

8 Bit Dreams- Uma homenagem aos jogos de NES na arte de Campbell White

   
Homenagem a Super Mario Bros

 O artista australiano Campbell Whyte produziu uma série de ilustrações chamada "8 Bit Dreams" homenageando a Era dos 8 Bits e muitos de seus melhores jogos. As ilustrações são bem bonitas e trazem boas recordações para aqueles que curtiram aqueles tempos de poucos bits e muita diversão, fantasia e sonho. 
  Para conferir todas, basta acessar http://www.campbellwhyte.com/projects/8-bit-dreams/

"It's dangerous to go alone! Take this."

18 de jun. de 2014

DecapAttack


   Nos anos 90 a cultura pop japonesa não era tão bem cotada no ocidente como hoje em dia. Graças a isso vários jogos, considerados "nipônicos demais" para o gosto dos yankees foram remodelados, recebendo diversas alterações, desde meramente estéticas até modificações no roteiro ou mesmo histórias completamente diferentes. A lista dessas "versões" adaptadas é longa... "Yo! Noid", "Super Mario Bros 2/ USA", "Alex Kidd in High- Tech World", etc, cada uma com seu quinhão de modificações, em alguns casos mais, em alguns casos menos.
   Dentre os que sofreram mais modificações destaca-se o jogo "Decapattack", lançado pela Sega para o Mega Drive no ocidente em 1991. "Decapattack" é uma versão modificada do jogo "Magical Hat no Buttobi Tabo! Daibōken", lançado um ano antes na Terra do Sol Nascente e baseado em uma série de anime desconhecida por estes lados do globo terrestre. Não só o personagem principal foi substituído... história, roteiro, cenários, trilha sonora, inimigos... tudo foi completamente modificado, aproveitando-se apenas a engine do jogo original- a qual, por sinal, seguia a mesma linha de "Psycho Fox" do Master System e "Kid Kool" do NES.
   E o resultado ficou até bem razoável...

17 de jun. de 2014

Kung Fu

   


   Beat´em ups... um estilo de jogo muito popular de meados dos anos 80 até meados dos anos 90. Basicamente é um tipo de jogo onde um único lutador, por vezes uma dupla, percorrem diversos lugares enfrentando dezenas de oponentes até alcançar o chefe da fase, para depois de derrotá-lo poder seguir adiante. Pode não parecer grande coisa explicado assim, mas é realmente divertido- provavelmente um dos estilos de jogo mais divertidos já feitos até hoje!

   “Kung Fu”, ou “Spartan X” como era originalmente entitulado, é considerado por alguns como o primeiro dos beat’em ups. Originalmente um jogo de arcade, a versão para NES foi lançada em 1985 no Japão e, meses depois, nos EUA. “Kung Fu" também recebeu ports / versões para diversos outros consoles da época, inclusive para o Atari 2600.

4 de jun. de 2014

Arte inspirada em jogos: "Magical Game Time"

Homenagem de Zac Gorman ao JRPG "Dragon Quest" do NES, já resenhado aqui no blog

Zac Gorman é um ilustrador, cartunista e quadrinhista norte-americano cujo trabalho busca bastante inspiração em jogos de videogame antigos e oldschool. Seu traço é bem cartunesco, próprio e agradável, mas em especial o que chama a atenção é o carinho e bom humor com os quais os jogos são retratados, fruto das incontáveis horas que o autor passou em sua companhia.
Para conhecer mais do trabalho de Zac Gorman visite seu site pessoal, Magical Game Time:

http://magicalgametime.com/

29 de mai. de 2014

The Runaway Five- músicas de videogame em versão jazz!



Sim, é sério! Não é só o rock que se inspira nos jogos de videogame! A banda de jazz The Runaway Five busca no mundo dos videogames a matéria-prima para suas músicas e faz um trabalho muito bom, capaz de agradar tanto fãs de jazz que nunca seguraram um joystick na vida quanto a um jogador de videogame que não faz a menor ideia de quem foi Miles Davis ou Chet Baker.
O próprio nome da banda já é uma referência a videogame, pois The Runaway Five é o nome da banda que aparece em "Earthbond" do SNES ("Mother 2", no Japão) e tem um papel significativo no jogo.

Para conhecer mais da banda:

* Página oficial:

http://www.therunawayfive.com/

* My Space:

http://www.myspace.com/therunawayfive2

28 de mai. de 2014

Jewel Master


   Um dos pontos fortes do Mega Drive foram os jogos  de Ação & Aventura estilo plataforma. Alguns dos jogos mais famosos do console seguiam esse estilo, como os jogos das franquias "Sonic the Hedgehog" ou "Shinobi", mas existem dezenas de outros menos famosos, alguns de boa qualidade, como "Alisia Dragoon" ou "DecapAttack", outros nem tanto, como "Chester Cheetah: Wild Wild Quest".
   Para quem curte o estilo de jogo, ainda mais se for ambientado em cenários de fantasia que parecem saídos de um livro de RPG ou anime do início dos anos 90, uma boa pedida é "Jewel Master", jogo lançado originalmente no Japão pela própria Sega em 1991. Um bom jogo sem ser extraordinário, com um ou outro detalhe para eleva-lo acima da média.

8 de mai. de 2014

5Megafive e seus megacovers



Videogame Music é o estilo musical que busca como inspiração primária as trilhas musicais de jogos, em especial de jogos oldschool. Em especial é comum serem feitas versões "rock" ou "heavy metal" de temas ou músicas de fase dos jogos, mas não unicamente- já vi até um grupo que faz versões jazz de músicas de videogames!
O 5Megafive é uma banda desse estilo, e daqui do Brasil. Segue a mesma pegada da veterana MegaDriver, inclusive incluindo covers de músicas de anime.
A banda foi uma boa surpresa para mim.Gostei em especial das versões rock do tema de "Doom", da música do estágio "Chemical Plant Zone" do Sonic 2 e de "Bloody Tears" de Castlevania II- Simon's Quest.



Para quem curtiu, eles disponibilizam muita coisa para download gratuito no Soundcloud:

https://soundcloud.com/5Megafive

A banda também possui perfil no facebook:

 http://www.facebook.com/5Megafive

Banda recomendada com o Selo OSD de Qualidade. Agora peço licença que vi aqui umas músicas de "Shinobi" e "Ninja Gaiden" para baixar...

P.S: Agradecimentos ao usuário Fúria, do fórum Retrogames Brasil, que foi quem deu a dica da banda. Valeu, rapaz!

1 de mai. de 2014

Kenseiden


   Nos anos 90, durante a acirrada briga entre Nintendo e Sega, um bom jogo que fosse lançado para um dos consoles e não recebesse uma versão no sistema rival tornava-se um espinho no pé do jogador não contemplado. “Kenseiden” do Master System é um bom exemplo disso, tendo feito muito dono de NES-clone da época ficar de cara feia.
   Lançado originalmente no Japão em 1988, “Kenseiden” chegou ao ocidente ainda no mesmo ano, sofrendo uma pequena modificação: o cabelo do herói do jogo, Hayato, teve sua cor original alterada, passando de louro para um tom negro considerado mais adequado a um samurai japonês.
   Até hoje foi uma das poucas alterações feitas nos EUA que achei que faz algum sentido